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Governo intensifica agenda positiva para tirar Palocci do foco

Jennifer Gonzales

23 de maio de 2011 | 14h34

Tânia Monteiro, de ‘O Estado de S.Paulo’

O novo Código Florestal foi um dos principais temas discutidos na reunião que a presidente Dilma Rousseff realizou na manhã desta segunda-feira, 23, no Palácio do Planalto. Participaram dos debates promovidos por Dilma nesta segunda-feira o vice-presidente da República, Michel Temer; os líderes do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR); além dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; de Relações Institucionais, Luiz Sérgio; da secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas; e da Casa Civil, Antonio Palocci.

Em relação ao Código Florestal, uma das decisões tomadas é que não seja transmitida à população a ideia de que o governo quer anistiar os desmatadores. Esse seria o limite da negociação. A presidente Dilma não admite que seja aberta qualquer brecha que signifique perdão para quem derruba florestas.

Os interlocutores do governo negaram que a crise que envolve o ministro Palocci tenha entrado na pauta da reunião de hoje. A presidente quer mantê-lo no cargo, mas evitando que essa discussão interfira nas atividades do governo. Por isso está sendo realizada a intensificação de reuniões com foco em outros assuntos.

O governo dá sinais, no entanto, de que não vai admitir traições da base aliada, ou seja, que ações que possam prejudicar Palocci. Há, portanto, decisão do Planalto de dar prosseguimento ao processo de blindagem do ministro da Casa Civil. O Palácio aguardará as repercussões das explicações que Palocci dará à Procuradoria-Geral da República, para verificar qual será o impacto político imediatamente posterior.

Também estiveram em reuniões no Palácio, esta manhã, com a presidente Dilma, ministros de diferentes partidos da base aliada: das Cidades, Mário Negromonte (PP), do Trabalho, Carlos Lupi (PDT); do Esporte, Orlando Silva (PCdoB). A diversidade partidária das reuniões foi interpretada como uma ação do Planalto no sentido de enviar mensagens à base aliada na tentativa de proteger Palocci. O andamento da votação do novo Código Florestal será considerado, pelo Palácio, como um “termômetro” político.