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‘Economist’ destaca vitória de Dilma na votação do mínimo

Armando Fávaro

17 de fevereiro de 2011 | 17h18

André Mascarenhas

O semanário britânico The Economist traz em sua nova edição, publicada nesta quinta-feira, 17, um balanço otimista dos primeiros dias do governo da presidente Dilma Rousseff, com aplausos para o ajuste fiscal anunciado pela equipe econômica e a defesa da decisão de não elevar o salário mínimo acima dos R$ 545. A conclusão, no entanto, é de que Dilma, descrita como uma política “sem a estrela de Lula”, precisará provar que tem “habilidade para extrair reformas de sua larga, porém voraz, maioria no Congresso”.

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Semanário destacou, com otimismo, os primeiros dias do governo Dilma. Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters

Em textos que abordam desde o “atrativo” mercado financeiro brasileiro, até a necessidade de investimentos privados para garantir a infraestrutura para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a Economist pontua os erros e acertos do governo do ex-presidente Lula para demonstrar que, no horizonte de Dilma, há esperança e desafios.

“A Sra. Rousseff precisa desesperadamente segurar os gastos do governo. Em 2008, a grande entrada de capitais e o corte nos impostos ajudou o Brasil a escapar do pior da recessão. Mas ao invés de cortar as facilidades quando a economia voltou a crescer, o estímulo diluiu-se em farra pré-eleitoral”, diz o semanário, que destaca ainda o não cumprimento do superávit primário de 3%.

“O resultado foi uma economia superaquecida. A inflação, em 6%, está bem acima do centro da meta do Banco Centra, de 4,5%”, continua o texto.

O semanário chama atenção ainda para a demanda por bens de consumo, com os níveis de emprego mais elevados do que nunca. Mas lembra que o BC já opera para segurar o crédito. E alerta que, com o corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo governo, as obras de infraestrutura para os eventos esportivos dos próximos cinco anos precisarão de investimentos privados para sair do papel. Uma política que, se sair do papel, “significará um cavalo-de-pau” político.

“Durante a campanha, Dilma atacou seu principal oponente, José Serra, por sua suposta tendência privatista. Mas ela não terá muitas opções. Melhorias em estradas e aeroportos, que no passado foram alvo de cortes de gastos, são essenciais para que o Brasil evite embaraços durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 – e, mais importante, se quiser manter o crescimento econômico no longo praz”, conclui o texto.

Leia as reportagens da Economist (em inglês)

Governando o Brasil: Começo promissor

Política fiscal brasileira: Dilma será dura o suficiente?

Investimentos alternativos: As vendas do Brasil

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