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Dos 81 senadores, apenas 8 não usaram verba indenizatória no 1º semestre

Lilian Venturini

18 de julho de 2011 | 12h02

Além do salário de R$ 26,7 mil, os senadores brasileiros têm direito a R$ 180 mil por ano (média de R$ 15 mil ao mês) para cobrir despesas. Nos primeiros seis meses deste ano, dos 81 senadores, somente oito deixaram de usar o benefício, segundo levantamento feito pelo site Congresso em Foco. São eles: Cristovam Buarque (PDT-DF), Eduardo Braga (PMDB-AM), Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Sarney (PMDB-AP), Lobão Filho (PMDB-MA), Pedro Simon (PMDB-RS) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Itamar Franco (PPS-MG).

O site lembra que José Sarney, por ser presidente do Senado, tem direito a outros benefícios, como residência oficial. Em 2010, porém, o senador gastou R$ 20 mil entre janeiro e abril com “contratação de consultorias, assessorias e outros serviços de apoio ao exercício do mandato parlamentar”. Já Lobão Filho ficou afastado da Casa para tratamento médico, mesmo motivo que afastou Itamar Franco antes de morrer. É possível ver o quanto cada um dos 81 parlamentares gastou neste ano pelo Portal da Transparência.

Entre os gastos ressarcidos pela chamada  Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps) estão aluguel de imóveis e veículos, combustíveis, alimentação, consultoria e publicidades das ações relacionadas à atividade política. Em maio, o Senado decidiu juntar o valor da verba indenizatória à verba de transporte aéreo. Antes, a compra era feita por uma agência de turismo contratada pela Casa. Agora, os parlamentares serão responsáveis pela compra. O valor mensal corresponde a cinco trechos aéreos, ida e volta, da capital de seu Estado a Brasília.

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