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Duas testemunhas permanecem em silêncio em reunião da CPI do Cachoeira

Redação

26 de junho de 2012 | 10h50

estadão.com.br

Após o recesso de uma semana por causa da Rio+20, os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foram retomados na manhã desta terça-feira. Três pessoas foram convocadas.

Primeiro interrogado, Lúcio Fiúza, ex-assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), usou do direito de ficar calado perante à CPI do Cachoeira. Com isso, ele foi dispensando pelo presidente da comissão, Vital do Rêgo.

Fiúza foi convocado para ajudar a esclarecer o episódio da venda da casa onde o contraventor foi preso em fevereiro deste ano e obteve junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de permanecer em silêncio na reunião.

Além de Fiúza, a CPI convocou para depor Écio Antônio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações. Como conseguiu o mesmo recurso, Écio também ficou calado e foi dispensado.

O último a comparecer na CPI do Cachoeira nesta terça-feira é Alexandre Milhomen, arquiteto que trabalhou na reforma da residência em que Cachoeira foi preso./ Com informações da Agência Senado

Acompanhe os principais momentos da sessão:

14h44 – É encerrada a sessão. Nesta quarta-feira, 27, estão previstos os depoimentos de Jayme Eduardo Rincón (ex-tesoureiro da campanha de Perillo); Eliane Gonçalves Pinheiro (ex-chefe de gabinete de Perillo) e Luiz Carlos Bordoni (jornalista autor de denúncias contra Perillo)

14h40 – Relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), faz novas perguntas ao arquiteto. O relator lembra que os meses em que o arquiteto diz ter sido procurado em junho, antes da efetivação da venda da casa do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Nesse momento o relator lê trechos de conversas interceptadas pela Polícia Federal entre o arquiteto e Carlinhos Cachoeira. Na avaliação do relator, fica evidenciado que, ainda que o nome de Cachoeira não conste nos documentos de compra e venda da casa, o imóvel pertencia ao contraventor.

14h33 – Deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) questiona a relevância da participação do arquiteto na CPI, já que a atuação do profissional não interfere na linha investigativa e não trouxe informações importantes. “Quero propor que amanhã de manhã nós façamos reunião administrativa para que possamos mudar o critério, para que testemunhas relevantes possam ficar aqui.” “Amanhã de manhã nós deveríamos sim trazer de volta a convocação de Fernando Cavendish e Pagot.”

14h27 – Deputado Vaccarezza ressalta que o arquiteto foi convocado apenas para contribuir com a CPI e que não via necessidade de o sigilo bancário ser quebrado. Último deputado inscrito para fazer perguntas, Ônix Lorenzoni (DEM-RS).

14h16 – O arquiteto Alexandre Milhomen afirma que nunca tratou abertamente sobre os fatos que envolviam Carlinhos Cachoeira. Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) tem a palavra.

14h12 – Deputado faz perguntas a Alexandre Milhomen, arquiteto que trabalhou na reforma da casa do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), imóvel vendido em meados do ano passado e onde Cachoeira foi preso. O arquiteto afirma que ao aceitar o trabalho no imóvel, já quando não era mais de Perillo, ele não sabia de quem se tratava. O pedido do trabalho do arquiteto teria sido intermediado pela mulher de Cachoeira, Andressa, mas que em nenhum momento afirmou que a casa era do casal, mas emprestada.

14h03 – Senador Randolph Rodrigues (PSOL – AP) também cobra que a votação da convocação de Cavendish e Pagot seja realizada já nesta semana, e não na próxima, como está previsto até o momento. ” Olhemos ao redor, até a imprensa e os fotógrafos já foram embora mais cedo. Essa CPI está enfadonha. A gente não vai adiante. Não é esse o caminho da CPI. Ela precisa dar o próximo passo.”

14h01 – Deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) cobra que seja votada a convocação do ex-dono da Delta Fernando Cavendish e Luís Pagot, ex-diretor de órgão do Ministério dos Transportes, autor de denúncias contra o PT e o PSDB

13h48 – Maurício Quintella Lessa (PR) toma a palavra e diz que se abstém de fazer questionamentos.

13h40  Ele questiona se o arquiteto sabe quanto custou o projeto e  o se as compras poderiam ser transferidas para outra residência. “Inclui mobiliário?” “Não tenho certeza de valores e você pode comprovar com as notas fiscais emitidas. Tirando papel parede tudo pode ser reaproveitado”, respondeu.

13h39 Domingos Sávio (PSDB) toma a palavra e diz que os parlamentares que dizem que Perillo vendeu a casa a Cachoeira querem fazer isso para vincular o governador tucano a Cachoeira.

13h36  Ele então questiona ao arquiteto se ele foi preocurado por deputados ou assessores de deputado para falar sobre as informações que ele trouxe a CPI. “Não e também nunca estive no Palácio de Goiás, também não estive na faculdade e não tenho conhecimento sobre a Pantoja”.

13h35  Ele discorre sobre o papel de uma CPI e diz que é importante o papel da comissão. O parlamentar sugere o uso de acareações na CPI. “É preciso acelerar a acareação entre pagot e Cachoeira, Cavendish e Cachoeira”.

13h31  Mendes Thame (PSDB) toma a palavra.

13h30  Ele faz algumas sugestões de pergunta e diz que não pode fazer por estar usando seu tempo como líder.

13h29  Costa questiona sobre o fato do governador não ter tido que vendeu a casa a Cachoeira ficou estranho. “O senhor Alenxarde comprovou aqui que quem comprou a casa de Perillo foi Cachoeira”, concluiu.

13h26  Silvio Costa (PTB) toma a palavra e diz que o arquiteto contribuiu à comissão. Ele fala sobre os cheques que o governador Perillo recebeu.

13h20  O senhoor sabia que pode ser crime receber de empresa ilícita? “Concessionárias, lojas, etc correm esse risco”, responde.

13h21  Ele questiona sobre o recebimento vindo da Pantoja e o que Cachoeira e Andressa explicaram. Ele responde que os cinco pagamento foram feitos, mas não tem informação sobre a empresa que pagou.

13h19  Pitman diz que o valor de R$ 500 mil para a compra de cortinas e papel de parede devem ser investigado, já que somente a casa custou R$ 1,4 milhão. “Precisamos também dos emails que foram repassados com os valores”.

13h18  Ele questiona então se Alexandre se considera amigo de Andressa. Ele responde que, no exercício do trabalho, se não houver um vínculo o trabalho não é bem feito.

13h12  Deputado Luiz Pitman (PMDB) toma a palavra. Ele diz que os trabalhos da CPI esbarram em parlamentares mariposas. “O erro da mariposa é que ela morre no holofote (…) já vi parlamentar querer usar a palavra para ressaltar a moral e ser desmascarado.”

13h11 É comum uma pessoa pagar reforma em uma casa de outro. “É uma questão que foge a minha resposta”.

13h11  “Como o senhor teve contato com a Andressa?” Ele diz que ela se encantou com um trabalho que ele fez em Goiás e diz que soube que ela era mulher do Cachoeira em um segundo momento.

13h08  “Me espantei com o valor das casa nesse condomínio. Tem casa de R$ 3 ou R$ 4 milhões. É real esse valor?” O lote custa R$ 500 mil reais, está valorizado.

13h05  Ele cita a fala de Cavendish que afirmou que um senador custa R$ 6 milhões. “As provas que temos aqui já o remetem a um processo criminal enorme”, diz.

13h02  O deputado Miro Teixeira (PDT) toma a palavra. Ele diz que a investigação partiu da PF e por isso é uma contradição dizer que o governo federal tem interesse em atrapalhar a comissão.

12h58  Nem uma estimativa? “Penso que mais de R$ 500 mil (…) a cliente tem extremo bom gosto (…) cada um investe no que pode”.

12h57: Para a reforma o trabalho ficou em quanto? “Sou contratado para acompnhar o cliente na escolha (…) tive em várias lojas para escolher o material (…) não me lembro do montante.”

12h55: “Nessa época ela morava em outra casa. Quando cheguei lá a casa estava vazia (…) montei a casa para ela morar um período e a casa ficou pronta em julho”, diz o arquiteto.

12h55: Ela pergunta ao arquiteto: “O senhor foi contratado para o projeto de reforma da casa que foi de Perillo? Quem contratou o senhor?” Andressa Mendonça.

12h51: Deputada Iris de Araujo toma a palavra. “Essa CPMI não está aqui para passar a mão na cabeça de ninguém. Se todos os caminhos levam a Goiás, por que temos que ouvir esse bate boca aqui?”

12h50: Deputado Glauber Braga (PSB) toma a palavra e diz que se continuar o desrespeito visto, ele também vai usar do mesmo método.

12h50: Sávio continua a falar sobre o relator.

12h49: Paulo Teixeira diz que não se pode usar questão de ordem para os questionamentos. O clima esquenta na sessão.

12h49: Deputado Domingos Sávio (PSDB) pede questão de ordem e se manifesta contra o relator, assim como Carlos Sampaio.

12h47: Ronaldo Fonseca (PR) toma a palavra e questiona os métodos de Carlos Sampaio.

12h46: Relator toma a palavra e diz que ele está cumprindo o seu papel. “Não projete em mim o que o senhor está fazendo”, diz ele.

12h44: O deputado cita uma matéria de o Estado e diz que o relator não quis elucidar isso. “Vai haver um puxão de orelha do seu partido?”

12h42: Carlos Sampaio retoma a palavra e diz que o relator assumiu que está cumprindo o papel de investigar o governo de Goiás.

12h40: Pedro Taques indaga se o relator sabia que o senhor Alexcandre teria recebido R$ 10 mil da Pantoja.”temos recebido variadas formas de informação. Ficamos sabendo.

12h40: O senador diz que é preciso convocar Pagot e Cavendish para esclarecer.

12h34: Alvaro Dias (PSDB) toma a palavra e diz que o governo federal se apoderou de uma organização criminosa. “Há recursos do governo federal que partiram do Dnit para as contas da Delta no Rio que então foram para a Alberto Pantoja”.

12h33: Os áudios da PF nos revelam os nomes de quem deveríamos chamar. Por isso, o snehor Alexandre Milhomem está aqui.

12h29: Relator toma a palavra e diz que quer compreender a extensão da organziação criminosa de Cachoeira e que as pessoas ligadas ao Perillo foram chamadas porque há muito indícios de que o esquema funcionava no Estado de Goiás.

12h28: Ele diz ao relator que ele deve mudar a posição, senão toda vez que tomar a palavra ele usará para questionar o posto do paralmentar.

12h21: Ele questiona a postura do relator e diz que ele está cumprindo uma missão partidária em nome do ex-presidente Lula.

12h18: O deputado Carlos Sampaio (PSDB) toma a palavra e diz que a vinda de Alexandre é descabida. “A convocação e o requerimento priorizado deprecia e muito o papel de uma CPI”.

12h17: O senhor conhece o Walter Paulo? Não. Conhece o Écio Ribeiro? Não.

12h17: Para o segundo serviço, quanto o senhor cobrou? Como foi interrompido, Andressa me disse que faríamos um acerto depois. O cliente ficou com crédito.

12h15: Quem o ajudou no projeto? Meu funcionário Derli, arquiteto do escritório.

12h14: Quanto o senhor cobrou para o projeto? Na primeira eta´pa 5 parcelas de 10 mil reais. Mas parou no anteprojeto. Quando foi para executar, o cliente parou.

12h11: A senadora Vanessa Grazziottin (PCdoB) toma a palavra. Depois de elogiar o arquiteto por ter vindo à comissão, diz que há razões para o seu depoimento.O período de reforma e decoração da casa de cachoeira não coincide, diz ela.

12h10: O senhor recebeu como? “Não me lembro, tenho que verificar no extrato bancário”, diz ele.

12h09: Alexandre diz que como foi decidido que os proejtos seriam feitos depois, tudo foi acertado com Andressa por email “Ela me inspirou confiança”.

12h08: Ele pega o requerimento que convocou Milhomem e diz que em nenhum ponto o documento justifica a presença do arquiteto na comissão. “o senhor tem cópia do contrato?” Ele responde que pelo primeiro projeto (a casa que não saiu do papel) não foi feito um contrato.

12h06: O deputado Ruben Bueno (PPS) toma a palavra e diz que é preciso convocar Cavendish.”Os que querem ser ouvidos a CPI não convoca”.

12h05: O relator avisa que foi contratado para trabalhar em uma casa emprestada e afirma que ninguém gasta valores altos para reformar ou decorar uma casa que não é de sua propriedade.

12h00: O senhor conhecia Carlos Cachoeira? Não sabia quem eram eles. Sabia que era empresário.

11h59: Alexandre diz que montou a casa em julho e diz que não esteve em maio na casa. “posso ter ido, mas não lembro”.

11h56: O relator cita uma ligação de Alexandre com Cachoeira em 9 de maio e questiona se com, trânsito livre nos comdomínios de Goiânia, ele não teria confundido a data. “Não sabia direito que casa era (…) entro sozinho no condomínio e quando tem mais gente é preciso autorização.”

11h55: Quando o senhor esteve no condomínio para ver a casa? “Tenho acesso livre aos 4 condomínios Alphaville”, afirma.

11h53: Ele explica que Andressa o contratou a princípio para construir uma casa. Não deu certo e ela me disse que me contrataria para outro projeto. Foi entre fevereiro e março de 2011.

11h52: No caso do condominio Alphaville quantas casa o senhor reformou? Acho que duas.

11h51: O senhor indica lojas para os seus serviços? Sim, responde.

11h50: Em Goiània o senhor tem algum arquiteto que trabalha com o snehor? Não, responde.

11h50: Onde o senhor trabalha? Na região do Pará.

11h49: Por ter trabalhado na casa, o snehor foi chamado a vir aqui na comissão. Desde quando o senhor é arquiteto. “Há seis anos sou arquiteto”.

11h47: Ele fala sobre as acusações que pesam sobre os chamados a depor. “Eles poderiam esclarecer fatos que contam contra eles”.

11h44: O relator da CPI Odair Cunha (PT) toma a palavra. “Temos a tarefa de buscar estabelecer vínculo de pessoas que vêm nessa CPI da organização criminosa”.

11h42: Milhomem toma a palavra e diz que sua presença na CPI era para falar sobre a reforma da casa de Perillo. Ele diz que não conhece ao governador de Goiás e tampouco sabia que a casa era dele. “Fui contratado pela senhor Andressa Mendonça para fazer uma casa provisória (…) apensa fiz decoração interna, não considero reforma”.

11h40: Alenxandre Milhomen é chamado a ir à Mesa.

11h38: O presidente dispensa o depoente.

11h38: Ele diz que permanecerá em silêncio.

11h37: Écio Antônio Ribeiro é chamado à Mesa.

11h35: Silvio Costa (PTB) toma a palavra e diz que estão perdendo tempo.

11h33: O presidente da comissão retoma a palavra e diz que o rito usado foi estabelecido pela comissão. Ele diz que o assunto pode ser discutido novamente. Vamos chamar o novo depoente e diz que se ele permanecer calado será preciso rever esse rito.

11h29: Parlamentares discutem a regra que dá aos depoentes o direito de permanecer em silêncio.

11h20: Iris de Araujo (PMDB) pede a palavra e afirma que como o governador Perillo teria terceirizado as explicações das denúncias, ela manifesta repúdio em relação à saída de Fiúza.

11h19: Vital do Rêgo dispensa Lúcio Fiúza.

11h16: Os parlamentares chamam a atenção para o rito da comissão que diz que quando o depoente não fala, em tese, ele deve ser dispensado.

11h15: Ele diz que usará o seu direito constitucional de permanecer em silêncio.

11h13: O vice-presidente Paulo Teixeira lembra que o deponete está amparado por um habeas corpus, mas diz que ele tem 20 minutos para falar e depois cada parlamentar tem 5 minutos.

11h09: Lúcio Fiúza é chamado a ir à mesa.

10h59: Randolfe pede para que a reunião sobre o recesso seja adiantada e pede que seja revisto o requerimento para convocar o ex-presidente da Delta Fernando Cavendish.

10h57: O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) toma a palavra.

10h56  Ele também diz que a comissão deverá votar a questão do recesso da comissão. “Será decidido por vocês na próxima reunião (…) o recesso é constitucional”.

10h55  Vital do Rêgo fala sobre o pedido de áudios feitos por Dias e diz que isso era papel do presidente da CPI fazer. “Eles estão em juízo e chegam amanhã”.

10h53  Vital do Rêgo diz que tem enviado constantemente ao Banco Central o acesso aos documentos atrasados e afirma que entregará o relatório com todos o que estão atrasados. “Não há blindagem. A CPI tem agido. Se houver, a presidência é a primeira a assumir”.

10h52  Amanhã a comissão terá um relatório completo.

10h50  Vital do Rêgo diz que acolhe as questões de ordem do senador.

10h50 “Porque até agora a PF não nos encaminhou os videos obtidos na casa do ex-cunhado de Cachoeira?”, questiona Dias.

10h48: “Há uma organização de blindagem que está na antesala da comissão (…) de quem parte essa blindagem?”, questiona Dias.

10h45  Senador Alvaro Dias (PSDB) toma a palavra e diz que fala em nome do partido. “Nos surpreende procedimentos adotados antes que se chegue ao Congresso Nacional (…) não conheço na histórias da CPI as dificuldades aos documentos requeridos (…) as informações chegam incompletas quando chegam”.

10h38  O senador fala sobre a notícia de que um assessor seu Rui Brito teria ligações com Cachoeira e lê documento com declarações dele. “Encaminhei a delegados e procuradores um pedido de esclarecimentpo específico quanto a existência de ligações com a rede de Cachoeira”

10h36 – O presidente Vital do Rêgo declara a sessão aberta.

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