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Eleição indireta no DF tem três candidatos; DEM desiste

Camila Tuchlinski

07 de abril de 2010 | 17h48

Por Carol Pires

Até o momento, três candidaturas ao governo do Distrito Federal foram registradas na Câmara Legislativa: uma pelo PV, outra pelo PCdoB e a terceira pela coligação PSL/PTN. A eleição indireta será no próximo dia 17 e as inscrições terminam hoje, às 18h.

Newton Lins, presidente regional do PSL, é candidato a governador, e Paulo Fernando Vasconcelos (PTN) a vice. Nenhum dos dois partidos tem representantes na Câmara Legislativa, responsável pela eleição do sucessor de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

Ambos apoiavam o governo do DEM, mas romperam com Arruda quando a Polícia Federal deflagrou o esquema de corrupção no governo do DF.

Lins é advogado e foi administrador da Estrutural (invasão situada na periferia de Brasília) em 2007, indicado por Arruda. Vasconcelos é advogado e empresário. “Apoiamos o Arruda porque ele era a grande esperança na época. Mas foi uma grande decepção. Felizmente, não temos nenhum envolvimento com este escândalo. Ninguém vai encontrar vídeo nem gravação da gente envolvido em corrupção. Somos simples contribuintes”, afirma Newton Lins.

Pelo PCdoB concorrerão Messias de Souza na cabeça de chapa e Olgamir Amância como vice. Mais cedo, o PV registrou uma candidatura puro-sangue, com Nilton Reis encabeçando a chapa e Débora Achacar como candidata a vice.

E o Movimento Fora Arruda, como protesto, registrou uma chapa fictícia, com Tony Panetone como candidato a governador e Bezerra Dourada como vice. PTB e PT também devem lançar candidatos.

O DEM desistiu que apresentar candidatura à eleição indireta no Distrito Federal. Na terça-feira pela manhã, o diretório local do partido havia escolhido o suplente de deputado Osório Adriano para disputar a sucessão de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

Mas, ao saber da notícia, a cúpula nacional entrou em campo para dissuadir o presidente regional da legenda, senador Adelmir Santana, de entrar na eleição.

Na tarde de hoje, representantes do DEM Nacional e local se reuniram e Osório Adriano concordou em não se registrar para a eleição indireta. “O partido, junto com ele [Osório Adriano], chegou a um entendimento, de que a crise de Brasília não acabou. E o mandato tampão, quem vier a cumpri-lo, vai cumprir o resto do mandato do Arruda.

Se for alguém do DEM, vai arrastar o partido para cumprir mais oito meses de crise”, explicou o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

José Roberto Arruda foi o único governador eleito pelo DEM em 2006. Ele é apontado, em inquérito da Operação Caixa de Pandora, de ser o mentor de um esquema de corrupção no governo da capital.

Forçado a abandonar a legenda em  dezembro de 2009, Arruda teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, no mês passado, por infidelidade partidária. Ele está preso há cerca de 50 dias por tentativa de suborno a uma testemunha.

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