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Dilma e Serra evitam confronto direto e Marina ataca adversários na Record

Armando Fávaro

26 de setembro de 2010 | 20h37

André Mascarenhas

Apesar das críticas ao “vale-tudo” na campanha eleitoral, coube à candidata do PV à Presidência, Marina Silva, o papel de provocadora no penúltimo debate entre os principais postulantes ao cargo antes da eleição do próximo dia 3. Terceira colocada nas pesquisas, mas entusiasmada com a tendência de crescimento observada nos últimos levantamentos, a candidata verde não poupou seus adversários mais bem colocados de perguntas incômodas, ao contrário de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), que evitaram o confronto direto.

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Serra cumprimenta Dilma antes do início do debate. Foto: Antonio Lacerda/EFE

Marina chamou a candidata do PT, Dilma Rousseff, para o debate ao criticar a corrupção na Casa Civil. Em clara referência às acusações de tráfico de influência contra a ex-ministra Erenice Guerra, braço direito de Dilma até esta deixar o governo, em abril, a candidata do PV questionou sua adversária sobre os escândalos envolvendo a pasta. “Fiz o mesmo que você”, respondeu Dilma, numa referência a supostos casos de corrupção envolvendo o Ministério do Meio Ambiente durante a passagem de Marina pela pasta. A petista citou ainda o fortalecimento da Polícia Federal e as ações da Controladoria Geral da União (CGU) para dar transparência às contas do governo federal. “Esses processo parecem não ter resolvido”, rebateu Marina.

Logo em sua primeira participação no confronto direto com outros candidatos, Marina procurou esvaziar promessas de Serra na área social. “Seu partido e os Democratas fizeram críticas severas ao Bolsa Família”, disse a candidata do PV. “Do meu partido e de mim o Bolsa Família não recebeu nenhuma crítica”, devolveu o tucano, para quem o embrião do Bolsa Família foram as políticas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso.

Segundo colocado nas intenções de voto, Serra, por sua vez, mudou a estratégia dos últimos encontros com Dilma. No debate deste domingo, o tucano evitou fazer perguntas à adversária, e usou uma tática semelhante à da petista. Ambos focaram quase todas as oportunidades de perguntas em assuntos que pudessem lhes render alguns minutos para discursar sobre suas propostas de campanha.

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Dizendo-se a “terceira via”, Marina apostou nas críticas aos adversários. Foto: Felipe Dana/AP

Lula e FHC. O único momento de maior tensão entre os dois ocorreu numa pergunta da jornalista Ana Paula Padrão, que questionou a presença de Lula e a ausência de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Serra. O comentário da resposta caberia à Dilma. “Eu não fui patrocinado por ninguém”, provocou Serra, numa clara referência ao apoio de Lula a Dilma. “Essa questão está mal colocada, eu sempre falo do que fiz no Ministério da Saúde no governo dele”, continuou.

Em sua réplica, Dilma contra-atacou: “Eu tenho um imenso orgulho de ter participado do governo Lula.” Segundo a petista, o tucano, ao contrário, esconde sistematicamente “um presidente que é importante, porque era a liderança do partido”. Sobre o uso de Lula por Serra, Dilma disse que seu adversário “usa a imagem de Lula à noite e durante o dia faz críticas sistemáticas”.

Controle social. Também presente no debate, o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, voltou a chamar Marina de “ecocapitalista”, criticou o veto dos governos FHC e Lula à ampliação do orçamento da Educação e defendeu o controle social dos meios de comunicação.

Realizado na noite deste domingo pela TV Record, o encontro foi o de maior audiência realizado até agora. Na próxima quinta-feira, 30, a três dias das eleições, os candidatos voltam a se encontrar no debate da TV Globo.

O Radar Político destacou os melhores momentos do encontro. Leia:

23h25 – “No domingo que vêm nós temos a eleição para decidir quem vai para o segundo turno”, diz Serra. Ele afirma que a decisão será “importante para o futuro”. Serra pede o voto dos eleitores e pede para que seus eleitores multipliquem o voto. O tucano lembra sua carreira pública. “Ofereço a minha experiência e minha vida limpa, íntegra”, diz. “Juntos nós vamos ser capazes de melhor o nosso País.”

23h22 – Dilma afirma representar o “projeto de transformação do Brasil”, cita os 26 milhões de brasileiros que saíram do pobreza e os 36 milhões que subiram para a classe média. “O Brasil voltou a crescer a taxas fantásticas”, diz. “Nós demos orgulho para os brasileiros e brasileiras.” A candidata do PT lembra o fim da dívida com o FMI e afirma que o governo Lula abriu o caminho para a educação.

23h20 – Plínio usa seu espaço para pedir voto para os deputados do PSOL. Ele promete o salário mínimo de R$ 2 mil e educação pública integral. “Não vote em mim por causa do meu passado, vote em mim por causa do meu futuro”, diz. “Pense grande, não pense pequeno. Pense sempre assim: quais são os melhor anos da minha vida? São os anos que estão por vir.”

 

23h18 – Último bloco para as considerações finais. Marina é a primeira. “Desde o início eu me dispus a fazer um debate pelo Brasil. Não parti para o vale-tudo”, diz a candidata do PV, que avalia haver uma migração de votos para sua candidatura. Marina afirma haver no PT e no PSDB pessoas insatisfeitas com as candidaturas dos dois partidos. “A onda verdade que está tomando conta do Brasil está identificando na minha campanha uma terceira via”, diz. Ela afirma estar confiante em ira para o segundo turno.

23h09 – Plínio desafia Serra a se comprometer com o aumento para 45% do imposto sobre a renda dos ricos e a anulação do ICMS. Serra diz que zerar o ICMS implicará na quebradeira dos Estados e municípios. “O que se tem que fazer com o ICMS é torná-lo seletivo.” O tucano fala em abaixar o tributo para os produtos essenciais e elevar para os supérfluos, “consumidos pelos mais ricos”.

23h07 – Plínio pergunta para Serra sobre a questão tributária. “O pobre paga mais que o rico”, diz Serra. “É preciso aliviar os tributos sobre a alimentação”, continua o tucano, que enfatiza na necessidade de combate à sonegação. O candidato do PSDB afirma que irá levar para o resto do país a experiência da nota fiscal paulista.

23h04 – Dilma diz que a aposta do governo é no modelo Norueguês. “Ter sido capaz de capitalizar R$ 120 milhões sem perder as ações, como aconteceu no passado, foi muito bom”, diz. Marina usa sua tréplica para criticar a política energética do governo.

23h03 – Dilma pergunta para Marina sobre a capitalização da Petrobrás, que criou a segunda maior empresa de petróleo do mundo. A candidata do PV diz ver com bons olhos a capitalização, mas ressalva que o dinheiro deve ser usado para impedir que haja acidentes como o ocorrido no Golfo do México. “Nós não queremos o modelo da Venezuela, mas o modelo da Noruega”, diz Marina.

23h01 – “Se não enfrentar os ricos para poder colocar 10% do PIB na educação, estarão fazendo uma melhorazinha”, diz Plínio.

22h57 – Serra pergunta para Plínio sobre o ensino técnico. “Tudo isso precisa de dinheiro”, diz o candidato do PSOL. “Recurso e respeito ao professor”, diz. Ele critica a política de Serra de premiar apenas os professores mais produtivos. Plínio promete 10% para a educação. “Acho que dá para expandir muito o ensino tecnológico”, rebate Serra, que cita a criação de 175 mil vagas no ensino técnico de São Paulo. “Eu vou criar no Brasil mais 1 milhão de vagas no ensino técnico”, promete.

22h55 – “Eu sei o que é ter sido analfabeta”, diz Marina, que se alfabetizou apenas aos 16 anos. “É por isso que o meu compromisso é visceral com a educação”, continua. “Mas então, Marina, você precisa dizer o que vai fazer”, responde Dilma. A candidata do PT afirma que chamará os governadores, caso eleita, para acabar com o analfabetismo. “Quero respostas claras e concretas”, diz.

22h53 – “Ainda temos 2 milhões de pessoas analfabetas no Brasil. O que você pretende para erradicar isso”, pergunta Marina para Dilma. A candidata do PT diz que os analfabetos, hoje, são pessoas maiores de 50 anos. “Nós fizemos um pacto com os governadores do Norte e do Nordeste”, diz. Dilma admite ser necessário para combater o problema entre os jovens.

22h51 – Dilma diz em sua tréplica que a política do governo federal permitirá que o governo amplie o salário mínimo para mais do que “os R$ 600 prometidos pelo candidato Serra”. Plínio usa sua tréplica para perguntar para Dilma se ela conseguiria se manter com um salário mínimo.

22h48 – Dilma pergunta a Plínio sobre a política de valorização do salário mínimo no governo Lula. “A valorização é mínima”, ironiza Plínio. “O Dieese diz que o salário deve ser R$ 2 mil”, continua. Para o candidato do PSOL, a política é para manter o trabalhador na pobreza. “Se não fizer bolsa banqueiro, aí pode pagar perfeitamente esse salário e aumentar a Bolsa Família”, diz. Plínio afirma que o empresário Eike Batista ganhou em uma concorrência da Petrobrás mais do que o investimento no Bolsa Família.

22h46 – Serra diz que criará uma “rede nacional de clínicas” contra as drogas. “Isso não acontece agora porque o PT é contra os hospitais especializados”, diz. Marina critica o fato de Serra ter citado a criação de duas ou três clínicas em sua passagem pelo governo de São Paulo. “As mães estão desesperadas por falta de políticas sérias nos últimos 16 anos”, afirma.

22h44 – Serra pergunta a Marina sobre política antidrogas. “Nos últimos 16 anos nós não temos uma política efetiva de segurança pública”, diz a candidata do PV. Ela cita comunidade em que crianças já são viciadas. “Isso não é de hoje, vem de longe”, diz a candidata. Ela atribui a apresentação de proposta pelo governo contra o crack ao fato de ela ter anunciado que iria apresentar sua política para o setor.

22h42 – “Esses processo parecem não ter resolvido”, diz Marina em sua réplica. A candidata do PV acusa Dilma de não ter feito nada para deter a corrupção em sua passagem pela Casa Civil. Dilma ataca Marina: “Fiz o mesmo que você”, diz. A petista cita caso de corrupção na venda de madeira no período em que Marina esteve no ministério.

22h40 – Marina pergunta para Dilma sobre os escândalos de corrupção no governo Lula. “Nós fizemos parte do mesmo governo”, diz Dilma. A candidata do PT diz não ter havido corrupção em sua passagem pela pasta. Dilma aproveita para criticar o governo FHC. “Nós voltamos a investir na máquina pública”, diz a petista.

22h37 – “O Sr. deve ser um mal professor”, diz Plínio em sua tréplica. O candidato do PSOL pergunta para Serra se ele assume o compromisso de alocar 10% do PIB na pasta. “A questão é outra”, responde Serra. Para o tucano, não adianta ampliar o orçamento sem um remanejamento na pasta. O tucano afirma que suas experiências como professor são para “sentir os problemas”.

22h35 – Começa o terceiro bloco do debate, com uma pergunta de Plínio para Serra. Segundo o socialista, 30% dos jovens paulistas não sabem ler nem escrever. “Como você se apresenta como candidato?” “São Paulo tem o melhor padrão educacional brasileiro”, responde Serra, que admite que ainda há muito a ser feito. “Eu não fico usando isso na campanha”, diz. “Eu mesmo, como prefeito e como governador, fui dar aula nas escolas”, diz.

22h24 – Dilma comenta a resposta. “Eu sempre digo, eu prefiro as vozes múltiplas da democracia do que o silêncio das ditaduras”, diz. A candidata do PT afirma que a imprensa tem todo o direito de dizer o que quiser, assim como ela tem o direito de responder. Plínio aproveita a tréplica para responder comentário de Dilma sobre o fato de Plínio ter vindo da direita para esquerda. “Você veio da esquerda para a direita”, ataca o candidato do PSOL. Plínio brinca com o fato de seu relógio ter sumido durante sua tréplica. “Foi eu falar mal da imprensa que tem um apagão”, afirma. Foi mediador do debate, no entanto, que alertou ao candidato sobre o tempo remanescente para sua resposta.

22h23 – Na última pergunta do bloco dos jornalistas, Plínio é questionado sobre a cobertura da imprensa. O candidato do PSOL critica a “grande imprensa” e defende “o controle social” dos meios de comunicação.

22h20 – Serra comenta a resposta de Marina. “Sou à favor da exploração do potencial hidráulico”, diz Serra. Ele defende, no entanto, os licenciamentos ambientais. Marina, em sua tréplica, cita a necessidade de um plano de desenvolvimento sustentável. “Quem pautou as grandes questões dessa eleição foi a nossa candidatura”, diz Marina. Para ela, “se as coisas forem feitas de forma criteriosa”, a “Amazônia deixará de ser um problema para se uma solução.”

22h18 – A próxima pergunta é para Marina, se ela interromperá as obras de infraestrutura do PAC. “De um modo geral, é claro que não”, diz Marina. Para ela, entretanto, a análise ambiental das obras do projeto são viáveis e necessárias. “O que eu sei de Belo Monte é que dizem que não houve um processo correto de licenciamento.”

22h16 – Plínio comenta a resposta. Para o candidato do PSOL, Dilma não vai controlar o PT “porque ela não é do PT”. “A Dilma é uma pessoa fabricada”, diz. “Plínio, você me desculpe, mas eu tenho uma trajetória de luta”, diz Dilma, que provoca o candidato do PSOL: “eu não vim da direita para esquerda”, diz. “Um governo se faz com nossa capacidade de construir uma coligação”, continua.

22h14 – Dilma é questionada sobre os casos de corrupção no governo do presidente Lula. “Eu não concordo que o governo do presidente Lula foi um governo dos escândalos”, afirma a candidata. Ela cita ações da PF, a atuação da Controladoria Geral da União em tornar públicas as contas do governo – “o que, aliás, não acontece em alguns Estados”, como São Paulo.

22h12 – No comentário da resposta de Serra, Marina afirma que durante a campanha ela procurou fugir da polarização entre os governo passados. Serra usa tréplica para falar dos genéricos e dos planos de saúde. O candidato do PV ataca a Anvisa, que “triplicou o tempo de aprovação dos genéricos”. O tucano também critica as escolhas políticas na Anvisa. Segundo ele, o mecanismo resulta nos reajustas 20% acima da inflação nos planos de saúde.

22h09 – Serra é questionado sobre a participação de Regina Duarte em sua campanha de 2002 e por que volta a apostar “no medo” em sua campanha. “Não sei de onde a jornalista tira essa conclusão”, responde Serra. Segundo ele, os temores de Regina Duarte não se concretizaram por conta da manutenção, por Lula, dos pilares da política econômica de FHC.

22h07 – Plínio diz que “competência, Marina tem. O que ela não tem é coragem” para enfrentar os poderosos. Segundo Plínio, a candidata do PV engoliu derrotas no governo sem se voltar contra os grandes interesses. Marina cita números do ministério do Meio Ambiente para afirmar que, mais do que coragem, sua passagem pela pasta exprimiu seu compromisso com o tema.

22h05 – A próxima pergunta é para Marina, sobre se está preparada para o cargo ou se ainda é uma candidata monotemática, em torno das questões ambientais. “Eu sinto que as pessoas ainda têm esse tipo de preocupação em relação a mim”, responde a candidata do PV. Segundo ela, a questão ambiental permeia todas as outras questões. “Economia e ecologia não estão separadas. Essa é uma mentalidade do século passado que precisa ser superada”, diz.

22h02 – Serra não ouve a pergunta, e a jornalista é obrigada a repetir a pergunta. “Eu acho que as grandes denúncias do mensalão não foram feitos pelos partidos de oposição”, responde Serra. “O Arruda em certo momento disse ‘eu poderia ser vice do Serra’, isso muito antes do escândalo”, afirma. O tucano diz que, diferentemente do PT, o DEM expulsou Arruda. Plínio afirma ter se perdido e não faz sua tréplica.

22h00 – Plínio é questionado sobre o fato de o ex-governador José Roberto Arruda, afastado do caso por corrupção, ter sido cotado a vice de Serra. “A diferença é que nós saímos do PT por causa da corrupção”, responde Plínio, que afirma que seu partido não tolera essas práticas.

21h58 – Marina comenta a resposta, e critica a falta de planejamento sustentável para o programa. “Das mais de 1 milhão de unidades, apenas 25 mil estão contando com painéis de energia solar”, diz a candidata do PV. “Na primeira fase do programa tornamos (o uso de painéis solares) facultativos”, responde Dilma. Segundo a petista, a obrigatoriedade será adotada na próxima fase.

21h56 – A próxima pergunta é para Dilma, com comentário de Marina. A questão é sobre a exequibilidade de promessas na habitação. “Eu tenho a convicção de que nós iremos conseguir construir 1 milhão de casas”, diz Dilma. Para a petista, é “factível hoje fazermos dois milhões de casas”. Ela cita o sonho da casa própria como motor para o programa.

21h53 – Dilma comenta a resposta de Serra. “Eu tenho um imenso orgulho de ter participado do governo Lula”, diz. Ela critica a exposição de Lula no programa tucano e afirma que Serra esconde FHC. “Vocês têm uma imensa ingratidão em relação ao governo passado”, responde Serra. Segundo o tucano, os petistas têm uma postura de “negação aos avanços do passado”.

21h50 – O segundo bloco do debate começa com a pergunta da jornalista Ana Paula Padrão para José Serra, com comentário de Dilma Rousseff. A jornalista pergunta sobre a presença de Lula e a ausência de Fernando Henrique Cardoso na campanha. “Esse é um tema recorrente e é útil tratá-lo aqui”, diz Serra. “Eu não fui patrocinado por ninguém”, diz Serra em referência ao apoio de Lula e Dilma. “Essa questão está mal colocada, eu sempre falo do que fiz no Ministério da Saúde no governo dele”, continua o tucano. Sobre Lula, Serra afirma que “não trata adversários como inimigos”.

21h41 – “Foi apenas uma pré-seleção para temporários, depois nós abrimos concurso”, responde Serra, que diz que Dilma está mal informada sobre os governo paulista. “Eu reitero que todas esses dados são públicas”, diz Dilma na sua tréplica. A candidata petista também responde a provocação de Serra sobre as agências reguladoras.

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Serra e Dilma polarizaram no fim do primeiro bloco. Foto: Wilton Junior/AE

21h39 – Serra pergunta sobre o que classifica como “privatização das agências reguladoras” para Dilma. “Quero dizer que compartilho com a avaliação da Marina. Eu cheguei no Ministério da Energia tinha um engenheiro e 24 motoristas”, diz a petista sobre a gestão anterior, do PSDB. “Quem criou carreira no serviço público fomos nós”, continua Dilma. “No caso do governo de SP , 40% das professoras do Estado mais rico do País tinham vínculos precários”, diz a candidata.

21h37 – Em sua réplica Marina lembra ter encontrado, ao chegar ao Ministério do Meio Ambiente, no setor de licenciamento do Ibama, apenas sete funcionários públicos. Serra faz a réplica: “Ao acho que você devia se preocupar com outro fenômeno no serviço público: que é a criação de cargos de confiança.” O candidato aproveita para atribuir o fenômeno de “cabide de emprego” ao “governo da Dilma”.

21h34 – Marina pergunta a Serra sobre o processo de terceirização nos ministérios durante o governo Fernando Henrique Cardoso, lembrando que o candidato do PSDB foi ministro do Planejamento. “No período em que estive no Planejamento não tive a oportunidade de participar de nenhum processo de terceirização”, se defende Serra. O tucano aproveita o gancho para atacar a “precarização” na Petrobrás. “Eu acho que nós temos que ter empresas públicas sólidas”, afirma. “Quando se precariza as empresas terminam por enfraquecer-se.”

21h32 – Plínio faz a réplica: “Você rotula sem rotular”, diz. “Você diz: o Plínio gosta de colocar os outros pra baixo.” Para o candidato do PSOL, a candidata do PV é demagoga. “Eu sempre tive a postura de manter a coerência”, treplica Marina.

21h30 – Agora Plínio pergunta para Marina, que afirma que a candidata do PV foge do debate pois quer “agradar gregos e troianos”. Marina responde: “Os rótulos são uma maneira preconceituosa de discutir. Eu prefiro debater.” Ela afirma defender plebiscitos para as questões do aborto e da maconha por “confiar profundamente na democracia”.

21h28 – “Candidato Plínio, acho que você se confunde sobre o ReUni”, diz Dilma em sua réplica. “O ReUni é o programa pelo qual o governo federal está voltando a investir na universidade pública no País”, continua a petista. “Acho que de fato você não está preparada”, diz Plínio em sua tréplica. Segundo o candidato do PSOL, a petista “faz parte do governo, representa o governo, mas não se preparou.” Ele afirma que o Banco Mundial que comanda o programa, inclusive em outros países.

21h25 – Dilma repete para Plínio assunto abordado no último debate, da CNBB, sobre o ProUni e o ReUni. “O ReUni é um projeto para dar dinheiro para banqueiros”, diz. O candidato do PSOL afirma que o ProUni será mantido, mas em universidades públicas. “Esses programas são uma maneira de contentar e não resolver.”

21h23 – Na sua réplica Marina critica os problemas que só prometem. “No ano passado, no seu governo, foram diminuídos os recursos da área social”, critica Marina, que afirma que Serra investiu mais em comunicação do que na área social em São Paulo. O candidato do PSDB rebate as críticas afirmando que Educação e Saúde também são área social.

21h21 – Marina pergunta para Serra: “Seu partido e os Democratas fizeram críticas severas ao Bolsa Família.” Serra responde: “Eu tenho um projeto de fazer da economia brasileira uma economia forte.” Serra diz que os programas que resultaram no Bolsa Família foram criados no último governo. “Do meu partido e de mim o Bolsa Família não recebeu nenhuma crítica.”

21h19 – Plínio faz a réplica. “A justiça já começou a investigar a turma do mensalão, a justiça já começou a investigar o caso Erenice. Mas o governo não veio a público dizendo quem são os culpados”, diz o candidato do PSOL. “Tanto no caso da Casa Civil, como no caso da Receita, quem está investigando é a Polícia Federal”, responde Dilma. “Quando o caso chega ao Supremo, é porque ele foi instruído pela Polícia Federal”, conclui.

21h16 – Plínio pergunta para Dilma sobre o caso Erenice Guerra. “A verdade é que a corrupção bateu na sala do lado. Das duas uma: ou você é conivente, ou você é incompetente”, pergunta Plínio. “Ninguém está acima de qualquer suspeita”, responde Dilma. “As pessoas que erraram vão pagar, mas antes de elas pagarem, elas vão ser julgadas”, continua. Dilma promete investigar até o fim a violação de sigilos na Receita Federal e o caso Erenice. “Eu tenho 25 anos de vida pública”, diz.

21h14 – Dilma comenta a resposta de Marina citando a criação de “14 milhões de empregos com carteira de trabalho”. “Fizemos um grande movimento de formalização”, diz. “Isso significou desenvolvimento.” Na sua tréplica, Marina afirma que é “muito bom nos termos feito avanços para reconhecê-los aqui”. “Nós não podemos ser complacentes com os erros”, continua. Para Marina, os jovens brasileiros vivem hoje uma falta de expectativa.

21h12 – Em pergunta a Marina, Dilma cita crescimento do emprego no País. “Infelizmente, no Brasil ainda temos 30 milhões de pobres”, diz a candidata do PV. Marina cita o emprego informal como um dos desafios para o próximo governante.

21h11 – Plínio afirma discordar de Serra. “Quer país que viola mais os direitos humanos do que os EUA? Porque só o Irã não pode ter a bomba atômica? Nenhum país deve ter”, diz. Para ele, os EUA tem uma “política ditatorial”.

21h10 – Serra comenta a resposta de Plínio e critica a relação do Brasil com países que violam os direitos humanos.

21h10 – Serra abre o debate direto com uma pergunta sobre a política externa brasileiro para Plínio. “Diplomacia varia”, diz o candidato do PSOL, sobre as diferenças entre países pequenos e grandes. Para Plínio, Lula erra ao apostar numa diplomacia de mediação de confrontos como o do Irã.

21h05 – Marina Silva aposta na estratégia de fazer o “debate, e não o embate”. Segundo a candidata do PV, sua candidatura vive uma onda de crescimento que garantirá sua ida ao 2.º turno.

21h04 – Plínio de Arruda Sampaio lembra que seu partido, o PSOL, é formado por ex-petistas “que se cansaram da corrupção

21h03 – Dilma Rousseff é a segunda a se apresentar: “Eu não tenho projeto pessoal”, diz a candidata do PT.

21h01 – Começa o debate, com o candidato José Serra se apresentando: “Eu dediquei vários anos de minha vida ao Brasil com coisas que foram permanentes, como os genéricos.”

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