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Dilma deve participar de programa de rádio e TV do PMDB

Bruno Siffredi

09 de novembro de 2011 | 20h10

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff deve gravar na quinta-feira, 10, sua participação no programa de dez minutos que o PMDB vai exibir em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 24. Convidada a estrelar o programa do maior partido aliado em almoço no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira, 9, com o vice-presidente Michel Temer e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma aceitou e agradeceu o apoio do PMDB ao governo.

O encontro ocorreu no embalo dos votos dados na madrugada, pela bancada na Câmara, para a aprovar a Desvinculação das Receitas da União (DRU), permitindo ao governo gastar como quiser 20% das receitas vinculadas a setores essenciais, como a saúde. Para os peemedebistas, essa foi a primeira “longa e boa conversa” da presidente com o líder Henrique Alves, candidato a suceder o PT na presidência da Câmara em 2013.

O almoço foi agendado a pedido do vice e também contou com a presença da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Um dirigente do PMDB diz que o objetivo do encontro foi “aparar as possíveis arestas”  e promover uma aproximação do líder com a presidente. Deu certo. Alves saiu do Alvorada contando que a conversa não poderia ter sido melhor, sobretudo por Dilma ter destacado que teria sido a “primeira de muitas que virão”.

O que mais agradou o líder foi ela ter destacado a importância da palavra e dos acordos nas relações políticas. Nos bastidores, os peemedebistas temem que o PT rompa o acerto de revezamento entre os dois partidos no comando da Câmara. Mas o assunto que mais tomou tempo ao longo duas horas e meia de conversa foi a instabilidade econômica que ameaça a Europa.

Dilma fez uma ampla exposição sobre a crise internacional que está preocupando muito o governo brasileiro. Foi nesse contexto que ela pontuou a importância de a Câmara aprovar a DRU pelo período de quatro anos, e não dois como queria a oposição e alguns setores da base aliada. Ela explicou que, em nível internacional, o que prevalece é o raciocínio a médio e longo prazos.

Nesse cenário, a limitação da DRU poderia passar um sinal de instabilidade no Brasil, criando dificuldades ao País. Daí os agradecimentos ao PMDB. O líder peemedebista aproveitou para destacar que sua bancada foi, proporcionalmente, a que mais votos deu à DRU – cuja PEC para prorrogação está sendo votada na Câmara ainda em primeiro turno. Todos os deputados presentes votaram a favor da proposta e apenas dois não compareceram, por motivo de doença.

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