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Em encontro com Dilma Rousseff, John McCain defende caças dos EUA

Ricardo Chapola

10 de janeiro de 2011 | 16h44

Lisandra Paraguassu e Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília

Atualizado às 17h05

O senador republicano John McCain (Arizona) esteve há pouco com a presidente Dilma Rousseff e aproveitou para defender a compra, pelo Brasil, dos caças americanos F-18 Super Hornet, da Boeing. Ao senador americano, a presidente informou que a preocupação brasileira é a transferência de tecnologia, importante para a indústria brasileira. McCain respondeu a Dilma que pretende trabalhar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e com o Congresso americano para deixar claro que haverá a transferência que interessa ao Brasil.

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Foto: Eraldo Peres/AP

“Nós conversamos sobre a venda dos caças. Há uma preocupação sobre transferência de tecnologia. Minha intenção é voltar aos Estados Unidos e deixar bem claro ao presidente e ao Congresso que é preciso deixar claro que haverá uma transferência completa de tecnologia caso o governo brasileiro decida adquirir os F-18”, disse o senador ao sair do encontro com a presidente no Palácio do Planalto.

O senador, acompanhado do seu colega John Barraso (Wyoming), também esteve no Ministério da Defesa. Mas os dois não ouviram nem de Dilma nem do ministro Nelson Jobim uma data para o anúncio da decisão sobre a compra dos caças.

A novela da compra dos caças pelo governo brasileiro já se arrasta desde 2007. Por diversas vezes o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve por anunciar a escolha brasileira, mas terminou por deixar o problema nas mãos da sua sucessora. A preferência de Lula e do Itamaraty era pelos caças franceses Rafale, por conta da relação diplomática com a França. Os militares, no entanto, preferem fechar o negócio com a sueca Saab, fabricante dos Gripen. O negócio, de US$ 4 bilhões, motivou até mesmo a vinda do presidente francês Nicolas Sarkozy para a última comemoração do 7 de setembro, em Brasília.

McCain demonstrou “esperança” de que os caças americanos sejam escolhidos, mas afirmou que não vai haver pressão política por parte dos Estados Unidos. “Eu acredito que a decisão será baseada em méritos”, afirmou.

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