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Delta agiu para proteger peemedebista, diz PF

Redação

02 de maio de 2012 | 08h40

Estadão.com.br

Em mais uma interceptação telefônica divulgada, a Polícia Federal sustenta a tese de que a cúpula da Delta Construções agiu para ajudar o o vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), em um processo que ele movia contra a jornalista Dora Kramer. A ação está trancada desde maio de 2011 e diz respeito a um artigo em que Dora fala sobre a disputa pelo controle do fundo de pensão de Furnas, que citava Cunha.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o diretor regional da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, em gravação do dia 25 de março de 2011, pediu ao contraventor Carlinhos Cachoeira que orientasse Demóstenes Torres “a pegar leve” com o parlamentar no depoimento que daria quatro dias depois da gravação. Demóstenes foi arrolado no processo como uma das testemunhas de defesa de Dora.

Demóstenes e Cunha são adversários políticos. Cachoeira recebe o pedido e sinaliza estar otimista em relação à resposta do senador: “Vamos conversar. Pedido nosso é uma ordem”.

Escutas da Polícia Federal indicam ainda que a empreiteira Delta pagou R$ 120 mil para Rosilda Rodrigues dos Santos, 29, assessora da primeira-dama de Palmas (TO), a deputada Solange Duailibe (PT). De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o depósito foi feito em 9 de agosto de 2011.

Solange é esposa de Raul Filho (PT). Em Palmas, a Delta possui um contrato, desde 2006, para prestação de serviços de coleta de lixo na capital do Estado, que soma R$ 71 milhões. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) considerou o contrato irregular e multou em R$ 10 mil o prefeito Raul Filho e em R$ 5.000 Kennia Duailibe, irmã de Solange, na época presidente da comissão de licitação da prefeitura. A multa aconteceu porque a Delta foi incluída no contrato sem os apresentar os documentos necessários.

 

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