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Dilma Rousseff diz que vazamento de dados é “tentativa de abalar candidatura”

Camila Tuchlinski

22 Julho 2010 | 16h01

Rodrigo Alvares

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff participou de sabatina no portal de notícias R7, em Brasília. Nesta quinta-feira, 22, a petista afirmou que “todo vazamento tem de ser investigado. Eu vejo nisso uma tentativa de abalar minha candidatura”.

16h48 – Termina a sabatina com a presidenciável petista.

16h47 – “A senhora aceitaria um convite para jantar com Fidel Castro?”, pergunta um jornalista. “Aceitaria jantar com qualquer líder latino-americano”, responde a petista.

17h45 – “Existe mídia golpista?”, perguntam os jornalistas. “há algumas vezes há uma dificuldade no debate democrático no Brasil. Às vezes são feitos julgamentos muito rápidos das pessoas e sem prova, mas não no geral”.

17h41 – Questionada se vai ser presidente com a perspectiva de “guardar espaço” para uma eventual volta de Lula em 2014, Dilma fala que “jamais trairei o voto do povo brasileiro”.

17h37 – No início do último bloco, Dilma é questionada sobre a aumento para os aposentados: “Há um dado importante, que foi a redução do déficit da Previdência neste mês”.

17h32 – Internautas perguntam se Dilma vai aumentar o salário minimo: “Nós provamos que você pode sim aumentar o salário mínimo sem aumentar a inflação”. Ela diz que o País tem condições de reduzir os juros sem que os preços inflacionem: “O Brasil tem estabilidade macroeconômica”.

17h28 – Instada a falar sobre como impedir os abusos nas licitações para o Panamericano do Rio na Copa do Mundo/2014 e na Olimpíada, Dilma afirmou que “é preciso dar financiamentos, mas é preciso ter critérios”. “É um absurdo que São Paulo, um dos maiores mercados consumidores do mundo, fique de fora da abertura”, disse.

17h25 – Sobre o fato de falarem que Dilma seria uma “mulher de ferro”, manipulável e que vai ser influenciada, a petista afirmou: “É da guerra que aconteça certas coisas. Espero que seja menos uma guerra e mais uma luta democrática”.

17h23 – “José Serra tem qualidades, para a senhora?”, pergunta Eduardo Ribeiro. “Todo mundo tem qualidades”, responde a petista. “E no caso dele?”, replica o jornalista. “Eu acho que que ao longo de sua vida na vida pública ele foi uma pessoa bem intencionada”, respondeu Dilma, depois de hesitar.

“Qual a diferença entre Serra e Dilma?”. A diferença são os projetos de desenvolvimento social. Quando falo que eles fizeram mais e eles, menos, é a minha carteira para mostrar”.

17h17 – Dilma, sobre Michel Temer: “Escolhi um vice que tem todas as condições de assumir a Presidência da República sem causar qualquer problema ao País”.

17h11 – Sobre o MST, Dilma fala que a política de agricultura familiar ajudou a diminuir as invasões de terra. “A reforma tem de continuar, não é porque o MST quer”, afirma a petista. “Não tenho complacência com atos ilegais, mas também não sou avessa ao diálogo, de mandar cachorro para cima”.

17h05 – Dilma descarta a descriminalização da maconha. “Também tenho restrições em relação ao álcool. Não dá para colocar tudo nas costas do Estado”.

17h03 – Questionada se seria madrinha de uma união civil entre pessoas do mesmo sexo, Dilma responde que o assunto é mais importante do que se imagina para discuti-lo desta forma. A petista ressaltou que é favorável à união civil, mas que, no caso de casamento, trata-se de uma questão religiosa.

16h57 – Cristina Lemos: “O regime militar deixou uma marca indelével na senhora. Como será a sua relação com os militares?” Acho que hoje nós temos um exército democrático”. Dilma se recusa a falar sobre a Lei de Anistia. “O exército tem o sentido de colocar o País nos lugares mais remotos. Acredito que as três forças têm hoje um papel muito importante na indústria militar e bélica”, diz.

16h50 – Sobre as declarações do bispo que recomendou que as pessoas não votassem em Dilma por causa do aborto, Dilma responde que o aborto “é uma violência, além de ser uma questão de saúde pública. Admito a prática nas bases legais. Agora, não concordo com nenhuma política pública que diga que é para fazer aborto”.

16h48 – Dilma descartou a presença de José Dirceu em um eventual governo seu. “Não tenho conversado com ele”, mas saiu em sua defesa ao falar do escândalo do mensalão. “É uma precipitação dizer que ele fez isso ou aquilo. Nós vivemos em um País democrático ocidental. Desde a Revolução Francesa, quem prova é acusação. Não é a pessoa acusada que prova a sua inocência”.

16h47 – “Se não fosse o mensalão, quem estaria sentado nessa cadeira: José Dirceu ou Palocci?”, pergunta o jornalista. “A petista diz que é lamentável as práticas incorretas que aconteceram naquilo, que algumas pessoas chamaram erradamente como mensalão. Não se pode condenar por antecipação, afirma.

16h44 – Cristina Lemos pergunta qual será o cargo de Antonio Palocci em um eventual governo: “Não vou responder porque já teve gente que se sentou na cadeira antes e perdeu a eleição”.

16h42 – Perguntada se concorda que os lucros dos bancos são “obscenos”, Dilma fala que “hoje você olha as taxas de rendimento, de retorno, são taxas mais adequadas porque o Brasil chegou a uma faixa de estabilidade”.

16h40 – Internautas perguntam se Dilma vai se comprometer a baixar os juros. Ela lista o crescimento sustentado, o controle da inflação e a queda do endividamento público como conquistas do governo Lula. “Não há nenhuma razão técnica para os juros não serem muito significativos”.

16h36 – “Não só tem de ter aumento para professores, como a sociedade tem de entender isso. “Mas vocês tiveram oito anos”, questionou um jornalista. Dilma voltou a usar números do governo FHC. “Voltamos a pagar decente professor universitário”. “Dá para se comprometer com os professores?”, pergunta o repórter. “Dá”, responde a petista.

16h 33 – “Quais propostas para os jovens”, pergunta uma internauta. “Eu acho que o jovem tem um altruísmo, uma grande capacidade de olhar para fora de si mesmo. Por isso, os jovens são fundamentais na construção de uma nação, de uma sociedade.” Acho que podemos legar aos jovens uma educação melhor”, acrescenta.

16h29 – Ainda sobre a população de renda mais baixa sair do Bolsa Família: “Nós queremos que 100% da população seja da classe média”. “É impossível o Serra dobrar o Bolsa Família”, responde Dilma, que aproveita para falar da ineficácia do governo paulista em cadastrar os benefícios. “Há uma diferença entre poder e fazer. Quando eles eram governo fizeram menos e nós fizemos mais”.

16h25 – Internautas perguntam sobre o futuro do programa Bolsa Família: “Ele procura solucionar um problema fundamental do nosso País. Houve uma formalização de emprego no Brasil. Sobre o credenciamento de famílias ao programa, Dilma diz que a responsabilidade é das prefeituras e afirma que o Estado de São Paulo dificulta esse registro. “A porta de saída do Bolsa família é o crescimento econômico”, afirma.

16h20 – Cristina Lemos questiona se o vazamento dos dados do comitê de sua campanha não maculariam sua candidatura: “Todo vazamento tem de ser investigado. Eu vejo nisso uma tentativa de abalar minha candidatura”, responde Dilma.

16h18 – “Quanto mais nós fizermos, mais rápido saberemos fazer”, diz, sobre a execução das obras do programa habitacional.

16h13 – “O governo federal colocou a mão no bolso e disse que tem de subsidiar essa população de baixa renda”, afirma Dilma sobre o programa “Minha Casa, Minha Vida”. Questionada sobre qual o déficit habitacional que vai herdar do governo Lula, a petista responde com números do governo Fernando Henrique Cardoso. “É a coisa mais volátil esses números no País”.

16h09 – “O eleitor entende essa ligação Lula/Collor – Collor/Lula?”. “Essa não é a questão”, responde a petista, que aproveita para exaltar o crescimento do País durante o governo Lula. “O nosso projeto implica numa visão de Brasil e projeto para o Brasil. Construímos uma nova era de properidade para o Brasil”. “Eles são abertos a nos apoiar, mas nos nossos termos”, completa Dilma.

16h07 – Internautas perguntam se Dilma não fica constrangida em receber apoios de políticos como o ex-presidente Fernando Collor. Dilma responde que não vai governar só com o PT. “Eu tenho clareza que nós do PT não podemos governar sozinhos”.

16h05 – A jornalista Cristina lemos inicia o debate com um vídeo da biografia de Dilma Rousseff.

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