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Desafio São Paulo: Veja as propostas dos principais candidatos para saúde

Redação

30 de junho de 2012 | 16h00

Desafio São Paulo

Com 17 hospitais para atender a uma demanda de cerca de 2 milhões de casos de urgência somente em 2011, o paulistano ainda espera um atendimento de qualidade na área de saúde pública. Embora o tempo de permanência em hospitais tenha diminuído nos últimos cinco anos (6 dias) e o número de leitos tenha aumentado em 2010 (2741 novos leitos foram instalados), a gestão deixa muito a desejar. O especial Desafio São Paulo mostra como anda a saúde pública na cidade de São Paulo e apresenta Sônia, que espera desde o início do ano uma consulta na rede pública de saúde, e saiba abaixo as propostas dos principais candidatos.

José Serra (PSDB)

“Atualmente, a cidade possui, ao todo, 238 serviços sob contratos de gestão. Mas existem outras formas, como convênios e entes privados que são prestadores de serviços. Cada caso é um caso. Pretendo reforçar a rede de urgência e emergência do município, que já foi bastante ampliada – hoje é composta por mais de 80 unidades de atendimento 24 horas. Precisamos melhorar o sistema de diagnósticos por imagem. No caso das ressonâncias magnéticas, por exemplo, atendemos bem a demanda, mas é preciso ir além.”

Celso Russomanno (PRB)

“Vamos ampliar a atuação do Programa Saúde da Família, o atendimento ao idoso e a medicina preventiva. Vamos otimizar o sistema de saúde pública: o objetivo é diminuir a burocracia e as enormes filas de espera, melhorando assim a qualidade do serviço. Dar transparência à distribuição de medicamentos gratuitos. Ampliaremos a rede de AMAs e os horários de funcionamento serão adequados de acordo com as necessidades de cada região. Melhorar a infraestrutura das unidades de saúde e dos hospitais públicos.”

Soninha Francine (PPS)

“A porta de entrada na saúde é a pior parte: ter de comparecer pessoalmente a uma unidade de saúde para agendar o clínico para dali a três meses e então ele encaminhar para um especialista. É preciso ter um agendamento eletrônico e um sistema de regulação melhor. As deficiências precisam ser identificadas. Muitas UBS precisam sair de prédios alugados para prédios próprios, mais adequados. Melhorar a acolhida e o acompanhamento, especialmente de idosos. Criar um transporte para pessoas muito fragilizadas.”

Fernando Haddad (PT)

“Faltam leitos públicos na cidade de São Paulo. Vamos entregar os hospitais que foram prometidos pela atual gestão e não foram entregues, mas há demanda pela construção de novas unidades, sobretudo nas zonas sul e noroeste. Na leste, é possível expandir os leitos em hospitais existentes. Não podemos esquecer a ameaça do governo estadual de reservar 25% dos leitos do SUS para pacientes particulares. Será um desastre. É preciso impedir o desmonte do SUS e na Prefeitura trabalharemos nesse sentido.”

Gabriel Chalita (PMDB)

“O atendimento primário funciona mal. Há apenas 11 AMAs funcionando 24 horas na cidade. Com isso, os grandes hospitais acabam recebendo demandas que poderiam ter sido resolvidas antes. Nas localidades que contam com as UPAs, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Mas em São Paulo não há UPA. O Rio está aplicando um conceito novo e mais interessante. São as Clínicas da Família e o médico da família. Uma extensão qualificada do Programa de Saúde da Família que está dando certo.”

Paulinho Pereira da Silva (PDT)

“Vou duplicar o número de leitos hospitalares na cidade, hoje limitado a 2.674. Para tanto, vou comprar, na modalidade de contrato por pacotes de serviços, até 3 mil leitos da rede privada. Faltam leitos no SUS, enquanto sobram leitos destinados às seguradoras e planos de saúde. Quanto à gestão dos hospitais municipais, vou promover um choque de gestão, impulsionando a eficiência e a eficácia dos serviços. Com relação aos servidores, vamos implantar um programa de metas e resultados que vai bonificá-los.”

 

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