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Em discurso, Dilma promete garantir equilíbrio econômico, liberdade de imprensa e religiosa

Camila Tuchlinski

31 de outubro de 2010 | 20h54

Carol Pires e Rodrigo Alvares

No primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, em um hotel em Brasília, Dilma Rousseff prometeu há pouco que em seu futuro governo irá garantir a liberdade de imprensa e religiosa, temas que geraram polêmica ao longo do segundo turno da campanha eleitoral. Ela também falou sobre a área econômica: “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

Leia íntegra do discurso de Dilma

Ouça o discurso da presidente eleita Dilma Rousseff

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Foto: Jonne Roriz

Ao lado do seu vice, Michel Temer (PMDB), a petista registrou como compromisso de sua gestão valorizar o direito democrático à opinião e à expressão. “Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, pela mais ampla liberdade religiosa e de culto”, prometeu.

22h25 – “Um abraço a cada um, meus amigos e minhas amigas”. Termina o primeiro discurso de Dilma Rousseff como presidente eleita do Brasil.

22h24 – “Baterei muito à sua porta e tenho certeza e confiança que a encontrarei sempre aberta”, afirma Dilma, ao falar de Lula. Dilma está emocionada, ensaiou um choro.

22h23 – Lula levanta a platéia de aliados ao agradecer o apoio do presidente Lula. “Olê, olê, olé, olá, Lula, Lula”, cantam.

22h22 – Dilma vai chegando ao fim do discurso agradecendo aos aliados, adversários, eleitores e à imprensa. Ela afirma que por vezes, ao longo da campanha, “vezes muitas das coisas difundidas” a deixaram “triste”. Mas ressalta que ela, que lutou contra  a ditadura, é amante da liberdade.

22h20 – “Valorizarei a transparência na administração pública, não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito”, afirma Dilma, que foi duramente atacada ao longo da campanha por causa das denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, considerada sua “braço-direito”.

22h18 – A petista manda recado para a oposição: “Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nessa caminhada. Estendo minha mão a eles. Da minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrios”.

22h17 – Dilma está reafirmando compromissos de campanha. Ela citou há pouco, o combate contra as drogas, como crack, um dos assuntos mais tratados por ela no início da campanha. “Todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa”.

22h16 – Dilma está reafirmando compromissos de campanha. Ela citou há pouco, o combate contra as drogas, como crack, um dos assuntos mais tratados por ela no início da campanha. “Todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa”.

22h15 – A petista afirma que trabalhará pela aprovação, no Congresso Nacional, do projetos de lei que muda o marco regulatório da exploração de petróleo na camada pré-sal de concessão para partilha e do projeto que cria um Fundo Social com parte do lucro da exploração do óleo.

22h10 – Dilma fala sobre propostas para área econômica. “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

22h08 – Dilma afirma que o Brasil precisa fomentar o mercado interno, não depender tanto da “pujança dos países desenvolvidos. “Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o país ao mundo, muito pelo contrário”, ela pondera.

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Foto: Jonne Roriz/AE

22h05 – Dilma é muito aplaudida ao reafirmar compromisso de campanha de erradicar a miséria do País. “Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome”, diz. Dilma está lendo em papéis seu primeiro discurso como presidente eleita.

22h03 – O primeiro compromisso de campanha dela: “honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num fenômeno natural”. A presidente eleita promete zelar pela “total liberdade religiosa”, pela “democracia”, e pela “ampla liberdade de imprensa”.

22h01 – Dilma: “Queria agradecer os que estão aqui presente nesta noite que para mim é uma noite, vocês imaginam, completamente especial”. Dilma diz que a eleição dele demonstra o avanço democrático do País, porque “pela primeira vez uma mulher governará o País”.

22h – Foi pedido que os aliados descessem do palco. Ficaram ao lado de Dilma apenas: José Sarney, Tarso Genro, Agnelo Queiroz, Michel Temer, Dutra, Palocci, Cid Gomes, Marta Suplicy, Marcelo Déda Eduardo Campos e Renato Casagrande.

21h58 – Os peemedebistas subiram juntos ao palco.  O vice-presidente eleito Michel Temer e o senador eleito Eunício Oliveira (PMDB-CE) abraçam a candidata. O coordenador jurídico da campanha, José Eduardo Cardozo (PT-SP), e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra foram os últimos a entrar na sala.

21h52 A presidente eleita chegou. É recebida ao som do jingle “Meu Brasil está querendo Dilma, meu Brasil está querendo continuar (…) Agora é Dilma, é a vez da mulher”. Os aliados batem palma sincronizadamente. A plateia canta, agora, o Hino Nacional. Dilma chegou acompanhada do coordenador da campanha, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Os dois estão abraçando os aliados. Alguns senadores filmam a cena pelos respectivos celulares.

21h50 Ministros, governadores e parlamentares da base já estão de pé, apontado o celular para a porta por onde Dilma Rousseff deve passar para chegar ao local da coletiva. O governador de Sergipe Marcelo Déda afirma que Dilma já chegou, mas ainda não é possível ver.

21h38 – José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, acaba de aparecer na sala. Mais cedo ele falou com a imprensa. Negou participar do governo Lula antes de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Mensalão. “Não posso, não quero e não devo”.

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Foto: André Dusek/AE

21h34 – A presidente eleita acabou de sair de sua casa em Brasília. “Dilma falou que estava muito feliz pelos votos que o povo brasileiro me honrou” e que “será o governo de todos os brasileiros”.

21h28 – “A indelicadeza final de José Serra: São 21:30h e ele ainda não ligou para parabenizar a vencedora”, publicou já pouco Marta Suplicy no Twitter. “É constrangedor dar a entrevista da vitória, sem o parabéns do derrotado”, completou a senadora eleita por São Paulo.

21h20 – Aliados não sabem dizer se José Serra já ligou para parabenizar Dilma pela vitória. “Tem tempo que estou aqui, não falei com ela”, esclarece Marco Aurélio Garcia, um dos coordenadores da campanha petista.

21h13 – Mercadante continua: “Sabe por que Serra não ligou ainda? Porque ele está tentando ligar a cobrar”. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC),  também derrotada na disputa pelo governo, emenda: “Ele não ligou porque está procurando um orelhão e não encontra”.

21h10 – O senador Aloizio Mercadante, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, é um dos mais animados na platéia. Questionado qual ministério ele poderia ocupar no governo de Dilma, respondeu: “Economia brasileira: é a pasta que eu vou carregar debaixo do braço lá na aula eu vou dar na Unicamp”. “Terminado o meu mandato de senador, volto a comer giz”

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 Foto retirada do Twitter de Marcelo Déda (PT), governador de SE

21h07 – Equipe econômica do presidente Lula em peso à espera da coletiva: ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo, (Planejamento) e Henrique Meirelles (Banco Central) estão a postos. Nem todos conseguiram cadeira para sentar. Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e dos Esportes, Orlando Silva, estão em pé.

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Festa da militância do PT na Esplanada dos Ministérios pela vitória de Agnelo Queiroz para governador do DF e de Dilma Rousseff para presidente da República. Foto: Dida Sampaio/AE

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