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Eleições em SP: ‘O PSDB não apresentou resultados em 20 anos’, diz presidente do PMDB-SP

Lilian Venturini

13 Janeiro 2014 | 11h54

Pedro Venceslau

Definida como a principal prioridade do PT em 2014 depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, a disputa pelo governo paulista promete ser um capítulo à parte na história das eleições deste ano.

Os prováveis operadores da disputa pelo governo paulista em 2014, os presidentes estaduais do PT, PSDB e PMDB prometem não usar na campanha os casos do mensalão, esquema de compra de apoio parlamentar no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e as investigações sobre o cartel no metrô paulista em gestões tucanas.

Abaixo, trechos da entrevistas com Baleia Rossi, presidente do PMDB-SP:

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) será alvo do PMDB na campanha?
Vamos buscar uma campanha mais propositiva. O Paulo Skaf tem dito não haverá uma ruptura dos programas do Estado. Não faremos uma campanha de agressão. Vamos apresentar uma proposta que preserve os avanços feitos nos últimos anos.

É verdade que você foi convidado para ser vice do Alckmin?
Isso é lenda. Nunca houve isso. Soltaram essa história, mas não pegou. Depois começaram a dizer que o próprio Skaf seria o vice do Alckmin.

O Skaf foi muito criticado nas redes sociais por usar a propaganda da Fiesp na TV para se promover. O que acha disso?
O Paulo Skaf é presidente da Fiesp, Sesi, Senai e não é candidato a governador.

Não?
O PMDB tem o projeto de que ele seja candidato, mas hoje o Skaf é presidente dessas entidades e age como tal. O crescimento deles nas pesquisas acontece de maneira espontânea. Ele não pode parar de trabalhar porque em 2014 deve ser o candidato do PMDB a governador. Isso é uma tentativa de diminuir o trabalho dele.

Está difícil quebrar a polarização PSDB-PT nas articulações por apoios?
O Skaf está conversando com o PSB, PP, PR, PTB e PDT. Mas ainda não temos perspectiva de alianças. De qualquer forma, os partidos são claros em dizer que não estão fechados com outros candidatos.

A decisão do prefeito Fernando Haddad (PT) de aumentar o IPTU pode prejudicar a campanha do Padilha?
Qualquer aumento abusivo é prejudicial, mas o Paulo Skaf está contra o aumento do IPTU pela luta histórica dele. É uma bobagem associar isso a eleição.

O caso Siemens, de formação de cartel no Metrô em São Paulo, e o julgamento do mensalão serão recorrentes na campanha do Paulo Skaf?
A campanha tem que ser temas que sejam relevantes na vida das pessoa. O PMDB vai fazer uma campanha propositiva. Essas não serão nossas prioridades.

Quais são os pontos forte e fracos da gestão de Alckmin?
O governador deixa a desejar. Ele pessoalmente é uma figura que trabalha e tem boa vontade, mas algumas áreas deixam a desejar. Hoje temos um problema sério na área da segurança pública. O PSDB não apresentou resultados em 20 anos. Os investimentos na malha viária do Estado é um setor bem cuidado.

E os pontos fortes e fracos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT)?
O ponto forte dele é a estrutura do PT e o apoio do ex-presidente Lula. O ponto fraco dele é saúde, que não vai bem no País.

E o Paulo Skaf?
O ponto forte dele é a luta pela diminuição de impostos e abusos por parte do governo, Um exemplo é a CPMF, que ele combateu lá atrás. A desoneração dos produtos da cesta básica também. A presença dele nos grandes embates, como o caso do aumento do IPTU, é um ponto forte. O desconhecimento do nome dele é um ponto fraco. Outro ponto que precisamos superar é a falta de alianças.

O que acha do programa Mais Médicos?
Espero que ele chegue até a população mais simples. Ainda não surtiu efeito prático.

O fato do PSDB estar no governo há 20 anos torna mais frágil a candidatura do Alckmin?
Isso passa a sensação para a população de que é preciso buscar pessoas diferentes.

Espera que o Paulo Skaf seja uma terceira via na campanha?
Espero que ele seja a segunda via. Ele está em segundo lugar e se consolidando como o um candidato forte, Ele vai para o segundo e vencerá a eleição.

Espera contar com Lula e Dilma no palanque do Skaf?
Tenho certeza que a presidente Dilma estará no nosso palanque. Já o ex-presidente Lula é uma figura mais partidária do PT. Se não tiver no nosso palanque no primeiro turno, nós entenderemos. Mas estaremos juntos no segundo.

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