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Empresário depõe e diz estar ‘envolvido em processo de inimigos do governador’

Lilian Venturini

05 de junho de 2012 | 10h19

estadão.com.br – Atualizada às 16h

Depois da professora e proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações Sejana Martins permanecer calada durante o seu depoimento, o deputado Paulo Teixeira encerrou a sessão da CPMI do Cachoeira. Embora tenha ficado quieta nas perguntas finais , Sejana declarou não conhecer Cachoeira e negou qualquer vínculo da empresa Mestra com a organização montada por Cachoeira. Antes dela depôs o empresário Walter Paulo Santiago, proprietário da Faculdade Padrão, que diz ser o comprador da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Santiago, que terminou o seu depoimento dizendo estar envolvido em um processo de ‘inimigos do governador (Perillo)’ apresentou versão diferente da apresentada pelo governador para a transação da compra. A sessão durou pouco mais de três horas.

O governador Perillo vinha informando ter recebido três cheques, que totalizavam R$ 1,4 milhão, pelo negócio. Os cheques pertenceriam a um parente de Carlinhos Cachoeira. A prisão do contraventor, em fevereiro deste ano, ocorreu nesse imóvel. Em seu depoimento à CPI, no entanto, o empresário disse ter pago o imóvel em dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) explorou a contradição entre a versão de Perillo e a de Santiago para pedir a quebra de sigilo do governador de Goiás. “Isso é suficiente para abrir o sigilo de Perillo”, afirmou.

A transação teria sido intermediada por Lucio Fiuza, que se apresentou como representante do governador, e Wladimir Garcez, que teria atuado como corretor. “Reafirmo que em momento algum estive em contato com o governador para negociar o imóvel”, disse o empresário, acrescentando que não tem o “hábito de trabalhar com cheques”. O imóvel está registrado em nome da empresa Mestra, administrada pelo empresário.

O processo de compra começou em fevereiro de 2011, quando manifestou interesse pelo imóvel, mas o pagamento ocorreu em julho desse ano. Segundo ele, a pedido de Wladimir Garcez, a entrega da casa foi adiada e só ocorreu em março deste ano. Garcez é apontado pela Polícia Federal como braço direito de Cachoeira.

Depoimentos. Os membros da CPI do Cachoeira chegaram a convocar outras testemunhas  ligadas ao governador de Goiás para ouvir nesta sessão. Ex-chefe de gabinete do governador  Eliane Gonçalvez Pinheiro, também convocada, não compareceu à sessão por motivos de saúde. Sejana Martins, proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações, foi a última a ser ouvida, porém declarou que se resguardaria ao direito de ficar calada. Convocado, Écio Antônio Ribeiro, o único sócio remanescente da empresa, não falou. A Mestra consta, em cartório, como a proprietária da casa do governador.

Abaixo, os principais momentos da sessão:

15h40 – O deputado Paulo Teixeira encerrou a sessão.

15h36 – A senhora se desligou em 15 de julho da empresa Mestra, dois dias depois de a casa adquirida pela Mestra ser registrada em nome de Perillo. Ao deixar a empresa a senhora vendeu sua cota de participação? “Não tinha conhecimento das negociações”, diz ela.

15h35 – Questionada sobre a relação do empresário Walter, ela diz que ficará calada.

15h33 – O vice-presidente da sessão questiona Sejana. É socia de alguma outra empresa além da sua? Não. Qual o papel da senhora na Mestra? A ideia era compra e venda de imóveis. Sobre a negociação da compra da casa de Perillo? Não tenho informação nenhuma.

15h28 – A proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações Sejana Martins presta depoimento e diz que usará o seu direito de permanecer em silêncio.

15h24 – A testemunha Walter Paulo de Oliveira Santiago diz que está trabalhando em processo de “inimigos do governador”.

15h16 – O deputado diz que o empresário assinou um documento dizendo que abriria mão do IPTU.

15h15 – Sobre a venda da casa. Por que o senhor abriu mão do IPTU?, pergunta o deputado. O senhor sabia que o senhor Carlos Cachoeira pagaria ao senhor? Não

15h10 – O Cachoeira era sócio oculto do senhor? Não.

15h07 – Deputado Onix Lorenzoni toma a palavra e pergunta sobre o faturamento da empresa Mestra em 2009, 2010 e 2011? Ele diz que enviará os dados por advogados.

15h07 – Eu tinha impressão que ele ia pagar. Ele não tinha pedido ao Cachoeira e sim a uma amiga dele. Na nossa negociação ficou certo 45 dias. Quando cobrei ele disse que deixaria a casa em 15 de fevereiro. Aí ele foi preso e depois disso eu não falei mais com ele.

15h06 – A casa era para valorização. Ela ficando sem despesa estaria valorizando. Foi uma combinação com o senhor Garcez vender a casa e só entregar em 45 dias. Foi tudo combinado antes.

15h05 – O senhor comprou a casa por R$ 1,4 milhão? Sim. Gostaria de entender como o senhor comprou a casa e deixou alguém morar lá por 7 meses. Por que o Cachoeira ficou lá por 7 meses sendo que ele não tem nenhuma relação com o senhor?

14h59 – O que nos interessa aqui é a investigação da associação criminosa de Cachoeira. “O senhor comprou e pagou em espécie em nome da Mestra ao governador Marconi Perillo R$ 1,4 milhão. Perillo tinha dito que vendeu a casa ao Cachoeira. Depois apareceu a versão de 3 cheques de R$ 1,4 milhão pagos ao sobrinho de Cachoeira. Pelo o que eu sei o senhor passou a casa para o nome da Mestra. Ele pergunta: O senhor pagou a casa em cheque? Não, respondeu. Paguei em dinheiro. Vaccarezza então diz que isso é suficiente para abrir o sigilo do governador Perillo.

14h56 – Cândido Vaccarezza toma a palavra.

14h54 – Randolfe diz que quem pagou foi Cachoeira. “Se pagou, ele pagou pouco, porque não me pagava aluguel”, diz o empresário.

14h52 – Quando o senhor passaria a casa para sua filha? Quando ela casasse. Randolfe então pergunta se ele sabia que tinha outra pessoa fazendo uso da casa. “Eu comprei a casa pela (empresa) Mestra, depois de anos eu mostrei a intenção de comprar a casa para quando minha filha casasse”. Randolfe pergunta sobre o IPTU: o senhor pagou? “Esse ano eu não paguei”.

14h50 – Randolfe diz que acha esranha a relação da empresa e da casa, que seria um presente a sua fulha. Ele responde que a criação da Mestra foi em 2006 e a casa foi há alguns meses (…) a casa foi com o intuito de gerar dinheiro.

14h49 – O senador Randolfe pergunta a empresa mestra? “Ela não tem função educacional e sim de investimento. Os proprietários são pessoas que me ajudaram muito. Errei, mas a minha intenção era ter uma empresa para ajudar quem me ajudou muito.”

14h48 – O vice-presidente da sessão questiona: “Quem trouxe os documentos à CPI?”. Foi um outro advogado, diz o empresário.

14h47 – Randolfe novamente pergunta sobre a origem do dinheiro. O empresário se exalta e diz que respondeu 12 vezes à pergunta. Depois de ser acalmado pelo presidnete da sessão, ele diz que mandará os documentos à CPI. Randolfe pergunta sobre quando virá o documento. “Eu mandie antes, mas houve um desvio por culpa minha. Fui tão honesto que mandei antes. Não chegou.”

14h44 – Randolfe pergunta sobre o casamento da filha que seria presenteada com a casa. “Ela não casou”. Randolfe novamente questiona sobre a casa, que seria dada de presente de casamento da filha. “Comprei para um eventual presente”, disse o empresário.

14h43 – Randolfe pergunta se o empresario é amigo do Wladimir Garcez? Sim. O senhor pagou quanto pela casa? “R$ 1 milhão e 400” Mesmo assim o senhor não pegou a casa, porquê? “Por palavra de homem. Ele (Garcez) disse que ficaria na casa por 4 meses mas ficou por 7, por que a sua benevolência? “Porque eu não precisava da casa.”

14h42 – Ele lembra artigo da Constituição que diz que mentir sobre juramento é crime.

14h40 – Senador Randolfe Rodrigues toma a palavra

14h39 – Deputado diz ao presidente da sessão que é preciso ficar registrado que o empresário afirmou ter toda a documentação fiscal que registra a saída do dinheiro da faculdade para a compra da casa

14h36 – Existem relações comerciais de seus filhos com o senhor Carlos Cachoeira? “De espécie alguma.”

14h34 – Deputado Paulo Foleto pergunta porque ele comprou a casa de Marconi Perillo? E se mantece contato ou negócios com Walter Garcez? “Deixo de responder esta pergunta sobre caixa dois para que possamos ter respeito entre todos (…) além da casa nunca tive nenhum negócio com ele.”

14h32 – Porque houve uma demanda judicial em torno dos sócios do Clube? “20 sócios entraram e o juiz manteve o contrato de parceira com o Joquei.”

14h31 – Deputado Rosinha diz que a importância do Joquei nos negócios é por conta da compra de títulos feito pelo empresário e por Carlos Cachoeira para entrar no Joquei e ter a maioria de votos para usar a área. Segundo Rosinha, o Dr Paulo diz que pagou com dinheiro em espécie. Ele pergunta a Walter Paulo: “Quantos títulos o senhor comprou? “Não lembro, sei que gastamos milhares de reais para tentar reformar o Joquei e não conseguimos por causa dessa intriga.”

14h29 – O senhor contratou a Dra Flávia mesmo sendo recém formada e inexperiente? “O senhor fala da mulher do senador Demóstenes? Não (…) essas denúcnias acontecem para nos prejudicar. Eu não contratei a Dra Flávia”, diz o empresário.

14h28 – Sobre o Joquei Clube, que não tem donos e sim sócios. Quantos sócios tem o Joquei Clube? Não sei. O senhor comprou os títulos do Joquei. Como pagou? “Em dinheiro”. A concessão do uso do terreno do Joquei está em nome de quem? “Deixo de responder mas mando a vocês a documentação”, respondeu.

14h26 – Ele foi padrinho de dois filhos seus? Sim. Conhece Jaime Rincão? Não.

14h25 – Conhece Rosane Pugluisi? Não, nem o nome ouvi falar. Há quanto tempo conhece o gfovernador Marconi Perillo? Desde a época que ganhou eleição e foi governador. Antes eu não conhecia.

14h21 – Empresário é questionado sobre quantos funcionários tem a empresa mestra. “Tirando o contador, mais a pessoa que mexe (…) só eu (…) não tem salário, não tem transações. “A empresa só fez dois negócios.

14h14 – O empresário Walter Paulo afirmou ter tido contado apenas uma vez com o deputado Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e teve cinco almoços com o contraventor Carlinhos Cachoeira, antes do processo da compra da casa do governador Marconi Perillo (onde o contraventor foi preso). “Nunca tive acordo com Cachoeira. Nem pra (venda) da casa nem pra qualquer outra coisa”, afirmou o empresário.

14h04 – A sessão foi retomada. Há ao menos mais seis parlamentares inscritos para fazer perguntas ao empresário Walter Paulo.

13h58 – A pedido do empresário Walter Paulo, a sessão foi interrompida por três minutos.

13h55 – Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questiona se o depoimento do empresário Walter Paulo não é contraditório quando diz que participou da venda, mas a casa não é dele. “Nunca disse que a casa é minha. Tenho intenção de, quando tiver dinheiro, de comprar para minha filha”, respondeu o empresário reafirmando que a proprietária da casa é a empresa Mestra, por ele administrada. Walter Paulo disse novamente que coloca seu sigilo à disposição.

13h08 – O empresário diz que o recibo de compra na casa foi assinado por Fiúza e Garcez. “No nosso meio existe honestidade, existe credibilidade”, disse Walter Paulo ao responder ao deputado Silvio Costa se havia procurado o governador para se certificar sobre a compra do imóvel.

13h04 – Deputado Silvio Costa (PTB-PE): “O governador Perillo diz que recebeu três cheques. O senhor diz que pagou em espécie. Quem está mentindo?”, perguntou o deputado em tom exaltado, já conhecido do parlamentar. “Eu paguei em dinheiro. Não sei nada de cheque. Não conheço esse moço do cheque”, respondeu o empresário Walter Paulo.

12h50 – Deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP): “O que discutimos é se esse negócio da compra do imóvel foi lícito ou ilícito. Perguntaria o seguinte: O senhor considera que fez um negócio de boa fé? O senhor considera que o governador marconi perillo fez uma venda de boa fé.” O empresário respondeu: “Sim, fez uma venda de boa fé.” Para o deputado, o que deve ser investigado é o “meio dessa história”, o que teria ocorrido na intermediação da compra da casa.

12h45 – Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) diz ao empresário Walter Paulo que a versão apresentada por ele para explicar a compra da casa é a mesma da apresentada pelo governador Marconi Perillo. “Agradeço a vossa senhoria pela contribuição.”

12h40 – Questionado pelo senador Pedro Taques, o empresário Walter Paulo afirmou ter recebido da compra da casa, Lucio Fiúza e Wladimir Garcez.

12h11 – Senador José Pimentel (PT-CE) perguntou de quem o empresário, efetivamente, comprou a casa, se do governador Marconi Perillo ou de Wladimir Garcez (a quem o governador afirma ter vendido). “Pra mim, eu comprei do senhor governador. Mesmo o senhor Wladmir, me disse que era do senhor governador.”

12h – O empresário afirmou não ter feito doações às campanhas de Marconi Perillo e do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).  Se comprometeu a fornecer os sigilos bancários, fiscal e telefônico da empresa Mestra. Agora os demais parlamentares membros da comissão poderão fazer perguntas a Walter Paulo.

11h55 – O empresário Walter Paulo afirmou não ter sacado o dinheiro usado para pagar a casa. O valor foi entregue pelo contador da Mestra, que, segundo ele, foi emprestado de uma de suas empresas. O empresário não soube informar de qual, mas assegurou que as informações seriam repassadas depois à comissão.

11h47 – Empresário confirmou que, além do valor pago pela casa, ele deu R$ 100 mil de comissão a Wladimir Garcez. A negociação ocorreu em julho de 2011. Sobre a Mestra: “Tenho documentação para administrar (a empresa)”.Segundo ele, a nomeação como administrador ocorreu antes que a empresa tivesse feito qualquer negócio.

11h43 – Relator questiona informação da Polícia Federal de que a compra teria sido feita por três cheques em nome de um sobrinho de Cachoeira. “Desconheço os cheques. Paguei em dinheiro”. À CPI, Wladirmir Garcez disse ter entregue ao governador três cheques. O empresário Walter Paulo, no entanto, diz desconhecer essa informação e que deu o valor em dinheiro a Wladimir Garcez e Lucio Fiúza. “Se recebeu cheques, não foi de mim.”

11h37 – O empresário Walter Paulo afirmou que Carlinhos Cachoeira (preso na casa comprada por ele) não tem qualquer ligação com a empresa Mestra.  “Minha relação com o governador (Marconi Perillo) nunca foi de intimidade. Nunca frequentamos a casa um do outro”, completou. Agora o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), faz perguntas ao empresário.

11h29 – Walter Paulo lê seu depoimento e lembra que, apesar dos problemas de saúde, irá colaborar com os parlamentares. “Me entristece ver meu nome honrado por toda uma vida ser levianamente denegrido por boatos não explicados em razão da compra do imóvel do senhor Marconi Perillo.” “Fui procurado pelo senhor Wladimir Garcez e manifestei interesse em comprá-lo (o imóvel), mas que só poderia pagar os R$ 1,4 milhão em 2011. Exigi que o pagamento fosse feito diretamente ao proprietário do imóvel ou a um representante. O dinheiro foi feito em moeda corrente em 12 de julho de 2011 ao senhor Lucio Fiúza e Wladimir Garcez. Ao que consta, o imóvel foi adquirido de Marconi Perillo, na maior forma legal. Reafirmo que em momento algum estive em contato com o governador para negociar o imóvel. Tudo foi feito pelo senhor Wladimir. Ele teria atrasado a entrega do imóvel. No fim do 2011 cobrei a entrega do imóvel.” A aquisição se deu por escritura pública. “O negócio é legal e cristalino’. Foi minha a orientação para a abertura dessa empresa de investimento, com objetivo de gerar lucros aos proprietários. Uma vez que eles sempre contribuíram pela Universidade Padrão, outra empresa por mim administrada.” “O imóvel foi negociado por mim e pago pela empresa Mestra. Não tendo os proprietários da Mestra qualquer responsabilidade. Essa é a verdade sobre a compra dessa casa, a qual a Mestra não tem mais interesse em manter a compra como investimento.”

11h17 – Deputado Paulo Teixeira começa a ler o requerimento para ouvir Walter Paulo Santiago na condição de testemunha. Walter Paulo é empresário e um dos proprietários da Faculdade Padrão, para quem Perillo vendeu a casa. O empresário terá 20 minutos para falar. Parlamentares solicitaram que o empresário assine o juramento de compromisso de dizer a verdade à comissão.

11h14 – Senador Jayme Campos (DEM-PT): “Qual o critério de aprovação de requerimentos? Uns são aprovados a toque de caixa, outros são postergados.” O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) o respondeu: “Creio que a presidência tem conduzido com muito equilíbrio os debates, as decisões. O fato é que a CPI é feita de reuniões administrativas, mas também feita de oitivas. Muitas vezes não temos nas reuniões de outivas, tempo de fazer as administrativas. O presidente efetivo deverá oferecer um calendário de requerimentos na semana que vem”.

11h08 – O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) indicou dispositivo no regimento do Senado que regulam a pauta de trabalho de uma CPI e que, nesse caso, justificam a transferência dos requerimentos para a próxima sessão. O senador afirmou que não há “quem tema” o ex-diretor Luiz Antonio Pagot e que após a ida dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), a convocação do ex-diretor pode ser votada.

11h04 – Parlamentares ainda debatem sobre a decisão do presidente em exercício da CPI de não votar novos requerimentos de convocação e de quebra de sigilo. Senador Pedro Tasques (PDT-MT): “O senhor não pode se subtrair das decisões. Temos visto, reiteradas vezes, a presidência e a relatoria tomar decisões sem consultar o colegiado. A presidência não pode decidir se nós teremos ou não uma sessão ao seu juízo. O regimento está sendo violado.”

10h54 – O presidente em exercício da CPI justificou novamente a sua decisão de não abrir a sessão para votação de requerimentos. A conduta, segundo ele, está prevista no regimento do Senado e caberá ao presidente efetivo dar prosseguimento aos pedidos. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) também manifestou descontentamento e acusou o deputado Paulo Teixeira de fazer “controle absoluto” da CPI. “Discordo da vossa excelência. E, ao adiar para uma semana (esses requerimentos), não vejo prejuízo a essa CPI”, rebateu o deputado Paulo Teixeira, que reafirmou que a sua decisão é “irrecorrível”.

10h47 – O presidente em exercício da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), informou no início da sessão que, em razão da ausência do senador Vital do Rêgo, não transformaria a reunião em sessão administrativa – que permite a votação de requerimentos de novas audiências, quebras de sigilo etc. O senador Randolph Rodrigues (PSOL-AP) criticou a decisão do vice-presidente. “Temos carência de requerimentos que necessitam de liberação”, disse o senador, mencionando pedidos de quebras de sigilo de outras empresas ligadas ao contraventor Carlinhos Cachoeira e requerimento de outras testemunhas, entre eles o jornalista Luiz Carlos Bordoni (que afirma ter recebido dinheiro de Cachoeira por serviços feitos na campanha de Perillo) e o ex-diretor do Denit Luiz Antonio Pagot (que no fim de semana acusou políticos do PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão que dirigiu para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2).

10h31 – Deputado Silvio Costa (PT-PE) pediu a palavra para pedir desculpas pelo episódio ocorrido na última sessão, quando discutiu com o senador Pedro Taques (PDT-MT) e lhe dirigiu palavrões. “Não repetiria as palavras chulas, que não fazem parte do meu vocabulário. Agora, reitero todas as palavras que disse ao senador, ao ex-senador lá, Demóstenes”, disse.

10h25 – A sessão é aberta pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente do CPI, comandará a comissão nesta semana durante a ausência do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI, mas de licença médica.

 

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