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Críticas só ajudam a ‘traçar destino’ de Kassab, diz aliado

Lilian Venturini

03 de março de 2011 | 20h14

Daiene Cardoso, da Agência Estado

Aliados do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), classificaram como “desnecessárias” as críticas de colegas de partido, que nessa quarta-feira, 2, usaram a tribuna da Câmara dos Deputados para atacar a ideia de criação do Partido Democrático Brasileiro (PDB), legenda que deve abrigar o prefeito e aliados após deixarem o DEM. “Não precisava ter esse tipo de colocação. Isso serve mais para fechar portas e traçar destinos”, avaliou o deputado federal Guilherme Campos (DEM-SP), aliado próximo de Kassab.

Nessa quarta, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que a saída de Kassab do DEM para criar um novo partido tem o objetivo de receber benefícios do governo federal. “Aí vem o PDB, o partido da boquinha, para pegar uma teta gorda do governo federal”, atacou Lorenzoni. “Montar um partido como meio de passagem, como uma janela indiscreta, aí é lamentável”, emendou o líder do DEM, deputado ACM Neto (BA).

O prefeito não quis responder às críticas, mas a aliados próximos disse que as manifestações eram desnecessárias. “Kassab não vai ganhar nada respondendo, só vai alimentar o clima de briga”, avaliou Campos. “O importante é que o material (documentação para a criação do PDB) está praticamente pronto e sob a supervisão dele”, disse um assessor.

Como o prefeito vem articulando a criação de um novo partido para, no futuro, fundi-lo a outra legenda – possivelmente o PSB -, especula-se que a movimentação política de Kassab possa atrair não só filiados do DEM como políticos de outros partidos.

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