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Afastado após denúncia, diretor do Dnit será exonerado assim que voltar das férias

Bruno Siffredi

05 de julho de 2011 | 21h10

Agência Brasil

O Palácio do Planalto informou nesta terça-feira, 5, que o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR), será exonerado assim que retornar das férias que tirou logo depois de saber que a presidente Dilma Rousseff exigia seu afastamento do órgão.

De acordo com informações da Secretaria de Imprensa, Pagot deixará em definitivo o cargo assim que retornar ao trabalho.

O diretor do Dnit foi afastado a pedido da presidenta Dilma Rousseff, no último sábado, 2, devido a suspeitas de envolvimento em superfaturamento em obras e licitações de rodovias. O Planalto informou que ele já havia encaminhado o pedido de férias em novembro do ano passado. As férias de Pagot começaram na segunda-feira, 4, e terão a duração de 30 dias.

Nesta terça-feira, após de sua viagem para visitar as obras da Usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, Dilma Rousseff retornou ao Palácio do Planalto e acertou a exoneração de Pagot com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Pagot é suspeito de participar de um esquema de superfaturamento em obras públicas, apontado em reportagem da revista Veja. De acordo com a reportagem, representantes do PR, partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, teriam montado um esquema que incluía o recebimento de propina de empreiteiras. O ministro, no entanto, foi mantido no cargo.

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