À CPI do Cachoeira, ex-diretor da Dersa nega irregularidades em obras em SP
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À CPI do Cachoeira, ex-diretor da Dersa nega irregularidades em obras em SP

Lilian Venturini

29 de agosto de 2012 | 08h56

O Estado de S.Paulo

O ex-diretor do Departamento de Obras Rodoviárias de São Paulo (Dersa) Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, disse não haver irregularidades nas obras viárias comandadas pelo órgão durante sua gestão. Durante sessão da CPI do Cachoeira nesta quarta-feira, 29, Vieira de Souza também afirmou ser falsa a acusação de que teria desviado R$ 4 milhões da campanha eleitoral tucana de 2010.

“Eu queria saber quem é meu inimigo. Se passaram dois anos e não há um processo contra mim”, disse aos parlamentares. Formalmente, o ex-diretor foi convocado à CPI para explicar suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê, parte dela sob responsabilidade da Delta, construtora apontada pela Polícia Federal como integrante do esquema de Carlinhos Cachoeira.

Seu nome surgiu na CPI após declarações do ex-diretor do Dnit, órgão do Ministério dos Transportes, Luiz Antonio Pagot à revista Isto É de que dinheiro de obras do Rodoanel teria sido desviado para uso em campanha eleitoral de José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

À CPI, no entanto, Pagot disse ter sido mal interpretado pela revista e afirmou que houve pressão para aprovar mais recursos para obras do Rodoanel, mas que não se pode provar que o valor seria usado em campanhas. “Eu atribuo má fé, injúria [essas acusações]. (…) Não saio dessa casa sem entregar todos os documentos que comprovem o que eu falar. Eu pedi a Deus pra ser convocado nessa CPI.” Ainda no início da sessão, Vieira de Souza manifestou seu desagrado com o apelido Paulo Preto, usado, segundo ele, de forma perojativa.

O presidente afastado da Delta, Fernando Cavendish, por sua vez, manteve-se me silêncio ao ser convocado à CPI. O senador Álvaro Dias chegou a pedir que ele esclarecesse quais senadores compraria com R$ 6 milhões, conforme Cavedish disse em uma das gravações. “É uma questão de hombridade”, disse o parlamentar, mas o ex-presidente da empreiteira manteve-se calado.

Por fim, depôs Gilmar Carvalho Morais, acusado de abrir empresas fantasmas que movimentaram o dinheiro desviado. O contador afirmou ter sido usado por Valdeir Fernandes Cardoso, mas alega não saber de outros nomes do esquema.

Morais teria dívidas com Valdeir, que por sua vez exigiu a abertura de empresas para pagá-las. “Eu não tinha outra saída”, disse o contador, que disse ter sofrido ameaças para manter o esquema. Sua ex-mulher, Roseli Pantoja, cujos documentos também foram usados nas empresas fantasmas, também foi ameaçada.

Abaixo, os principais momentos da sessão:

18h14 – Sessão encerrada no Congresso.

18h08 – Morais novamente diz que não é responsável pelas empresas que abriu e, portanto, não tem o nome das pessoas ligadas a elas.

18h04 – Valdeir está processando a Fazenda Nova Querência na Justiça do Trabalho, segundo o parlamentar. Ronaldo Ferreira Tolentino é o advogado de Valdeir. Morais diz não conhecer o advogado.

18h03 – Morais esclarece que na junta comercial, qualquer cidadão comum dá entrada em empresas. “Não precisa ser contador”, diz. Ele diz que não falaria mais em uma sessão secreta. “Eu já falei tudo aqui, não tenho mais nada para falar”.

18h00 – Quem fala agora é o deputado Luiz Pitiman. Morais esclarece que foi casado com Roseli Pantoja por 13 anos e que se divorciou dela á um ano. Ele recebeu uma procuração da ex-mulher com a qual abriu a empresa dela. Os documentos foram passados pela própria Roseli.

17h55 – Ao deputado Miro Teixeira, Morais diz que nunca assinou a abertura de contas. O parlamentar reitera que o Ministério da Justiça deve proteger o contador.

17h53 – A última vez que Valdeir procurou Morais foi há três meses para um “novo serviço”.

17h48 – Morais esclarece que Rubem Maia foi citado como contador, mas que nunca ouviu falar de Giovani, que se tornou procurador de Roseli, ex-mulher do contador. Segundo Morais, o nome de sua mulher apareceu no esquema porque os documentos dela foram usados para a abertura das empresas.

17h46 – Toma a palavra o senador Randolfe Rodrigues. Morais repete: a dívida era de cerca de R$ 7 mil. Em dois anos, segundo Valdeir, a dívida se ampliou para R$ 18 mil. E então começou o processo de abertura de empresas. O contador afirma que pensou em ir à Polícia, mas disse que não tinha segurança com a Polícia para fazer as denúncias.

17h43 – Fala agora o deputado Ronaldo Fonseca. Ele questiona sobre o procedimento de abertura de empresas efetuado por Morais. O contador esclarece que Valdeir dizia sistematicamente que se tratava de um esquema, mas nega saber do que se tratava. Ele apenas cumpria as ordens para pagar a dívida e diz ter sido pressionado. “Não tinha outra saída”, afirma Morais.

17h41 – Macris pede que Valdeir Fernandes Cardoso seja convocado a depor na CPMI.

17h40 – Valdeir teria acionado Morais, dizendo que queria encontrá-lo. O contador disse que supostos policiais estavam na casa de seu ex-cunhado, que teria sofrido ameaças. Esses policiais queriam encontrar Morais “vivo ou morto”, o que motivou Morais e entrar e contato com a CPMI. “Minha contribuição para nesse Valdeir. Daí para frente, não sei nada”.

17h38 – O contador nega saber que as empresas que estavam em seu nome movimentavam quantias de milhões de reais.

17h36 – “Que tipo de ameaças?”, questiona o parlamentar. “Quer resolver de outra forma?”, diz Morais, citando Valdeir.

17h34 – Ao deputado Vanderlei Macris, Morais disse que conheceu Valdeir em 2006 e diz que este o cobrava uma dívida muito maior que R$ 6 mil. O contador esclarece que Valdeir pediu para que Morais criasse empresas para quitar a dívida. Eram uma empresa de pneus, uma de transporte, uma de construção e uma de que o depoente não de recorda.

17h33 – Morais disse que chegou a ser ameaçado com uma arma de fogo. Ele esclarece que devia R$ 7 mil devido a uma troca de cheques.

17h25 – “O senhor sabe que tem quatro CPFs no seu nome e no da sua mãe?”, questiona Cunha. “É justamente o que estou questionando. Quero achar esse cidadão para recuperar minha família. Foi o Valdeir quem fez isso”, diz o contador.

17h22 – Com a palavra o relator Odair Cunha. Ele pergunta se Cardoso procurou o contador. Morais responde positivamente. “Dou liberdade para quem quiser checar se eu tenho qualquer envolvimento com isso aí”, diz.

17h17 – Morais diz que ficou sabendo de todo o esquema por meio de um repórter. Ele lembrou-se que tinha uma dívida e que foi cobrado por ela, sendo ameaçado. “Tenho certeza que essa pessoa usou meus documentos”, diz o contador. Gostaria que a Justiça tentasse encontrar essa pessoa para me devolver minha família. O nome é Valdeir Fernandes Cardoso. “Quem ele conhece ali eu não sei”, diz.

17h15 – Vital do Rêgo afirma que a comissão pediu ao Ministério da Justiça que tome providências para proteger Gilmar Carvalho Morais, o próximo depoente, e sua ex-mulher, que sofreram ameaças nesta quarta-feira.

17h10 – O senador Álvaro Dias, ainda assim, pede que ele esclareça quais senadores compraria com R$ 6 milhões, conforme Cavedish disse em uma das gravações. “É uma questão de hombridade”, disse o parlamentar. Mas Cavendish mantém-se calado.

17h09 – A palavra é passada a Fernando Cavendish. E ele diz que permanece em silêncio.

17h04 – A comissão esclarece que Cavendish, dono da Delta, foi convocado por suposto envolvimento nos esquemas do grupo do empresário Carlos Cachoeira e de agentes públicos e privados.

17h01 – Fernando Cavendish é chamado a prestar depoimento na comissão.

16h55 – Paulo Vieira de Souza agradece a oportunidade de dar seu depoimento e diz que está em “processo de cura”.

16h50 – O relator deputado Odair Cunha pede esclarecimentos sobre o regime da licitação, que foi sob regime de preço unitário, segundo o depoente. A mudança do regime a preço global ocorreu após a licitação.

16h48 – Com a palavra agora, Bruno Araújo. Ele também critica a decisão de não convocar José De Filippi.

16h43 – Fala agora o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Quero pedir que essa CPI peça explicações ao procurador-geral da República em que termos ele assinou esse Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)”.

16h41 – “Em nenhum momento eu disse que havia ganho processos contra jornalistas e outras pessoas”. Ele lista novamente as revistas, jornais, jornalistas e outros indivíduos contra os quais entrou na Justiça. “Não tenho nada contra a imprensa. Mas quero saber quem mente”, diz Paulo Vieira de Souza.

16h27 – Dias advoga pela convocação do tesoureiro do PT, De Filippi, à CPMI. “Quiseram transformar o Dnit no comiê eleitoral do PT”, diz. E pede a prorrogação da comissão. “O PSDB não tem nada a temer nesta CPI”.

16h26 – Fala agora o senador Álvaro Dias. Ele diz que a convocação de Paulo Vieira de Souza foi um equívoco político, mas que ainda assim foi favorável ao depoente – que por sua vez, havia manifestado o direito de falar. “Não há fato que justificasse a convocação do senhor Paulo Vieira de Souza”, diz o parlamentar.

16h23 – O depoente lembra que o TAC não permite que as empresas entrem na justiça para pedir aditivos. “O Rodoanel só teve um aditivo, aquele gerado para a conclusão da obra, e foi cumprido o TAC”, afirma Paulo Vieira de Souza.

16h11 – Paulo Vieira de Souza diz ao deputado Odair Cunha que houve um impasse entre a Dersa e o TCU sobre a inclusão de aditivos às obras do Rodoanel.

16h05 – Sessão retomada.

15h59 – Sessão interrompida por alguns instantes.

15h45 – O deputado Cândido Vaccarezza fala sobre algumas declarações desencontradas dadas por vários dos depoentes durante as sessões da CPI.

15h41 – “Estou há dois anos me defendendo na Justiça. Assino qualquer documento, não há a mínima possibilidade de que eu tenha mexido com algo que não conheço, de que tenha relações com empresas das quais não tenho conhecimento. Conheço muito o mercado, de anos de atuação”, defende-se o depoente. Segundo a deputada Íris de Araújo, Paulo Vieira de Souza foi citado pelo irmão do governador Perillo em uma gravação citada pelo jornal Folha de S. Paulo.

15h27 – O deputado Domingos Sávio é quem fala agora. Ele elogia Paulo Vieira de Souza por sua postura íntegra e diz que ele é uma vítima de declarações falsas que, repetidas à exaustão, se tornaram verdade.

15h20 – Fala agora o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele diz que a CPI está se desvirtuando e que as brigas entre as facções políticas estão tomando conta do espaço da comissão.

15h15 – Toma a palavra o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Ele critica a CPI por ter sido usada como um instrumento de Gilmar Tato.

15h09 – Paulo Vieira de Souza diz ter desconhecimento de procedimentos que facilitariam a entrega de obras à Delta. Ele também diz que nunca recebeu determinações para que obras fosse deliberadamente entregues a determinadas empreiteiras.

15h04 – Tem a palavra o senador Randolfe Rodrigues. Ele diz que o depoimento de Paulo Vieira de Souza contradiz o que foi dito por Luiz Antônio Pagot. O depoente desta quarta diz que aceitaria uma acareação com o ex-diretor do Dnit. “Onde quiser, no horário que quiser”, diz Paulo Vieira de Souza, reiterando o seu respeito com Pagot. “Aceito a acareação com qualquer pessoa do planeta”.

15h02 – Paulo Vieira de Souza diz que não fazia pressão para aditivos as obras, e sim que seu trabalho nada mais é que “gestão”.

15h00 – “Sobre meu patrimônio, gostaria de colocar meu apartamento à venda por R$ 3 milhões”. Paulo Vieira de Souza critica o jornalista que fez a reportagem sobre seus bens, dizendo que as informações são inverídicas.

14h57 – “Não nego que eu tenha sido o gestor desse volume de obras. O governador dá as diretrizes, e quem não as segue, está fora. Eu fui exonerado pelo governador Alberto Goldman, e as razões são dele. Ele me acha vaidoso, arrogante, que sou um super-homem e que o governo me tratava assim. É um direito do governador decidir se fico ou se não fico”.

Sobre a conspiração: “Eu fui o ferreiro da minha própria sorte. O meu ressentimento é em relação ao governo, que poderia ter me colocado como testemunha”.

14h46 – Ele é questionado sobre as razões que levaram à formação de uma “conspiração” contra ele e por que o tucano José Serra escondeu que o conhecia. O parlamentar também o questiona sobre seu patrimônio e se abriria mão de seu sigilo fiscal em prol das investigações.

14h20 – Sobre a “ingratidão”: “Eu, há 40 anos sou profissional, não pretendo terminar minha vida profissional, manchada por incopetentes, antes que isso termine. Nem que eu dedique o resto da minha vida para que a justiça seja feita. Eu sei que ser alvo de uma campanha presidencial, nada irá reparar. Mas me dedicarei full time a fazer justiça pela minha família e por mim. É essa a ingratidão”, disse Paulo Vieira de Souza, que creditou seu descontentamento a integrantes do PSDB, como o ex-ministro do governo FHC Eduardo Jorge; o ex-tesoureiro adjunto do PSDB na campanha de Serra, Evandro Losacco; o secretário de energia do governo de São Paulo, José Anibal.

14h10 – Sobre o processo envolvendo um bracelete de brilhante, Paulo Vieira de Souza conta que o diretor atual da Dersa o teria oferecido. No dia seguinte, foi a uma loja de mesma marca da joia e pediu para avaliar o bracelete, já que teria interesse em comprá-lo. O diretor da loja o informou que a joia havia sido roubado por um ex-funcionário. O caso foi registrado pela polícia de São Paulo e, segundo ele, equivocadamente foi preso. Após o processo, foi absolvido.

14h04 – Paulo Vieira de Souza comenta a acusação do desvio de dinheiro de campanha, cuja informação foi mencionada durante um debate eleitoral em 2010 pela então candidata do PT, Dilma Roussef, contra o então candidato tucano José Serra: “Espero imensamente que a presidente do País, um dia, reconsidere essa postura. Tenho uma representação contra a Dilma, o que muito me constrange. Tenho que a presidente fez isso [a acusação] baseada numa informação equivocada da revista Isto É.”

13h59 – Deputado Rubens Bueno (PPS-PR) retoma a acusação de que Paulo Vieira de Souza teria desviado R$ 4 milhões da campanha de José Serra (PSDB) em 2010. Pergunta ainda sobre processos contra ele sobre a receptação de uma joia e de tráfico de influência. O deputado também quer saber a quem Paulo Vieira de Souza se refere quando diz ser alvo de “ingratidão”.

13h42 – Deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) iria perguntar sobre a relação entre ele e Pagot, mas foi advertido de que sua pergunta estava formulada equivocadamente. Para não perder o tempo de pergunta, passou a questionar sobre quais competições esportivas Paulo Vieira de Souza participou – momentos antes ele relatou ser triatleta. O diálogo provocou risos nos demais presentes. Segundo o deputado, o tema da pergunta foi para averiguar qual a relação entre o ex-diretor e Adir Assad, proprietário das empresas JSM Terraplenagem e SP Terraplenagem, que teriam recebido dinheiro da Delta para pagamento de propina. Vieira de Souza disse não ter conhecimento sobre a atuação de Assad, quem conhecia apenas em treinos esportivos. “Alguém tão bem informado [como o senhor], neste caso não estar informado [sobre Assad] me chamou atenção”, disse o deputado. Paulo Vieira rebateu afirmando que o relacionamento com a Delta era feito com outros pessoas.

13h22 – O deputado tucano Carlos Sampaio elogiou Paulo Vieira de Souaz por aceitar falar à CPI e não fez perguntas. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questiona os contratos estabelecidos entre os governos federais, de SP e a Delta. Deputado Onyx usa seu tempo para atacar Fernando Cavendish, cujo depoimento é aguardado. “É o maior corruptor da história moderna desse País, afirmou.

12h59 – Paulo relata 11 reuniões com Dnit sobre a obra e sobre a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que viabilizou o aditivo para o Rodonael. O documento não foi assinado pelo Dnit.

12h49 – Paulo Vieira de Souza fala sobre a relação entre a Dersa e o Dnit, órgão do Ministério dos Transportes, para negociação de trechos da obra do Rodoanel. O assunto foi tratado na sessão dessa terça-feira, 28, pelo ex-diretor do órgão federal Luiz Antonio Pagot. Segundo ele, Vieira de Souza teria insistido para conseguir aditivo do trecho sul.

12h36 – Relator da CPI questiona o engenheiro Paulo Vieira da Souza sobre detalhes de obras de São Paulo, entre elas a ampliação da Marginal Tietê. Nessa obra, a Delta teve participação em dois lotes.

12h23 – Paulo Vieira de Souza diz ter conhecido Cavendish em torno de 2008 e teve contato com ele por duas vezes. O contato da Delta com a Dersa era feito por intermédio de um diretor chamado André. Paulo Vieira de Souza afirma que tomou conhecimento de alguns integrantes da Delta apenas sobre os jornais.

12h17 – Paulo Vieira de Souza dá explicações sobre como eram realizados os processos de licitação e de aditivo das obras de responsabilidade da Dersa.

12h07 – Paulo Vieira de Souza: “Eu queria saber quem é meu inimigo.Se passaram dois anos e não há um processo contra mim”, diz o ex-diretor sobre a acusação de desviar dinheiro da campanha eleitoral de 2010.

11h59 – Paulo Vieira de Souza afirma que não procurava empresas e nunca foi procurado por empresas para tratar de arrecadação de doação de campanha eleitoral. O relator da CPI questiona a informação publicada pela revista Isto É de que o pedido de aditivo para obras do Rodoanel seria para uso em campanha eleitoral do PSDB em 2010. Ele afirma que moveu processo contra a publicação. É questionado também sobre a acusação de que teria desviado doações recebidas pelo PSDB – ele nega. “Eu atribuo má fé, injúria [a essas acusações]. (…) Não saio dessa casa sem entregar todos os documentos que comprovem o que eu falar. Eu pedi a Deus pra ser convocado nessa CPI.”

11h47 – Paulo Vieira de Souza relata que entrou no Departamento de Obras Rodoviárias de São Paulo (Dersa) em 2007, no governo de Geraldo Alckmin. Esclarece ainda que não reconhece o apelido “Paulo Preto”. “É pejorativo. Paulo Preto não foi convocado. Paulo Vieira de Souza, Paulo Souza, Souza está disponível aqui”, diz.

11h39 – Paulo Vieira de Souza faz um resumo da sua trajetória profissional e se diz um desconhecido da classe política. “Não me furtarei em responder a uma única pergunta. Principalmente em relação ao tema da minha convocação”, afirmou. O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG) fará as primeiras questões.

11h30 – Paulo Vieira de Souza terá direito a falar pelo tempo que desejar e adianta que pretende esclarecer as acusações feitas contra ele. Em linhas gerais, ele teria pressionado o ex-diretor Dnit Luiz Antonio Pagot, órgão do Ministério dos Transportes, a assinar um aditivo em contrato de obras de trechos do Rodoanel.

11h25 – O presidente da CPI convoca Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, a entrar na sala. Ele é ex-diretor do Departamento de Obras Rodoviárias de São Paulo (Dersa)

11h14 – Presidente da CPI critica o comportamento de parte dos parlamentares que ficam pedindo a palavra e atrasa o andamento da sessão.

11h03 – Deputados petistas e tucanos usam minutos iniciais para discutir sobre inclinações da comissão em convocar esse ou aquele depoente.

10h45 – É iniciada a transmissão da sessão da CPI. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), relata que a empresária Roseli Pantoja da Silva, que teria sido usada como laranja pelo grupo de Carlinhos Cachoeira, procurou a CPI para informar que seu ex-marido vem recebendo ameaças recorrentes. Roseli prestou depoimentos na semana passada e afirmou desconhecer Cachoeira e não ter ligação com as empresas relacionadas a ela. O senador afirmou que Gilmar Carvalho de Morais será incluído no programa de defesa de testemunha.

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