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Desafio São Paulo: Veja as propostas dos principais candidatos para educação

Redação

30 de junho de 2012 | 16h00

Desafio São Paulo

Em março de 2012, a cidade de São Paulo tinha 203.509 crianças matriculadas em creches paulistanas. No mesmo período, 123.560 mães buscaram matricular  seus filhos e não conseguiram vagas nas 1174 creches que a cidade oferece. Segundo a média atual de atendimento de 173,3 crianças por cada creche, seria necessário mais 713 para atender à demanda. O especial Desafio São Paulo mostra o drama de Silvana que, por conta do tempo que demora para chegar na creche para buscar sua filha, quase perde a vaga da creche e a criança para o Conselho Tutelar.  Saiba abaixo as propostas dos principais candidatos de São Paulo para resolver o problema de Educação.

José Serra (PSDB)

“Minha proposta é continuar ampliando vagas e investindo nos profissionais. Em 2004, havia 60 mil crianças de 0 a 3 anos nas creches. Hoje, já são 205 mil crianças de 0 a 4 anos. Ou seja, mais do que triplicou. Pretendo, também expandir ainda mais o projeto Ler e Escrever, que coloca dois professores por sala de aula no primeiro ano do ensino fundamental, para ajudar na hora da alfabetização. Por fim, temos que apostar nos cursos técnicos. Os CEUs precisam oferecer cada vez mais cursos assim.”

Celso Russomanno (PRB)

“Vamos ampliar o número de vagas nas creches. O déficit da cidade é de mais de 150 mil vagas. De maneira planejada, vamos otimizar os espaços existentes, trabalhando na ampliação e verticalização das unidades. Vamos trabalhar em parceria com a sociedade para implantar novas unidades públicas e particulares que atendam a demanda. A implantação gradativa da educação em tempo integral, revisão do regime de progressão continuada e aperfeiçoamento do profissional da educação também são prioridades.”

Soninha Francine (PPS)

“A Prefeitura de São Paulo tem de garantir lugar seguro e adequado para as crianças e arcar com a despesa. Isso significa pagar o equivalente a uma bolsa em escolas particulares. Outra opção pode ser a contratação de “mães crecheiras”, também com supervisão. A construção de novas creches não depende só de dinheiro, mas de espaço. A reurbanização de favelas (e a oferta de moradia acessível no centro) é fundamental. E aproveitar melhor os espaços existentes, como nos primeiros CEUs.”

Fernando Haddad (PT)

“A cidade tem uma demanda por mais de 100 mil vagas em creches, que poderia ser suprida em parte com convênio, disponível no Ministério da Educação, para a construção de 172 unidades. O dinheiro do MEC para esse projeto, R$ 250 milhões, está disponível. Vamos atrás desses recursos e construir todas as creches que São Paulo precisa. Precisamos priorizar a atenção em período integral, com atividades em outros equipamentos públicos, como museus, parques, bibliotecas e centros culturais.”

Gabriel Chalita (PMDB)

“Minha meta são as escolas municipais de educação infantil em tempo integral. Além disso, pretendo deixar as escolas abertas nos fins de semana. Minha concepção de escola é uma escola democrática, aberta, participativa, onde os pais possam até fazer curso de capacitação nos fins de semana. Vou trabalhar para que a gente tenha escola em tempo integral. Seria demagógico dizer que é possível implantar o turno integral em todas as escolas ao longo de um mandato. Mas, se não começarmos, jamais chegaremos lá.”

Paulinho Pereira da SIlva (PDT)

“Vou ampliar a rede pública de educação infantil, zerando o déficit de vagas no município. Darei atenção especial às creches. Buscarei parceria com entidades da sociedade civil para cederem espaço físico para o funcionamento de CEIs, com equipes docentes contratadas por concursos públicos. As escolas de educação infantil e fundamental deverão aumentar a carga horária para 5 hora, enquanto implantaremos, em todos os CEUs, o ensino em período integral. Reduzirei para 30 o número de alunos por sala.”

 

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