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Dilma diz que corte no orçamento não afetará investimentos estratégicos

Armando Fávaro

21 de fevereiro de 2011 | 15h10

Julia Duailibi, enviada especial

BARRA DOS COQUEIROS, SERGIPE – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 21, que, apesar do corte orçamentário de R$ 50 bilhões, anunciado há cerca de 15 dias, serão mantidos “integralmente” investimentos considerados estratégicos para o governo.

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“Quero dizer que o nosso corte orçamentário dos R$ 50 bilhões preservou o investimento. Nós estamos, sim, fazendo uma consolidação fiscal”, afirmou a presidente, durante discurso no Fórum dos Governadores do Nordeste, em Barra dos Coqueiros, município próximo a Aracaju, em Sergipe.

Entre os programas que serão mantidos integralmente, segundo a presidente, estão o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Minha Casa, Minha Vida e os investimentos previstos para a Copa do Mundo. Apesar de falar sobre o que chamou de “consolidação fiscal”, a presidente não citou quais projetos receberão cortes.

Dilma afirmou ainda que o processo de corte orçamentário não é similar ao realizado em 2003, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o Palácio do Planalto. À época, o governo defendia a necessidade de dar um “cavalo de pau” na economia para conter a inflação.

“Em 2003, o Brasil tinha uma taxa de inflação fora do controle, o que não é o caso atualmente. Nós estamos dentro da margem estabelecida de dois pontos acima dos 4,5% da meta (de inflação). Nós não tínhamos US$ 300 bilhões de reservas como temos hoje. Nem tampouco tínhamos um projeto de investimento em que todos os investimentos, público e privado, mantiveram patamar”, declarou a presidente, que estava acompanhada na apresentação de quatro ministros.

Inflação

A presidente falou sobre as pressões inflacionárias na economia e disse que o governo trabalhará para que não haja pressão excessiva sobre os preços. “Temos perfeita consciência. Para que não haja, de fato, no Brasil pressões inflacionárias, que nós não deixaremos que aconteça, é importante que a oferta de bens e serviços, sobretudo, a taxa de investimento cresça acima da demanda de serviços”, afirmou a presidente.

 

Salário Mínimo

Dilma também citou o salário mínimo, cuja proposta do governo, de R$ 545, foi aprovada pela Câmara dos Deputados, na semana passada. A presidente disse que a política atual de reajuste, que toma como referência o crescimento do PIB dos dois anos anteriores mais a inflação do ano corrente, “garante um horizonte de crescimento do salário mínimo de forma sistemática”.

Crescimento em 2012

Segundo a presidente, a economia irá se recuperar, de “forma mais forte”, no ano que vem. “Com o reajuste que está previsto diante de um PIB de 7,6% (em 2010) e de uma taxa de inflação, que vai ficar em torno dos 4,5% a 5%, nós teremos um reajuste significativo do poder de consumo. É interessante e importante que vocês entendem as projeções que nós fizemos para definir esse tipo de política”.

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