Dilma reconhece falha de segurança nas fronteiras brasileiras
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Dilma reconhece falha de segurança nas fronteiras brasileiras

Lilian Venturini

25 de julho de 2011 | 11h37

Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff admitiu nesta segunda-feira, 25, que o governo federal tem dificuldades para monitorar os 17 mil quilômetros de fronteiras do País. Afirmou, no entanto, que há investimentos em fiscalização, inteligência, integração e reforço de tropas. Em seu programa semanal de rádio “Café com a Presidenta”, Dilma destacou o Plano Estratégico de Fronteiras, lançado há um mês.

No programa, a presidente destacou a operação  Sentinela, integrante do plano, que segundo ela, passou esse ano a contar com o dobro de agentes. “O tamanho do Brasil e a diversidade da nossa geografia são os grandes desafios para a segurança na fronteira brasileira”, disse. “Mas estes desafios não nos assustam, vamos usar diversos modos de ação para enfrentá-los.”

A presidente afirmou que, de forma inédita, o Plano Estratégico de Fronteiras integra forças civis e militares sob um comando comum, o Centro de Operações Conjuntas. “As operações contam com dados produzidos pelos órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência”, explicou. “É impossível imaginar que quase 17 mil quilômetros de fronteira possam ser monitorados só com policiais e soldados. Por isso, falei sobre inteligência, sobre usar informações e ter equipamentos que permitam planejar as ações”, disse. Dilma contou ainda que o Ministério da Defesa estuda um sistema de fiscalização por satélite, o SisFron.

A presidente também comentou o vídeo em que traficantes comemoram a passagem pela fronteira do Paraguai com o Paraná, com 250 quilos de maconha. Nas imagens, os criminosos chegam a zombar das forças de segurança. “Esta realidade já está mudando. Esses mesmos traficantes foram presos 300 quilômetros depois de passarem pela fronteira e pela barreira. Ou seja, eles estavam sendo monitorados”, justificou.

A presidente explicou também que ao plano para as fronteiras se somam às ações nas cidades, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro e no Nordeste. “Buscamos a paz e a segurança para as nossas famílias e as famílias dessas comunidades e isso passa pelo combate ao crime organizado que opera nas nossas fronteiras”, afirmou.

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