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Noiva de Cachoeira vai à CPI, mas fica em silêncio

Lilian Venturini

07 de agosto de 2012 | 08h40

O Estado de S.Paulo – atualizado às 12h11

A noiva de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, ficou calada durante a sessão da CPI, nesta terça-feira, 7. Andressa foi convocada na condição de investigada, mas informou que faria uso do “direito constitucional de ficar em silêncio”. A outra testemunha convocada, o policial federal Joaquim Gomes Thomé Neto, apontado como um dos “arapongas” do grupo de Cachoeira, também se recusou a falar com os parlamentares.

O silêncio da noiva do contraventor irritou os integrantes da comissão, em especial a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). No início da sessão, a senadora afirmou ter sido ameaçada por Andressa, que teria prometido divulgar um dossiê contra ela, caso a parlamentar continuasse a se envolver nas investigações contra Cachoeira. A comissão apura as relações do contraventor com agentes públicos e privados. “Ela não vai me intimidar.  Não devo e não temo”, disse a senadora. Diante do silêncio de Andressa, Kátia Abreu reagiu e a chamou de “mentirosa e cascateira”.

O argumento para a convocação de Andressa era de que ela “circulava entre figuras importantes, como políticos, empresários e jornalistas”, e teria conhecimento da rede de influência de Carlinhos Cachoeira. As denúncias de que ela teria tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal em Goiânia, também pesaram para sua convocação. Segundo o magistrado, ela teria tentado chantageá-lo com ameaça de divulgar um dossiê caso não beneficiasse Cachoeira em julgamento em curso na Justiça de Goiás. O contraventor é acusado de liderar esquema de jogos ilegais no Estado.

Sem que nenhum dos convocados se propusessem a falar, a sessão desta terça durou pouco mais de uma hora. Nessa quarta-feira, 7, está prevista nova sessão  e estão convocados a ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio, e o contador Rubmaier Ferreira de Carvalho, apontado como responsável pela abertura de empresas que serviriam para lavar dinheiro. Ambos já conseguiram decisões judiciais para garantir o direito de ficar em silêncio. / Com informações da Agência Senado

Abaixo, os principais momentos da sessão:

11h49 – Sem que nenhum dos convocados se propusessem a falar. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), encerrou a sessão da CPI. Nessa quarta-feira, 7, está prevista nova sessão  e estão convocados a ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio, e o contador Rubmaier Ferreira de Carvalho, apontado como responsável pela abertura de empresas que serviriam para lavar dinheiro. Ambos já conseguiram decisões judiciais para garantir o direito de ficar em silêncio.

11h48 – Foi convidado a entrar na sala, o policial federal Joaquim Gomes Thomé Neto, apontado como um dos “arapongas” do grupo de Cachoeira. Igual a Andressa, Joaquim Gomes diz que ficará em silêncio. O presidente da CPI também oferece a possibilidade de falar, caso a sessão seja transformada em reunião secreta. “Não fui denunciado nesse processo. Não tenho nada pra colaborar. Não conheço de nada. Acho que foi por isso que o Supremo me deu essa prerrogativa (de ficar em silêncio)”. O presidente da CPI insiste que sua colaboração pode ser importante. “Eu vou continuar calado, não vou responder”, insiste.

11h37 – Parlamentares reagiram à declaração de Andressa. Senadora Kátia Abreu (PSD-TO) reagiu de forma agressiva e perguntou se nem a sua interpelação seria respondida (de que teria sido ameaçada), mas a noiva de Cachoeira apenas respondeu que ficaria em silêncio. “Mentirosa”, falou a senadora, já quando Andressa Mendonça deixava a sala.

11h33 – Andressa Mendonça é questionada pelo senador Vital do Rêgo se deseja colaborar com a comissão e responder às perguntas dos parlamentares. “Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio”, responder Andressa Mendonça. O senador pergunta se a sessão for transformada em reunião de caráter secreto, sem a presença da imprensa, ela colaboraria. “Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio”, repetiu.

11h31 – Presidente da comissão chama a noiva de Cachoeira, Andressa Mendonça, para entrar na sala da sessão. Ela foi convocada na condição de investigada, não de testemunha.

11h15 – Parlamentares ainda tratam de temas administrativos e cobram mudanças na forma como os integrantes da comissão acessam as informações relativas à investigação da comissão. Pedem menos burocracia.

10h56 – Parlamentares fazem uso da palavra para discutir questões administrativas da CPI.

10h36 – Senadora Kátia Abreu (PSD-TO) pede a palavra rebate as informações de que a noiva de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, teria dito que divulgaria um dossiê também contra ela para tentar “calar” a parlamentar. “Se essa senhora resolver falar, eu gostaria que ela iniciasse esclarecendo (…) e mostrasse fotos que mostrassem que eu me encontrei com Cachoeira”. “Isso é álibi dos cínicos. Não tenho medo dela”. “A partir de agora ela deixa de ser musa da CPI e passa a fazer parte de uma nova dupla: Cachoeira e Cascata.” “Ela não vai me intimidar. Não devo, não temo.” “Carminha e Max, só na TV. Não vão jogar meu nome no lixão, não”

10h27 – O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), abre a sessão da comissão. É a primeira sessão após o recesso parlamentar.
 

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