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Em almoço, João Paulo deixa de lado prisão e comenta cenário eleitoral

Lilian Venturini

08 Janeiro 2014 | 15h10

Brasília – Enquanto aguarda a expedição do mandado de prisão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no processo do mensalão, fez uma série de avaliações sobre o quadro eleitoral deste ano durante o almoço na sua casa, nesta quarta-feira, 8. Parte da conversa pôde ser ouvida por jornalistas pela janela do apartamento do deputado, que fica no segundo andar de um prédio funcional no bairro da Asa Sul, área nobre de Brasília.

Na ocasião, o petista avaliou a situação da presidente Dilma Rousseff e fez o seguinte comentário: “Dilma fala que está tudo bem. Ter 40% (aprovação nas pesquisas) para uma eleição às vezes não é mais difícil do que chegar a 51%. De zero a 40% vai, mas de 40% para 51%?, comentou sobre o índice necessário para a eleição de um candidato.

O nome do possível candidato do PSDB para o Planalto, senador Aécio Neves, também foi comentado diversas vezes durante o almoço realizado entre meio-dia e 13h30. Para o petista, Aécio não representa o novo, uma novidade. João Paulo Cunha também fez comentários sobre o outro possível adversário, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Na análise do ex-presidente da Câmara, Campos encontrará dificuldade na eleição em razão da falta de capilaridade nos Estados.

Durante o almoço, não houve sobressaltos na fala de João Paulo Cunha, o que de certa forma demonstra que o clima não é de irritação ou tensão diante da decisão sobre sua prisão, que deve ocorrer ainda nesta quarta. O deputado petista aguarda a emissão do mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para se apresentar à Polícia Federal, em Brasília.

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