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Desafio São Paulo: Veja as propostas dos principais candidatos para habitação

Redação

30 de junho de 2012 | 16h00

Desafio São Paulo

Embora o mercado de construção esteja em pleno crescimento, São Paulo ainda enfrenta problema de habitação. Do território paulistano, 10% da cidade é ocupado por assentamentos precários (favelas, cortiços e invasões). Da população paulistana, 30% vive em moradia precária. Para zerar o déficit habitacional, seria necessário o investimento de R$ 58 bilhões. . Em 2010, a prefeitura investiu somente R$ 890 milhões. Assista ao depoimento de Nina, que vive com o marido e os 3 filhos em um cômodo sem paredes em um cortiço vertical. “Me olham como mendigo”, diz o seu marido. Veja também as propostas dos principais candidatos para resolver o problema de habitação em São Paulo.

José Serra (PSDB)

“Não basta sair erguendo prédios sem fornecer estrutura para a população. Nos últimos anos, atuamos em 92 favelas com investimentos em torno de R$ 2,7 bilhões. Fizemos um trabalho importante em lugares como Paraisópolis, Heliópolis e Cantinho do Céu. Transformamos favelas em bairros, com ruas asfaltadas, córregos, luz, água, hospitais e escolas. Além disso, houve uma ampliação brutal da rede de água e esgoto e estão previstas obras viárias importantes, como a Avenida Perimetral.”

Celso Russomanno (PRB)

“A regularização da posse da propriedade para o plano de reestruturação da moradia será uma de nossas prioridades. Com isso, vamos reurbanizar favelas, cortiços e áreas degradadas. Existem prédios no centro que não estão cumprindo o seu papel social, têm dívidas enormes com a Prefeitura e estão deteriorados. Vamos desapropriar e oferecer moradia para famílias que precisam. Vamos ampliar os diálogos com os governos estadual e federal para aproveitar os programas de moradia populares já existentes.”

Soninha Francine (PPS)

“A principal é onerar o mau uso do solo urbano – isto é, manter imóveis subutilizados na forma mais perversa de especulação imobiliária, que é não fazer nada esperando ‘valorizar’. E o que mais valoriza um imóvel é a melhoria no entorno, que se dá quase que exclusivamente com investimento público. Incentivar o investimento privado em moradia mais acessível nas regiões centrais – com descontos, isenções, prioridade na tramitação dos projetos. Além disso, reurbanizar favelas e bairros desordenados.”

Fernando Haddad (PT)

“Vamos buscar parcerias com os governos federal e estadual para combater o déficit de moradia na cidade. A produção de unidades novas nas áreas centrais e consolidadas será uma prioridade, com ênfase para as faixas na população com até três salários mínimos, utilizando recursos do Programa Minha Casa Minha Vida. Adotaremos também medidas para estimular o setor privado a produzir habitação para o mercado popular e outros instrumentos para conter o processo de especulação imobiliária e baratear o solo urbano.”

Gabriel Chalita (PMDB)

“Temos hoje 3 milhões de pessoas vivendo em áreas irregulares. Algumas delas podem ser regularizadas – as que não oferecem risco e onde falta documentação. Nas favelas, é preciso verticalizar. Isso vai permitir que os moradores tenham uma habitação digna. Quanto aos conjuntos habitacionais, o preço elevado dos terrenos e a falta de soluções inovadoras têm empurrado os novos projetos para terras baratas, a longas distâncias. Precisamos repovoar o centro. Exige ousadia e incentivo para projetos inovadores.”

Paulinho Pereira da Silva (PDT)

“O déficit habitacional em São Paulo será resolvido quando houver uma política habitacional sustentável para a população de até três salários mínimos e que possa tratar as necessidades dessas famílias de forma respeitosa e humana. Quero investir na construção de moradias populares e na readequação das moradias precárias. Outra questão que tem a ver com a habitação é a dos imóveis irregulares. Por isso, uma das minhas primeiras intervenções será a de regularizar todas as moradias irregulares.”

 

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