As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Em coletiva na capital mineira, Dilma promete ‘unir o País’

Bruno Siffredi

30 de outubro de 2010 | 11h58

Rodrigo Alvares, enviado especial a Belo Horizonte  (MG)

Em entrevista coletiva marcada por muita confusão, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, disse neste sábado durante coletiva em Belo Horizonte (MG) que, caso seja eleita, pretende “unir o País”. “Eu vou governar para todos os brasileiros, mas vou governar com a minha coligação. Agora, eu vou governar para todos os brasileiros, sem exceção. Mesmo que sejam de outros partidos, será de uma forma muito republicana, muito transparente”, afirmou.

Questionada sobre o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu eventual governo, Dilma afirmou que “ele não será uma presença dentro do ministério. Ele será sempre uma pessoa em quem eu tenho uma imensa confiança política, tenho imensa confiança pessoal. Não há ninguém nesse País que vai me separar do presidente Lula”, finalizou.

A candidata também fez um balanço da campanha em um tom parecido ao qual adotou no debate de sexta-feira, 29, na Rede Globo. Lembrou seu histótico político em Minas Gerais: “Acho simbólico que nesse final de campanha eleitoral eu retorne aqui e faça um fechamento da minha campanha onde minha vida política começou. Eu também quero dizer que não guardo mágoa. Quando a gente guarda mágoa a gente carrega um peso na alma e não tem aquela generosidade que é necessária para qualquer um de nós”.

Dilma chegou a falar como se já estivesse eleita durante o pronunciamento: “É um momento para mim muito importante, porque eu represento um projeto que teve início com o governo Lula, que eu tenho a responsabilidade agora de dar continuidade”.

Durante a fala da candidata, o ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores da campanha, Fernando Pimentel, reclamou da confusão instalada no local: “Ela não precisa responder perguntas dos jornalistas. Estamos muito atrasados em mais de uma hora”, disse a uma militante.

Logo depois, Pimentel encerrou a entrevista para levar Dilma à carreata marcada para as 14h no bairro Venda Nova – na periferia da capital mineira.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: