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‘Vou querer que Lula me ajude a aprovar reformas importantes’, afirma Dilma Rousseff

Camila Tuchlinski

28 de junho de 2010 | 18h21

Por Rodrigo Alvares

A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, gravou entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura, em São Paulo. De acordo com a ex-ministra, ela espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ajude, caso seja eleita: “Vou querer que o presidente me ajude a aprovar reformas importantes”.

A ex-ministra também aproveitou para falar sobre a atribuição de que não teria competência para para ser presidente: “Concordo que não tenho experiência eleitoral, mas até acho positivo. Tenho aprendido muito em termos de retorno da população. Entendo que muitos queiram dizer que eu sou um poste, mas isso não me transforma num poste”.

20h01 – Para encerrar, Heródoto pergunta se Dilma pretende ir à final da Copa do Mundo caso o Brasil prossiga na competição: “Gostaria muito de ir, mas tem toda uma questão da campanha”. Dilma deixou a TV Cultura assim que encerrou sua participação no programa “Roda Viva”. Segundo sua assessoria de imprensa, ela tinha outros compromissos a cumprir em São Paulo.

19h59 – Em relação ao aborto, a ex-ministra-chefe da Casa Civil defendeu que mulheres que se enquadram nos casos previstos em lei – estupro e risco de morte para a mãe – devem ter o direito de ser atendidas pelo serviço público. “Sempre digo uma coisa: não acredito que tenha uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são favoráveis ao aborto. É uma coisa esquisitíssima, absurda supor que uma mulher seja a favor do aborto”, disse.

“Temos uma legislação no Brasil sobre essa questão e sou a favor de mantê-la. O que acho é que mulheres enquadradas naquela situação têm direito de fazer na rede pública, e se tem de tornar isso acessível. Senão fica a seguinte situação: mulheres ricas têm acesso a clínicas, mulheres pobres usam a agulha de tricô.”

Questionada por uma internauta sobre se ela é a favor do aborto, Dilma fala que “é um absurdo supor que uma mulher seja a favor do aborto”. Sobre a união civil de homossexuais, disse ser a favor. “Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar”. “A questão do casamento é religiosa”, ressaltou. “Eu não me posicionaria sobre o que uma religião deve fazer”.

19h55 – Questionada sobre quem seria sua “Dilma”, uma espécie de braço direito se for eleita, respondeu estar ainda à procura de uma “Dilma ou um Dilmo”. Se começarem a me chamar de “presidenta”, vamos ter de chamar “motorista” de “motoristo”.

19h52 – Dilma: “O Banco Central precisa manter a autonomia operacional. Não concordo com falar que o BC é a Santa Sé. Não concordo. Ninguém está discutindo Santa Sé nem infalibilidade. Somos todos humanos. Agora, que o BC tem hoje um nível de conhecimento que permite que ele tenha mais informações a respeito da situação financeira dos bancos internacionais e locais é algo inequívoco”. Sobre a manutenção de Henrique Meirelles à frente do BC, Dilma faz questão de dizer que não vai discutir o assunto até ser eleita. “Qualquer discussão sobre quem vai ser ministro, presidente ou o que seja é uma discussão, para mim, extemporânea”, disse.

19h48 – “Dizem que a nossa dívida é muito alta. Isso não é verdade”, afirma Dilma, sobre o nível de endividamento do País. Sobre a alta taxa de juros, a candidata diz que “os outros países tão com taxa próxima de zero porque precisavam disso por razões cíclicas. Eles estão fazendo isso porque estão numa situação extremamente complicada. Caminhamos para uma redução célere da taxa”.

19h45 – Em fevereiro deste ano, durante o 4º Congresso do PT, petistas ligados ao setorial da Saúde admitiram que o governo deveria ter aceitado a participação das Organizações Sociais (OS) na gestão de hospitais – o PT costuma dizer que isso é “terceirizar a Saúde”. “Eu não quero uma UPA na minha cidade. De que adianta se não consigo pagar os médicos?”, disse um secretário. As UPAs, Unidades de Pronto Atendimento, são uma forma de o governo do Rio agilizar o atendimento nas comunidades carentes, longe dos grandes centros hospitalares.

19h41 – Telespectadores mandam perguntas à candidata sobre Saúde: “O grande desafio é fortalecer o Sistema Único de Saúde. Reforçamos muito o programa Saúde em Família. Ressaltou a criação das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Sobre a participação de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Dilma defendeu que o governo se associe a elas. “A perda da CPMF foi muito importante”.

19h35 – “Eu me comprometo à redução de menos sobre investimento. Acho que é contra o País tributar investimento”, responde Dilma quando perguntada se não prometeria abaixar os impostos no Brasil.

19h32 – No início do terceiro bloco, Heródoto questiona Dilma a respeito da sua política de distribuição de renda: “Acho que nós tivemos um aumento da renda dos ricos, mas a renda dos mais pobres cresceu a taxas chinesas”. “Esses 13.013,131 milhões de empregos formais criados foram muito importante”, ressalta a petista. “Temos de tirar da pobreza quem que ainda está lá”, afirma.

19h25 – Dilma fala como pretende se comportar com o presidente Lula, caso seja eleita: “O presidente nunca acha que ele resolve, que ele que faz. Temos de construir uma equipe que seja capaz. Eu participei do sucesso do governo Lula. Vou querer muito que o presidente me aconselhe. Ele jamais faria um tipo de interferência. Vou querer que o presidente me ajude a aprovar reformas importantes”.

19h18 – Questionada a respeito do suposto dossiê que teria sido montado pela campanha da petista contra José Serra, Dilma fala que “não sabia de sua elaboração”. “Até hoje, eu não vi esse papel. Minha campanha não contratou nenhum jornalista – sobre Luiz Lanzetta. “Ele oferecia uma análise de mídia e é responsável pelo o que faz. Não somos os únicos clientes dele. É importante que o jornal (Folha) mostre os documentos ao público. Não podemos aceitar acusações sem provas”.

19h15 – “A senhora é favorável à tribuação das grandes fortunas? “Essa é uma questão que passa pelo Congresso”. Como presidente, como a senhora vai lidar sobre esse radicalismo do PT e da questão do controle social da mídia? Se é liberdade de imprensa, eu sou contra qualquer controle. Se querem discutir outro marco regulatório, aí é outra questão”.

19h13 – Dilma: “Diante da crise, nós reduzimos o Imposto de Renda para estimular as áreas mais carentes. Acredito da uniformização do ICMS dado num produto. A tendência é que você tenha uma carga tributária melhor distribuída”.

19h09 – “Nós vamos pagar menos impostos?”, insiste Heródoto. “Você vai pagar menos em algumas áreas”, replica Dilma.

19h05 – No início do segundo bloco, Heródoto Barbeiro pergunta sobre os altos impostos que a população paga e se o País não está passando por uma “desendustrialização” e se ela promete baixar os impostos. Dilma discorda e dá como exemplo a indústria naval.

19h03 – “O ensino profissionalizante é fundamental”, afirma a candidata. “Sou a favor de fazer escola técnica em todo município que tenha população igual ou maior a 50 mil pessoas”. Também estão no estúdio o deputado estadual Rui Falcão, a assessora Clara Ant e o deputado federal Antonio Palocci.

19h01 – Uma internauta questiona quais os planos para melhorar a Educação no País: “Acho que o Brasil tem de voltar a ter aula de leitura”, responde. “Isso e matemática são duas questões fundamentais para nossas crianças. Meu compromisso é com a Educação de qualidade. Precisamos voltar a colocar o professor no centro da discussão”.

18h59 – A respeito da polarização PT-PSDB que domina o cenário político do Brasil há mais de 15 anos, Dilma fala que “ninguém governa, se não governar para todos. Se não for uma oposição raivosa que queira desestabilizar o governo, eu acho que se pode governar com todos os partidos, se eles quiserem. Mas preciso que se governo para todos os partidos, especialmente nos âmbitos estadual e municipal”.

18h55 – “Eu coordenei todos os programas do governo Lula nos últimos cinco anos e meio, responde Dilma quando questionada se “é um poste”. “Eu conheço o governo e conheço o Brasil. Experiência administrativa, eu tenho. Concordo que não tenho experiência eleitoral, mas penso se isso não é uma vantagem. Nesse período de pré-candidatura, tenho aprendido muito em termos de retorno da população. Entendo que muitos queiram dizer que eu sou um poste, agora, acho que isso não me transforma num poste”.

18h51 – A grande característica de sse projeto é perceber que crime ocupa um território e passa a exercer um poder paralelo. Por isso, tem de ser uma política de conquista de território. Dilma afirma que o governo federal construiu quatro presídios em oito anos. “Não é pouco?”, questiona Heródoto. “Eu acho que deveriam ter sido construídos mais presídios de alta periculosidade”, replica Dilma.

18h48 – “Houve no Brasil uma vontade enorme de voltar a investir”, afirma Dilma. Perguntada sobre seus planos para a Segurança Pública no País, a candidata responde que “está em curso um programa que será referência nos próximos anos”. Dá como exemplo as UPPs no Rio de Janeiro.

18h44 – A petista é questionada sobre os investimentos em infraestrutura do Brasil: “Não é possível não ter planejamento num País do tamanho do Brasil. Não dá para ter apagão”. Dizem que o PAC não tá andando. Como não tá andando”, acrescenta. “Nós participamos do Rodoanel aqui em São Paulo. Tenho certeza que vocês sabem que uma hidrelétrica dura no máximo conco anos para ser feita”.

18h41 – Barbeiro questiona se Dilma é favorável às doações públicas de campanhas eleitorais. “Não, acho que devem ser mais transparentes. Defendo a reforma política”, responde Dilma. “Até porque o politico tem de saber de onde o dinheiro vem”. De preferência, com uma Constituinte exclusiva, acrescenta.

18h39 – Participam da sabatina Luiz Fernando Rila, editor-executivo e coordenador da cobertura eleitoral do Grupo Estado, Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal Folha de S. Paulo, Germano Oliveira, chefe de redação da sucursal do jornal O Globo, em São Paulo e Vera Brandimarte, diretora de redação do jornal Valor Econômico

18h37 – O apresentador Heródoto Barbeiro inicia o programa com um vídeo biográfico de Dilma Rousseff.

18h35 – Pouco antes de começar a entrevista, Dilma comenta com os entrevistadores sobre o marco licitatório para o Programa Nacional de Banda Larga ecritica o preço do acesso no Brasil.

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