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No JN, Dilma justifica alianças polêmicas e diz que não quer repetir Lula, mas avançar

Jennifer Gonzales

09 de agosto de 2010 | 20h35

Jair Stangler

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, justificou nesta segunda-feira, 9, a aliança do PT com antigos inimigos como Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, José Sarney e Jader Barbalho. Segundo a petista, essas alianças são necessárias para governar um país com a complexidade do Brasil. “O PT não tinha muita experiência naquela época”, completou. A candidata afirmou ainda que seu projeto é dar continuidade ao governo Lula. “Mas não é repetir, é avançar”, completou.

Assista à entrevista na íntegra

As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal Nacional. A entrevista foi  a primeira de uma série de entrevistas que o telejornal irá realizar com os presidenciáveis. No início da entrevista, o Jornal Nacional estava com 32,7 pontos no Ibope, e ao final, estava com 33,3 pontos – o que significa que, em média, 49% dos televisores estavam ligados na Globo . Na terça-feira, 10, será a vez de Marina Silva (PV), enquanto José Serra será o entrevistado da quarta-feira, 11.

As entrevistas com os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes tem  12 minutos, com 30 segundos de tolerância. Na quinta-feira, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) gravará entrevista de 3 minutos na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL).

A ordem dos candidatos foi definida em sorteio. Além do “Jornal Nacional”, o “Bom dia Brasil”, o “Jornal da Globo” e o “Jornal das Dez” (Globonews) farão entrevistas com os postulantes.

Veja como foi a entrevista:

20h52 – “Meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir é avançar. Nós vamos chegar a uma situação mais avançada ao final de 2014”, disse a petista ao final da entrevista.

20h52 – Citando obras do governo, ao final da entrevista, a candidata se confundiu: ‘a Baixada Santista aqui no Rio…”

20h50 – “Uma das áreas em que eu mais me empenhei foi o saneamento. O Brasil investia no Brasil inteiro menos de R$ 300 milhões. Aqui no Rio de Janeiro nós investimentos no ano passado numa favela R$ 270 milhões”, afirmou.

20h49 – Sobre o cresimento do Brasil ser menor que o crescimento de países como Índia e China, a candidata afirma que o processo no Brasil foi mais difícil que nesses países, em função da dívida herdada do governo anterior. “O Brasil hoje é um dos países que mais cresce no mundo. A queda da economia russa no ano passado foi terrível”.

20h46 – Bonner pergunta a Dilma se o PT errou quando criticava Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, José Sarney, Jader Barbalho e outros que hoje  são aliados do partido, ou se está errado agora. “Eu acho que o PT acertou quando percebeu que para governar um País com a complexidade do Brasil precisava de uma aliança ampla”, afirmou. “O PT não tinha muita experiência naquela época”, completou.

20h44 – Questionada sobre a declaração de Lula de que Dilma maltratava ministros, Dilma diz que era dura ao cobrar os ministros: ‘Às vezes é preciso ser como uma mãe’.

20h43 – Para Dilma, existe uma visão construída sobre sua pessoa que não corresponde à realidade. Disse que negocia com movimentos sociais e não compactua com violência, mas afirmou não admitir nenhuma ilegalidade.

20h42 – “Uns dizem que eu sou uma mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula, ao contrário, tenho muito orgulho”.

20h39 – Questionada se se considera preparada para governar, Dilma afirma ter experiência administrativa suficiente, citando cargos que já ocupou, como ao comandar o cargo de ministra-chefe da Casa Civil. “Então, eu me considero preparada para governar o País”.

 

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