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Eleição em Campinas é teste para PSB

Paula Carvalho

28 de outubro de 2012 | 12h25

Ricardo Brandt, de O Estado de S. Paulo

CAMPINAS – Os candidatos a prefeito de Campinas, no interior de São Paulo, votaram logo cedo acompanhados de suas famílias e de seus candidatos a vice. O favorito Jonas Donizette (PSB) afirmou que a “expectativa é de vitória”, mas que vai esperar o resultado das urnas.

O candidato Márcio Pochmann (PT) disse estar “convicto” de que o eleitor o elegerá e minimizou os resultados das pesquisas. Segundo o Ibope, em levantamento divulgado na noite deste sábado, 27, o candidato do PSB deve ser eleito hoje prefeito da terceira maior cidade paulista, com 758 mil eleitores. Jonas aumentou sua vantagem
para 15 pontos em relação ao adversário do PT e apareceu com 49% das intenções de voto, contra 35%.

“As pesquisas são elementos importantes para avaliação de trajetórias, mas a melhor pesquisa é aquela que é realizada na urna e estamos muito convictos que o resultado será muito favorável para nós”, afirmou
Pochmann. Ele votou às 8h54, ao lado da mulher, do filho e da vice, Adriana Flosi (PSD).

“A pesquisa nos anima, mas vou esperar o resultado oficial. A grande pesquisa é a do dia de hoje”, afirmou Jonas, que votou às 9h50, ao lado da mulher, das duas filhas e do vice, Henrique Magalhães Teixeira (PSDB). Ele ressaltou que o eleitor em Campinas tem a “tradição” de definir o voto na reta final”. “Essa última semana foi definitiva para que nós pudéssemos estabilizar os nossos votos e crescer um pouco.”

Estratégia

Elevada à cidade estratégia no cenário político nacional, por servir como prévia para a disputa de 2014, os eleitores de Campinas vão testar nas urnas o PSB, partido que mais cresceu nessas eleições, coligado com o PSDB.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff se envolveram diretamente na eleição local pelo PT. Do lado adversário, o apoio veio do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) – três nomes que terão papel de destaque na disputa de 2014.

“Já recebi hoje de manhã do presidente do PSB e do vice-presidente nacional (Roberto Amaral) nos desejando sorte. Na última semana tivemos a presença de grandes figuras políticas do partido e de partidos aliados. Tudo tem um propósito. Ter esse segundo turno foi importante para que Campinas se inserisse no contexto do mapa político nacional”, afirmou Jonas, após votar. “Principalmente pela importância que meu partido e o partido adversário deram para a disputa eleitoral na cidade.”

Os dois candidatos evitaram falar como prefeito eleito, mas defenderam que se forem vitoriosos terão de mudar os rumos da política local. Para o candidato do PSB, o primeiro desafio será “fazer com que Campinas volte a ser conhecida no Brasil pelas coisas positivas que ela tem e não pelas coisas negativas que aconteceram na política”. A declaração é uma referência aos escândalos de corrupção na prefeitura, que terminaram com dois prefeitos cassados, 11 pessoas presas e 28 processadas por formação de quadrilha.

Pochmann defendeu a necessidade de modernização da máquina. “Nossa primeira decisão será o processo de modernização da administração pública, porque entendemos que a prefeitura é hoje um grande obstáculo para o desenvolvimento social e ambiental da cidade.”

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