Dilma encerra nesta quinta viagem aos Estados Unidos
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Dilma encerra nesta quinta viagem aos Estados Unidos

Redação

22 Setembro 2011 | 17h54

Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff encerra nesta quinta-feira, 22, sua viagem aos Estados Unidos, onde além de participar da 66ª Sessão da Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), manteve intensa agenda de encontros bilaterais. A previsão é de que Dilma deixe Nova York, rumo ao Brasil, às 20h, horário local, uma hora a menos do horário de Brasília.

Na tarde desta quinta, havia a previsão de que a presidenta participasse da reunião de alto nível sobre diplomacia preventiva, um dos debates que fazem parte da 66ª sessão. Dilma, no entanto, designou o chanceler Antonio Patriota para representá-la.

Na avaliação da presidenta, nos seis discursos que fez em Nova Iorque, ela teve a oportunidade de deixar claro o posicionamento da política externa brasileira. No discurso de abertura da Assembléia Geral da ONU, Dilma mencionou a proposta defendida pelo secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-Moon, de utilizar cada vez mais a chamada “diplomacia preventiva”, como forma de resolver os conflitos mundiais. A defesa da presidenta brasileira se deu em contraposição às intervenções militares feitas em países em conflito, principalmente nos últimos dois anos na chamada “primavera árabe”.

Dilma também defendeu a participação dos países emergentes na busca de uma saída para a crise mundial e apoiou a entrada da Palestina na ONU, posição contrária à política norte-americana que já anunciou veto ao pleito dos palestinos.

Hoje pela manhã, durante a reunião de alto nível sobre segurança nuclear, a presidenta pediu o fim do que ela chamou de “privilégios” de alguns países de terem bombas atômicas. Ela classificou de “ultrapassadas” as regras definidas durante a Guerra Fria que permitem a países como os Estados Unidos, a Rússia, China, o Reino Unido e a França de terem arsenal bélico atômico. São as chamadas potências nucleares definidas pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1° de janeiro de 1967.

“A posse desses arsenais, por apenas algumas nações, cria para elas direitos exclusivos. É resquício de concepção do mundo formada no pós-guerra que já deveria ser relegado ao passado”, disse a presidenta. Dilma defendeu a eliminação completa das armas atômicas e que a ONU se envolva com a questão.

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