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Economista prevê receita maior e sugere cortes para pagar mínimo de R$ 600

Ricardo Chapola

15 de fevereiro de 2011 | 13h43

Eduardo Bresciani

O economista Geraldo Biasoto Junior fez na manhã desta terça-feira, 15,  uma exposição para a bancada do PSDB dando argumento aos deputados para defender o salário mínimo de R$ 600. Ele foi escalado pelo partido para defender a proposta no plenário da Câmara na comissão geral que acontecerá nesta tarde. Biasoto foi um dos consultores do candidato derrotado José Serra na campanha presidencial do ano passado.

 Biasoto acredita em uma arrecadação em 2011 acima da prevista pelo governo e propõe ainda cortes em gastos de custeio, como locação de mão de obra, diárias e contratação de consultorias. Com isso, na visão dele, haveria dinheiro de sobra para se conceder um aumento maior ao mínimo.

 Em relação à receita, o economista afirma que com a manutenção dos números do próprio governo já seria possível estimar uma arrecadação cerca de R$ 18 bilhões maior neste ano. Ele afirma ainda que Previdência Social deve ter uma arrecadação R$ 8 bilhões acima do previsto. Estas perspectivas, ressalta Biasoto, tem como base as previsões de crescimento econômico do próprio governo.

 Na parte da despesa, o economista enxerga a possibilidade de cortes de R$ 11 bilhões em despesas de custeio que não seriam de “extrema necessidade”. “O governo está tentando cristalizar um conjunto de gastos, por isso não se propõe a fazer um corte pesado nestas despesas, na verdade, o governo está acomodado”.

 Para Biasoto, a elevação do mínimo a R$ 600 ajudaria a compensar perdas que os trabalhadores com rendimento menor vem tendo com a inflação. Ele destaca que como o componente alimentos tem sido o principal fator da inflação é esta população que está sendo mais comprometida.

 O economista, porém, vê problemas na economia brasileira na área de câmbio e juros. Para ele, isso pode atrapalhar o crescimento. Biasoto, porém, argumenta que não se pode querer que o trabalhador de baixa renda pague esta conta com um reajuste menor em seu salário.

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