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Serra diz que ‘luta está apenas começando’, elogia empenho de Alckmin e ignora Aécio

Armando Fávaro

31 de outubro de 2010 | 20h57

André Mascarenhas

Com discurso de líder da oposição e recebido com muitos aplausos por correligionários, o presidenciável derrotado do PSDB, José Serra, agradeceu na noite de hoje a contribuição de aliados, e reservou um afago especial para o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, “que se empenhou mais na minha campanha do que na dele”. Embora tenha citado praticamente todos os líderes partidários que trabalharam pela sua vitória, o tucano ignorou o nome do senador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves.

Leia a íntegra do discurso de José Serra

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Guerra defende escolha de presidenciável em 2012

O discurso foi feito no comitê da campanha tucana, no centro de São Paulo, minutos após o pronunciamento da presidente eleita, Dilma Rousseff. Embora tenha cumprimentado a adversária e desejado que  ela “faça bem” ao País, o tucano procurou preparar o terreno para a atuação da oposição nos próximos quatro anos.

Citando a “defesa da pátria, da liberdade, da democracia”, Serra prometeu uma atuação aguerrida contra os políticos que se “servem do nosso povo”. “Para os que nos acham derrotados, nós apenas estamos começando uma luta de verdade”, disse. “Minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas um até logo. A luta continua. Viva o Brasil!”

Aplaudido em várias momentos do discurso, Serra também agradeceu a militância e criticou indiretamente a campanha adversária. “Nesses meses difíceis, quando enfrentamos forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica no Brasil. Cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza. Consolidaram um campo político de defesa da liberdade e da democracia no Brasil”, afirmou.

Segunda derrota. Essa é a segunda vez que Serra disputa – e perde – a Presidência para um candidato petista. Com cerca de 45% dos votos válidos, o tucano encerra sua participação nas eleições deste ano após contrariar todos os institutos de pesquisas e levar a disputa para o segundo turno.

Correligionários de Serra que acompanharam a apuração dos votos no QG tucano lamentaram a derrota. Apesar de as últimas pesquisas apontarem um cenário desfavorável para o presidenciável, havia entre membros do partido a expectativa de que o resultado das urnas poderia surpreender.

Um dos motivos de esperança dos tucanos no segundo turno era a expectativa de que, com a vitória acachapante que obteve em Minas no primeiro round, Aécio se dedicasse de corpo e alma para reverter o quadro favorável a Dilma em seu Estado. Nos últimos dias da campanha, porém, a atuação do mineiro passou a ser alvo da desconfiança de aliados, que criticaram suas viagens pelo País num momento em que todo os esforços deveriam estar centrados em Minas.

Após votar, Serra almoçou no Palácio dos Bandeirantes com o governador de São Paulo, Alberto Goldman, e o prefeito da capital, Gilberto Kassab. Durante a tarde, deixou a sede do governo e se dirigiu para um local não revelado.

Veja abaixo os principais pontos do discurso

22h54 – O jingle “Serra é do bem” é tocado ao fim do discurso. Serra e Alckmin evitam dar declarações para a imprensa.

22h50 – Serra termina seu discurso com agradecimentos especiais a Guerra, Goldman, Alckmin, Aloysio, Freire, Maia, o presidente do PSDB paulista, Mendes Thame, Lobo, o “pessoal da área de comunicação”, a Soninha Francine e Kassab. O prefeito é o mais aplaudido. Serra agradece ainda a esposa e os filhos, e beija a filha. O tucano faz um agradecimento especial ao Jarbas Vasconcelos, e, “atendendo a pedidos, Índio, que é um militante de destaque do povo brasileiro”. Termina agradedecendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardos, “que não veio, mas está nos assistindo”.

22h45 – Serra diz que enxergar uma vitória, “nesses meses quando enfrentamos forças terríveis”, na construção de um “campo político em defesa da democracia, da liberdade e das grandes causas sociais e econômicas”. O tucano agrgadece os jovens e diz que “aos que nos acham derrotados, eu digo que estamos apenas começando uma luta de verdade”. “Vamos dar a nossa contribuição como partidos, como indivíduos, como parlamentares e como governadores”, diz. “Minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas é um até logo. A luta continua, viva o Brasil”, diz Serra, emocionado. O tucano é novamente muito aplaudido e recita os últimos versos do hino brasileiro.

22h42 – Serra agradece os milhões de “militantes que defenderam minha candidatura na internet e nas ruas”. O candidato diz ter recebido muita energia nas ruas, e que agora não sabe onde irá gastalas. “Ao lado desses 43,6 milhões de brasileiros que votaram em mim, nós elegemos 10 governadorres em todo o Brasil”, diz Serra. Ele agradece um em especial, Alckmin, “que se empenhou mais em minha campanha do que na dele”. Novamente,  é muto aplaudido.

22h39 – “Nós recebemos com humildade o resultado”, diz Serra, que afirma esperar que “Dilma faça bem” o País. “Disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse agora, mas quero dizer que sou muito grato os 44 milhões de brasileiros que votaram em mim”, diz. Serra é muit aplaudido.

22h37 – Com o semblante grave, Serra tem ao seu lado a mulher, Mônica, e o governador eleito, Geraldo Alckmin. Assessores do tucano mexem nos microfones e são criticado pelos cinegrafistas.

22h34 – Serra vem acompanhado pelas principais lideranças que apoiaram sua candidatura. O presidente do DEM, Rodrigo Maia, o presidente do PPS, Roberto Freire, e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Kassab, Andrea Matarazzo, José Henrique Reis Lobo e Índio da Costa também marcam presença.

22h32 – “Vamos receber o nosso grande líder José Serra.” É assim, e muito aplaudido, que o candidato derrotado do PSDB é recebido no comitê tucano.

22h12 – Já se encontram no QG tucano o candidato a vice de Serra, Índio da Costa, o senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, o governador eleito de SP, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab.

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