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Desafio São Paulo: Veja as propostas dos principais candidatos para a cracolândia

Redação

30 de junho de 2012 | 16h00

Desafio São Paulo

Trata-se de uma triste realidade. São Paulo atualmente enfrenta uma luta contra o crack. Nas últimas ações foram contabilizadas 429 prisões em flagrante de 67164 abordagens. Nessas ações, 15,9 mil pedras de crack foram apreendidas. Conheça a história do desempregado Valdir Cardoso dos Santos, que tem como principal meta se livrar do vício. Saiba também as propostas dos principais candidatos para resolver o problema.

José Serra (PSDB)

“Combate ao crack precisa ser prioridade. O poder público municipal deve oferecer alternativas de tratamento para os dependentes químicos. E é o que eu farei. Pretendo ampliar o número de unidades como o Complexo Prates, no Bom Retiro. Programas de capacitação para os dependentes também são fundamentais para que essas pessoas consigam reorganizar suas vidas. Mas todo esse trabalho é como enxugar gelo sem o devido trabalho do governo federal nas fronteiras para inibir a  entrada da droga no Brasil.”

Celso Russomanno (PRB)

“Vamos criar um centro de reabilitação modelo para dependentes químicos. As famílias também serão amparadas, já que muitas vezes não sabem como agir. Isso será referência de uma política municipal de inclusão e ressocialização. Dentro dessa política vamos desenvolver a Incubadora da Esperança, que vai ajudar essas pessoas a desenvolver aptidões, negócios e uma nova vida. Vamos ainda trabalhar na prevenção, educação e conscientização da juventude em relação à violência e às drogas.”

Soninha Francine (PPS)

“Aumentar a cobertura da assistência social: abordagem paciente e persistente para criar laços de confiança, recuperar identidade, contatos. Oferecer mais espaços com equipes multidisciplinares para acolher as pessoas. Assegurar leitos para casos agudos; reconhecer as necessidades e condições dessas pessoas e oferecer modalidades diferentes de tratamento. Criar rede de residências/repúblicas terapêuticas, ampliar o número de CECCOs, a reinserção das pessoas tem de ser amparada pelo poder público.”

Fernando Haddad (PT)

“A ação policial na cracolândia era necessária, mas não foi acompanhada de ações de saúde e assistência social na mesma intensidade. A internação compulsória pode ser um instrumento, desde que tenha autorização judicial. É preciso que toda intervenção na cidade seja bem pactuada. Quando a Prefeitura cumpre o seu papel de regular a questão fundiária e requalificar áreas de forma adequada, todos ganham. A Prefeitura quer destruir o fundo de comércio existente, em vez de utilizá-lo para requalificar a Luz.”

Gabriel Chalita (PMDB)

“A gente precisa lembrar que o viciado pode se recuperar. Mas eles precisam de alternativas: uns recorreram à religião, outros ao tratamento terapêutico obrigatório, outros ao apoio da família,  outros precisam de emprego. São Paulo precisa estabelecer um pacto pela vida. A polícia tem seu papel, mas apenas isso não é solução para o
problema. O município precisa fechar convênios com entidades terapêuticas para tratar das pessoas, que estão doentes e precisam de ajuda médica.”

Paulinho Pereira da Silva (PDT)

“O problema dos dependentes químicos, em especial na região conhecida como cracolândia, no centro de São Paulo, é um problema social e de saúde pública,  não podendo, portanto, ser tratado como uma questão
de polícia. Em minha gestão o sistema de saúde terá a obrigação de ter um programa específico para tratar
esses doentes de forma  humana e respeitosa e, ao lado disto, um programa de inserção ao trabalho, com capacitação e estímulo ao empreendedorismo.”

 

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