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CPI do Cachoeira rejeita relatório final

Ricardo Chapola

18 de dezembro de 2012 | 09h56

O Estado de S. Paulo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários  rejeitou nesta terça-feira, 18, o relatório final da lavra de Odair Cunha (PT-MG) por 18 votos a 16.  O texto pedia indiciamento de 29 pessoas, dentre elas o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT) e o ex-senador Demóstenes Torres.

Em seu voto, o senador Alvaro Dias (PSDB) disse que votar no relatório é seria ser a favor do “chover no molhado”. “O que está ausente nesse relatório é mais significativo do que consta. O que consta já está encaminhado ao MPF. Estamos chovendo no molhado”.

Da bancada a favor do relatório, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL) disse que a CPI perdeu muitas oportunidades ao longo de sua existência. ” A CPI perdeu oportunidades quando suspendeu as sessões em setembro. Perdeu oportunidades quando não quebrou o sigilo das empresas suspeitas por envolvimento no esquema. A CPI perdeu oportunidade quando não investigou os governadores que tiveram relação ou com Cachoeira ou com as empresas ligadas a ele”, afirmou.

Acompanhe os principais momentos da sessão: 

12h53: “Eleição no meio da CPMI nos impediu de ter uma tranquilidade política. Partidarizou decisões internas”, afirmou Pitman.

12h44: CPI discute voto em separado do deputado Luiz Pitman (PMDB).

12h29: Por unanimidade, parlamentares aprovam o compartilhamento de todo o acervo documental da CPMI com o MPF e a Procuradoria-Geral da República.

12h24: Parlamentarem agora votam pela quebra de sigilo de empresas suspeitas no esquema chefiado por Carlinhos Cachoeira.

12h11: “Está rejeitado o relatório”, anunciou o presidente da comissão. Foram 18 votos contra o relatório final da CPI. A favor, foram 16 votos.

12h: O presidente da comissão colhe os votos.

11h59: Em seu voto, o senador Alvaro Dias (PSDB) disse que votar no relatório de Odair Cunha é ser a favor do “chover no molhado”. “O que está ausente nesse relatório é mais significativo do que consta. O que consta já está encaminhado ao MPF. Estamos chovendo no molhado”.

11h55: “Nós vamos encaminhar esse relatório para o MPF. Tem que votar no relatório mesmo que esteja aquém”, completou Rodrigues.

11h53: O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), em seu voto em favor do relatório final, disse que a CPI perdeu muitas oportunidades ao longo de sua existência. ” A CPI perdeu oportunidades quando suspendeu as sessões em setembro. Perdeu oportunidades quando não quebrou o sigilo das empresas suspeitas por envolvimento no esquema. A CPI perdeu oportunidade quando não investigou os governadores que tiveram relação ou com Cachoeira ou com as empresas ligadas a ele”, afirmou.

11h42: “Nós não podemos votar um relatório que não mostra firmeza nas suas palavras. Este relatório não está hiperativo”, argumentou o deputado Silvio Costa (PTB), sem seu voto contra o relatório.

11h33: O deputado Odair Cunha (PT), relator, disse que retirou do relatório final a análise das condutas da Procuradoria-Geral da República e de jornalistas citados na primeira versão. Segundo Cunha, o relatório tem três vértices: a investigação do contraventor Carlinhos Cachoeira, do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e a Delta Construções. “É o núcleo do nosso relatório”, afirmou.

11h23: O deputado Onyx Lorenzoni (DEM) pede a palavra e solicita que votos pelo relatório sejam nominais. “Aqui tem a bancada de quem quer enterrar e uma bancada que quer investigar”.

11h17: O senador Pedro Taques (PDT-MT) votou favoravelmente ao relatório final do Odair Cunha. “Vejo que esta providência bem tomada vai adiantar e muito o trabalho pra desvendar a corrupção que permeia as empreiteiras”.

11h15: A sessão começa com uma hora de atraso.

 

 

 

 

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