CPI do Cachoeira pode atrasar planos de Dilma, afirma a revista ‘The Economist’
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

CPI do Cachoeira pode atrasar planos de Dilma, afirma a revista ‘The Economist’

Bruno Lupion

04 de maio de 2012 | 16h12

estadão.com.br

SÃO PAULO – A revista inglesa ‘The Economist’ publicou reportagem em sua última edição sobre a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigará as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.

Sob uma charge da presidente Dilma Rousseff vestindo um avental de limpeza e varrendo, cachoeira abaixo, Demóstenes Torres e outras figuras, o texto indica que os trabalhos da CPI devem atrasar alguns planos de Dilma, apesar da “reserva de credibilidade” que ela acumulou com a opinião pública ao adotar uma postura de “linha dura” contra a corrupção.

A revista destaca que essas comissões costumam ser “altamente imprevisíveis” e afirma que, em função dos trabalhos da CPI do Cachoeira, há pouca perspectiva da aprovação de projetos de lei urgentes para o País, como a divisão dos royalties do petróleo do pré-sal entre os Estados. Além disso, o envolvimento da construtura Delta nas denúncias pode atrasar projetos de infraestrutura necessários para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Segundo a ‘The Economist’, no campo político, os assessores de Dilma estão particulamente preocupados com Luiz Antonio Pagot, exonerado no ano passado do Ministério do Trabalho após ser acusado de corrupção. Pagot tem dito que foi forçado a sair do Ministério a pedido de Carlinhos Cachoeira e da Delta. Além disso, Sérgio Cabral, governador do Rio e “aliado próximo” de Dilma, também debe enfrentar questões delicadas, afirma a revista, em função de sua proximidade com Fernando Cavendish, presidente da Delta.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.