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Deixar viciados em crack morrer ‘é o mesmo que apoiar grupos de extermínio’, diz ministra

Jennifer Gonzales

29 de agosto de 2011 | 22h12

Jair Stangler, do Estadão.com.br

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, defendeu nesta segunda-feira, 29, uma nova política nacional para as drogas. “Precisamos de uma política nacional de novo tipo”, afirmou durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo. De acordo com ela, deixar viciados em crack morrer “é o mesmo que apoiar grupos de extermínio.

A ministra avaliou ainda que o uso do crack chegou a níveis alarmantes como resultado da “hipocrisia”, “porque não tratamos as outras drogas como casos de saúde e sim como casos de polícia”. Ela comentou ainda um caso ocorrido na semana passada, em que um grupo de crianças apreendidas em São Paulo fizeram um quebra-quebra em um Conselho Tutelar. “Temos que entender o quebra-quebra como um pedido de ajuda. São crianças. Tenho certeza que o Brasil tem condições de dar conta de suas crianças e adolescentes”, declarou.

O assunto “crack” monopolizou uma boa parte da fala da ministra, que ainda falou sobre a Comissão da Verdade e fez cobranças ao governo de São Paulo. Antes de seu discurso, a ministra ouviu uma série de demandas de movimentos ligados aos direitos humanos, como o Comitê Paulistano para a Comissão da Verdade, as Mães de Maio (movimento surgido após uma série de assassinatos que se seguiram após os ataques do PCC em 2006), representantes de movimentos negros, entre outros.

A ministra se comprometeu com quase todas as reivindicações, afirmando que seriam atendidas na ordem em que foram apresentadas na audiência. “Eu não tenho condições de responder a todas as questões, porque são o resultado de processos históricos. Não vou dar ilusões”, afirmou.

 

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