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De saída do DEM, Kassab tenta esfriar debate sobre novo partido

luisbovo

13 de março de 2011 | 16h43

Julia Duailibi

Diante da repercussão negativa a respeito de suas movimentações para a criação de um partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, voltou hoje de uma viagem ao exterior decidido a esfriar o debate público sobre sua saída do DEM.

“Eu estou mais próximo do caminho da cidade de São Paulo. Essa é minha prioridade. Todos sabem que não tive nenhuma movimentação político-partidária nos últimos meses, até porque aguardo a convenção do meu partido”, disse o prefeito, durante uma inspeção na Ponte das Bandeiras.

Após voltar de uma viagem de dez dias pela França, Kassab deve anunciar nos próximos dias sua saída do DEM. O prefeito pretende criar o PDB (Partido da Democracia Brasileira) e, eventualmente, fundar a nova legenda com o PSB, o que ainda não está definido. Publicamente, no entanto, o prefeito diz que não decidiu seu futuro político. As movimentações dele desagradam o Palácio dos Bandeirantes e, na avaliação de aliados, têm implicação negativa no eleitorado paulistano.

“Minha preocupação é governar a cidade de São Paulo, todos vocês sabem. Durante 10 dias me dediquei quase que exclusivamente a isso, numa missão oficial a França, que trouxe excelentes resultados para a cidade de São Paulo. Portanto não esteve no meu norte, na minha bússola, a questão política. Apenas as questões administrativas, que foram a razão da minha viagem”, insistiu o prefeito, que, antes de viajar, reuniu-se com o presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Kassab disse que, após a convenção do DEM, na terça-feira, ele terá uma reunião com os principais líderes do partido, os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC) e Marco Maciel (PE), além do senador José Agripino Maia (RN), futuro presidente da legenda. O prefeito disse ainda não ter decidido se participará do encontro.

Questionado sobre a repercussão negativa de suas negociações no Palácio dos Bandeirantes, Kassab afirmou que quer ajudar Geraldo Alckmin (PSDB) a fazer um bom governo. Mas disse que também irá colaborar com a presidente Dilma Rousseff (PT), de quem tem se aproximado.

 “Temos uma democracia, acho que na democracia brasileira, felizmente consolidada, saudável, todos podem emitir suas opiniões. A minha opinião é que, qualquer que seja o meu caminho, trabalho pela manutenção da aliança aqui em São Paulo. Vou ajudar o Geraldo Alckmin a ser um bom governador, como ajudei o governador José Serra, como ajudei o presidente Lula e como também vou ajudar a presidente Dilma. Acho que essa é a missão do prefeito da maior cidade do País. Ajudar o País a dar certo”, disse.

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