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Decisão de Janot é ‘tardia’, mas ‘correta’, diz Jardim

Lilian Venturini

02 de abril de 2014 | 19h35

Fernando Gallo

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) afirmou nesta quarta-feira, 2, que o Procurador-Geral de Justiça, Rodrigo Janot, tomou uma decisão “tardia”, porém “correta” ao recomendar a sua exclusão do pedido de investigação contra detentores de foro privilegiado citados por um ex-diretor da Siemens como recebedores de propina do cartel do trens no Estado de São Paulo.

No documento, o procurador afirma que, por ora, não há elementos que autorizem a continuidade das apurações relacionadas Jardim, embora sustente que “esse arquivamento não é impeditivo para que, caso surjam elementos concretos da participação destes ou de outros parlamentares, seja a investigação realizada, pois aí haverá justa causa para o seu prosseguimento”, afirmou o procurador-geral no ofício.

A decisão final sobre o arquivamento da investigação referente a Jardim ainda será tomada pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello.

“A decisão (de Janot) tardou, mas veio no sentido correto. Espero agora a manifestação do juiz relator, Marco Aurélio Mello e espero que a imprensa dê à conclusão (do processo) a mesma divulgação que deu à denúncia”, afirmou o deputado do PPS.

Nesta terça, Janot recomendou a exclusão de Jardim e do chefe da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido (PSDB) – deputado federal licenciado -, mas deu parecer favorável à investigação de José Aníbal (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM), ambos deputados federais licenciados e secretários do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).