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Em defesa da reforma política, Dirceu classifica Temer como ‘dificuldade’

Ricardo Chapola

31 de janeiro de 2011 | 15h21

Ricardo Chapola

O deputado cassado José Dirceu saiu nesta segunda-feira, 31, em defesa da reforma política, com financiamento público de campanha e voto em lista para deputados. Embora componha o governo de Dilma Rousseff, Dirceu classificou o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), como uma das dificuldades a serem enfrentadas para que a mudança ocorra. Em seu blog, o ex-deputado fez referência à abordagem de Temer, que, em entrevista publicada pela TV Estadão no domingo, destacou a dificuldade para a realização da reforma e defendeu o voto nominal.

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Assista à entrevista de Michel Temer para a TV Estadão

“Os que afirmam ser inviável fazer uma reforma política estão subestimando os riscos de uma crise político-institucional que o atual modelo acabará por produzir”, escreveu o deputado cassado. Para Dirceu, Michel Temer “falou para o Estado como presidente nacional do PMDB e não como vice-presidente da República”. Isto, segundo ele, revela o nível de dificuldades e os obstáculos que serão enfrentados.

No texto, Dirceu atribuiu aos quatro grandes partidos (PT, PMDB, PSDB e DEM) uma parcela maior de responsabilidade na promoção da reforma, mas atribuiu ao PT o papel de responsável por colocá-la em prática. “O PT como o maior de todos estes partidos, o mais votado, no governo há 9 anos e sendo a legenda da presidente da República tem uma responsabilidade extra, não apenas no Congresso Nacional e na legislatura que se inicia amanhã (terça-feira), mas junto à sociedade. Por isso deve liderá-la e mobilizá-la pela reforma eleitoral, política e institucional. E, como partido, priorizar a questão constitucional”, disse no blog.

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