Dizer que se resolve problema da saúde sem dinheiro é demagogia, afirma Dilma
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Dizer que se resolve problema da saúde sem dinheiro é demagogia, afirma Dilma

Lilian Venturini

01 de setembro de 2011 | 12h27

Com críticas à CPMF e sem defender a criação de novos tributos para financiar a saúde, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o setor precisa de dinheiro para melhorar e, segundo ela, sem investimentos, promessas de melhora são demagogia. “Quem falar que resolve [a saúde] sem dinheiro é demagogo. Mente para o povo. A nossa saúde gasta dinheiro e vai se necessitar cada vez mais”, disse a presidente nesta quinta-feira, 1º, em entrevista às rádios mineiras Itatiaia e Congonhas.

 

 

“Acho errada a CPMF porque o dinheiro não foi para saúde, mas para fazer outras coisas”, respondeu Dilma quando questionada se o chamado imposto do cheque voltaria. A presidente disse ser de interesse do governo reduzir a cobrança de impostos. A criação de tributos para a saúde ou a volta da CPMF voltaram a ser tema de debate em razão da regulamentação da Emenda 29, que define os gastos da União, dos Estados e municípios para o setor, e prevê a instituição da Contribuição Social para a Saúde (CSS). A votação está marcada para o dia 28 na Câmara.

“A Emenda 29 não resolve as demandas da população por uma saúde de qualidade. Se quiser resolver, vai ter de investir mais. Aí vamos ter de discutir de forma séria como é que se faz um investimento maior”, afirmou Dilma, que colocou como uma das possibilidades o repasse de parte do dinheiro dos royalties do pré-sal.

Nessa quarta-feira, 31 de agosto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse estar em avaliação uma cobrança maior de tributos sobre cigarros e bebidas para buscar investimentos, e ainda a taxação de lucros de bancos e remessas de dinheiro para o exterior.

 

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