As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Dinheiro da campanha de Perillo é de caixa 2, diz jornalista à CPI

Lilian Venturini

27 de junho de 2012 | 09h34

Ricardo Britto, da Agência Estado, e Lilian Venturini, do estadão.com.br –  atualizado às 18h51

Embora tenha agendado o depoimento de três pessoas, a sessão da CPI do Cachoeira desta quarta-feira, 27, contou apenas com o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni, que atuou em campanhas de Marconi Perillo (PSDB) e Demóstenes Torres (ex-DEM/sem partido). Em quase 8 horas de depoimento, Bordoni afirmou ter recebido “dinheiro sujo” para quitar uma dívida de campanha do governador de Goiás e chegou a dizer que Cachoeira tem um “governo paralelo” e que o “jogo do bicho”, uma contravenção penal, é comum no Estado. “Ele corre frouxo em Goiás”, afirmou.

Um dos pontos polêmicos da sessão foi quando o jornalista colocou em questão a origem dos recursos recebidos por ele para a prestação de serviços a Perillo. “Eu trago aqui a verdade dos fatos. Pelo meu trabalho limpo eu fui pago com dinheiro sujo”, disse, durante a sessão desta quarta-feira, 27, Bordoni. O jornalista faz referência a depósitos que foram feitos por empresas ligadas ao grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Assim como na reunião desta terça-feira, 26, a sessão foi marcada por acusações feitas pela oposição de que o andamento da CPI está sendo prejudicado pelo presidente, que é do PT. Segundo os parlamentares, o presidente interino Paulo Teixeira (PT-SP) estaria defendendo o depoente. No final, o relator Odair Cunha (PT-MG) disse que eram inconsistentes as acusações de que o jornalista tenha cometido crime por sonegar impostos. “Há no direito tributário um recurso que não qualifica como crime um tributo não pago”, pontuou.

Em abril de 2010, o jornalista afirmou ter fechado verbalmente numa conversa com Perillo sua atuação da campanha, na área de rádio. Sem contrato, ele disse que acertaram que a participação seria de R$ 120 mil na campanha e R$ 50 mil de bônus pela vitória. Segundo o jornalista, R$ 80 mil foram pagos durante a campanha, metade deles pagos em espécie pelo governador – o dinheiro estaria num envelope amarelo, guardado dentro de um frigobar. Bordoni disse que, parar receber o restante da dívida, repassou a conta de sua filha, Bruna, para o ex-assessor especial de Perillo Lúcio Fiúza. “Ao Lúcio foi dado a conta de Bruna. Não a cascatas ou a cachoeiras”, disse. No dia 14 de abril de 2011, ele afirmou que a conta da filha recebeu em um depósito de R$ 45 mil feito pela Alberto & Pantoja. O restante foi pago pela Adécio & Rafael Construtora e Terraplanagem.

O jornalista, que colocou à disposição da CPI seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, disse nunca ter se preocupado “quem depositou” os recursos. “Para que e por que eu iria mentir, meus amigos? Eu fiz um pacto com meu amigo Marconi. Quem tem amigos como tal, não precisam de inimigos”, afirmou. Para ele, Perillo “faltou com a verdade” no depoimento que prestou à CPI, negando o caixa dois da campanha.

Bordoni, que trabalha para o governador desde 1998, desafiou Perillo a sustentar a versão de que só recebeu R$ 33 mil na campanha, por meio da empresa Arte Mídia. O jornalista mostrou o contrato que o governador disse ter firmado com ele. E ressaltou que o documento não traz qualquer menção a ele. “Se os senhores identificarem neste papel onde está escrito o meu nome, eu engulo esta folha”, afirmou.

Outros depoentes. Na sessão desta quarta, estavam previstos os depoimentos de Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha do governador em 2010, e Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo. A defesa de Jayme Rincón, no entanto, pediu adiamento do depoimento alegando motivos de saúde. Já ex-chefe de gabinente do governador compareceu, mas fez uso do direito constitucional de ficar em silêncio. Rincón é suspeito de ter recebido R$ 600 mil do grupo de Cachoeira. Eliane Gonçalves teria repassado informações sobre operações policiais aos investigados pelas operações Monte Carlo e Vegas.

Nessa terça-feira, das três testemunhas convocadas, se dispôs a falar apenas o arquiteto Alexandre Milhomen, responsável pela reforma na casa onde foi preso o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Lúcio e Écio conseguiram no Supremo Tribunal Federal habeas corpus garantindo o direito de permanecer em silêncio. À comissão, o arquiteto afirmou que foi contrato pela mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, o que, na avaliação da CPI, indicaria a relação entre o contraventor e o governador de Goiás.

Acompanhe os principais momentos da sessão:

18h16 – “Eu não tenho bens, eu moro num apart hotel”, diz Bordoni. Eu não fujo da responsabilidade, e meus impostos serão pagos, afirmou o jornalista.

18h13 – Há no direito tributário um recurso que não qualifica como crime um tributo não pago, diz o relator aos supostos crimes tributários de Bordoni.

18h05 – Deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) defende que o pagamento de imposto não pode ser objeto de acusação, já que o erro pode ser corrigido.

17h54 –  Parlamentar reclama da postura do vice-presidente Paulo Teixeira (PT-SP): de acordo com ele, ele está agindo em favor do depoente, protegendo o governador Marconi Perillo.

17h44 – Bordoni se recusa a explicar por qual razão foi espancado.

17h44 – Bordoni: Já fui espancado e passei por situações de constrangimento.

17h43 – Bordoni: Não declarei a quantia de 50 mil reais que recebi para fazer a campanha a prefeito de Sandy Júnior (PP-GO).

17h40 – Bordoni: Paguei o fisco parceladamente, agora que tenho condições de pagar. O jornalista reconheceu que ludibriou o fisco através da conta da filha.

17h26 – Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) aponta para os riscos de polarização partidária da CPI. Segundo o deputado, há indícios de que o governo Perillo estivesse sob bastante influência de Cachoeira.

17h23 – Deputado aponta contradição no depoimento do jornalista, que disse não ter conhecimento da influencia de Cachoeira.

17h20 – Domingos Sávio: Em abril de 2011 o senhor tinha conhecimento de que Carlinhos Cachoeira comandava a Polícia Civil, Federal em Goiás? Não, responde Bordoni.

17h16 – Bordoni: Não constituí uma empresa para receber o dinheiro das campanhas que fiz. Ele também diz não se recordar dos valores que recebeu de quando fez campanhas (em 2002, 2006, entre outros).

17h13 – O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) pergunta se Bordoni foi filiado a algum partido. Ao PSDB, há muito tempo, diz o jornalista.

17h06 – Muito nervoso, o senador Mário Couto é interrompido por Paulo Teixeira, o vice-presidente da CPI, e sai da sessão. “Eu acho que ele se excedeu na agressão”, diz Teixeira.

17h03 – Senador Mario Couto (PSDB-PA), que não pertence à CPI, diz que o jornalista se incrimina no depoimento, porque disse ter recebido dinheiro sujo, disse admirar o governador Perillo e falou mal de uma pessoa que ele não conhecia.

16h49 – Bordoni: Nós ficamos sabendo da influencia de Cachoeira sobre a polícia e o governo Perillo quando a Polícia Federal deflagrou a operação.

16h47 – Bordoni: O senhor Edvaldo, diretor do Detran goiano (que intermediou o encontro entre Perillo e Cachoeira),  é sócio do Cachoeira, e assumiu o controle do jogo do bicho que era do sogro dele, que foi morto misteriosamente.

16h44 – O que o senhor quer dizer com a afirmação “sobra mão de obra para queimar arquivo”? Eu já fui vítima disso, e denunciei no meu programa de TV, diz Bordoni.

16h42 – Deputado pergunta: se o senhor era repórter investigativo, tinha como não saber das relações de Perillo e Cachoeira?

16h40 – Um cidadão comum de Goiás deve ter ficado sabendo de Cachoeira no episódio com o Waldomiro Diniz, diz Bordoni.

16h37 – Foi dito que o senhor chantageou Cachoeira, e por isso a Pantoja lhe pagou 45 mil. Existem provas disso?, pergunta o parlamentar. Não, afirma Bordoni.

16h32 – Bordoni: Fui condenado até a 12 anos de prisão por defender as causas de Perillo.

16h30 – Bordoni: A indignação com Perillo começou quando passei a receber dinheiro sujo, vindo de contraventores, nas contas minhas e de minha filha.

16h28 – Com Perillo, ele fez campanhas desde 1998. Afirma que a relação entre eles é profissional. Ele assinou todos os programas de rádio, de 1998 a 2010, de Marconi Perillo.

16h24 – Bordoni tem relações com Demóstenes desde a campanha de 2002 e com Perillo desde 1986. No caso de Demóstenes, ele em 2005 nomeu uma filha para assessora parlamentar, mas ela não pode assumir por um problema sério de saúde.

16h22 – Senador Jorge Viana (PT-AC) fará perguntas a Luiz Carlos Bordoni.

16h20 – “Não há como negar que há uma ingerência da contravenção dentro do Estado”, diz Bordoni.

16h18 – Eles usavam uma metodologia de gravar conversas comprometedoras e chantagear políticos, diz Bordoni.

16h17 – Bordoni: O deputado Rubens Otoni foi gravado recebendo dinheiro no gabinete do Cachoeira.

16h13 – Bordoni: Em 21 de setembro, 30 mil reais. Depois da eleição, 10 mil reais. Os 40 mil foram pagos pelo governador, e o resto pelo Jaime Eduardo Rincón.

16h12 – Teixeira: O senhor se lembra quando foram os 40 mil iniciais recebidos pela campanha? Em julho de 2010, entre a convenção e o início da campanha do governador, diz Bordoni. Em dinheiro vivo, sem recibos ou impostos.

16h09 – O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) fará perguntas a Bordoni.

16h08 – Bordoni: Infelizmente não.

16h08 – O senhor tem algum outro nome que possa contribuir com a CPI?

16h07 – Bordoni: Não fui procurado por ninguém.

16h06 – Parlamentar pergunta a Bordoni: O senhor teve algum tipo de proposta para pedir que o senhor diria na CPI tivesse um “limite”?

15h53 – Bordoni afirma que nunca soube do aneurisma de Perillo durante a campanha.

15h42 – Bordoni diz que interessa ao Cachoeira ele estar sob acusações e ataques para desviar atenção.

15h36 – Bordoni: “Peço acareação com todos. Que tragam todos, todos eles”.

15h32 – Bordoni diz “eu não tenho medo deles”, a respeito da acareação com Perillo e Fiuza.

15h26 – Deputado Antonio Carlos Mendes (PSDB-SP) diz que Bordoni fez um apresentação muito bem montada, porém não tem nenhuma comprovação.

15h11 – Bordoni diz que existe um papel escrito com o acordo do valor que Perillo teria prometido pagá-lo. Deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) fala que é de extrema importância achar esse papel para confirmar a versão do jornalista.

15h04 – Deputado Silvio Costa (PTB-PE): “Perillo de forma indireta recebeu dinheiro da Delta. o senhor (Borsoni) confirmou que Perillo fez caixa dois”.

15h02 – Deputado Silvio Costa (PTB-PE) diz “É muito difícil acreditar que o senhor (Bordoni) não está falando a verdade. O senhor já se autoincriminou: disse que sonega impostos e recebe dinheiro de caixa dois”.

15h – Bordoni diz que não questionou Fiuza sobre sua filha, Bruna, ter recebido dinheiro de empresa fantasma, porque estava em um município que não havia sinal de celular. “Da mesma maneira que falhei em não ter procurado Lúcio Fiuza, falaram (imprensa) por não ter me procurado”.

14h52 – O jornalista Luiz Carlos Bordoni diz que quando acertou com Perillo o valor da campanha, inicialmente de R$ 200 mil, não pediu contrato de pagamento ou nota, porque são amigos de longa data.

14h42 – Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que atitude de Perillo, segundo o que Íris Araújo afirmou, é gravíssimo e considerado crime.

14h37 – Deputada Íris de Araújo diz que no perfil de Marconi Perillo no Twitter, o governador está inaugurando obras no interior do estado de Goiás, enquanto não está presente na sessão por atestado médico.

14h29 – Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) vai encaminhar requerimento para propor acareação entre o jornalista Luiz Carlos Bordoni e Carlinhos Cachoeira.

14h25 – Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pede provas das declarações do jornalista. Segundo Bordoni, é justamente para provar as informações é que colocou seus sigilos bancário e telefônico à disposição.

14h07 – Senador Randolfe Rodrigues pergunta: O senhor saberia descrecer qual seria a influência de Cachoeira no governo do seu Estado (GO)?” O jornalista menciona caso de policiais dar informações privilegiadas sobre operações de combate ao jogo ilegal e a indicação da presidência do Detran. O jornalista afirma que não declarou os R$ 40 mil reais pagos em dinheiro pelo governador Marconi Perillo para pagar suas contas e porque “não quis”.

14h02 – Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) faz perguntas. “O senhor sofreu algum tipo de ameaça ou por um acaso se sente ameaçado?”. “Por enquanto não. Só ofensas e essa campanha de difamação”, respondeu o jornalista.

13h54 – O jornalista explica que pediu para colocar dinheiro na conta da filha, por ser ela a responsável por suas contas bancárias. Dinheiro de outras serviços eram depositados para ela. Explicou ainda que os impostos foram recolhidos pelos próprios autores da campanha. “Que pai colocaria a filha numa situação dessa? Sou parkinsoniano , ela que cuida das minhas coisas. É o meu anjo da guarda.”

]13h45 – Fará perguntas o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), mesmo partido do governador Marconi Perillo. “O jornalista é uma figura polêmica”, começa o deputado, tratando com ironia textos vinculados à autoria do jornalista, afirmando que o jornalista aborda os temas conforme a sua conveniência. Sobre o depósito feito pelo Alberto e Pantoja, o deputado questiona por que não forneceu sua própria conta, mas a da sua filha. “É por que sabia que se tratava de dinheiro sujo?” Para o deputado, o jornalista tem intenção de atingir o governador. “Não concebo molecagem”, afirmou. O jornalista começa a responder.

13h34 – O senador Pedro Taques pergunta sobre o vínculo do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com Carlinhos Cachoeira. Mas o jornalista afirmou ter sido surpreendido com a informação de que o senador estaria envolvido no esquema. Em 2010, o jornalista também fez a campanha eleitoral do senador, mas o valor do serviço foi pago por meio de uma empresa.

13h26 – Relator da CPI, deputado Odair Cunha, terminou sua série de perguntas. Agora, a palavra será aberta aos parlamentares. O presidente da CPI, pede respeito e a manutenção da ordem. O senador Pedro Taques (PDT-MT) será o primeiro.

13h09 – O jornalista Luiz Carlos Bordoni diz que as parcelas pendentes de seu serviço prestado a Marconi Perillo foram depositadas em abril e maio, na conta da filha. O acordo para o depósito foi feito com Lúcio Fiúza, assessor especial de Perillo. O jornalista afirma que só quando as denúncias começaram a ser veiculadas é que tomou conhecimento que o depósito foi feito pela empresa ligada a Cachoeira, Aberto e Pantoja. O jornalista afirma que disponibilizará seus sigilos bancários, telefônico e fiscal.

13h02 – Luiz Carlos Bordoni: “Todos os acertos que fiz foi com o Marconi. Ele era meu amigo. Trabalhava com ele desde 1998”, diz em resposta a perguntas do relator sobre como eram feitos os contratos de trabalho para a campanha do governador Marconi Perillo. O jornalista afirma que não ter recibos. Em 2010 foi feito só acordo verbal. Nesse mesmo ano, fez serviços para as campanhas dos senadores Lúcia Vânia e Demóstenes Torres, mas foi contratado por uma empresa, que ficou responsável pelo pagamento.

12h54 – Relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), questiona se o jornalista sabe se o grupo de Cachoeira teria financiado outras campanhas eleitorais. O jornalista diz não ter conhecimento.

12h51 – Após quase 1 hora da leitura de seu depoimento, o jornalista finaliza sua fala. Agora, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), começa a fazer perguntas. Adianta que as informações fornecidas pelo jornalista serão apuradas pela comissão.

12h49 – O jornalista retoma o depoimento e faz ataques ao governador Perillo. “Espero ser o último a quem ele agride.”

12h41 – O jornalista diz que é claro para quem acompanha a sessão que os “deputados não querem apurar os fatos”. Os parlamentares reagiram aos gritos. “A verdade dói”, rebateu o jornalista.

12h38 – Deputados tucanos afirmam que o teor do depoimento do jornalista foge do motivo pelo qual ele foi convidado. Há bate-boca, mas o presidente da CPI mantém a fala do depoente. Ânimos ficam acirrados.

12h37 – Jornalista Luiz Carlos Bordoni: “Todos sabiam que Eliane era Cachoeira”. “Difícil o patrão não saber de tal relacionamento”, disse sobre a ex-chefe de gabinete de Perillo, acusada de repassar informações sobre operações policiais aos investigados pelas operações Monte Carlo e Vegas. Ela foi flagrada em conversas interceptadas pela Polícia Federal e seria uma das integrantes do grupo que recebeu de Cachoeira telefones celulares por meio de rádio habilitados em Miami (EUA). À CPI, o governador afirmou que desconhecia a relação entre Eliane e Cachoeira. Quando a operação da PF foi noticiada, a chefe de gabinete pediu demissão.

12h18 – O jornalista questiona os documentos apresentados pelo governador e reafirma que não houve contrato, apenas um trato verbal. “O que exsite, senhores, é um pagamento feito com caixa 2”, afirmou, fazendo referência aos dois depósitos feitos por empresas ligadas ao grupo de Cachoeira, segundo as investigações da PF.

12h15 – Luiz Carlos Bordoni: “Gostaria que o governador Marconi Perillo estivesse aqui, olho no olho comigo. Ele, Lúcio, Jayme Rincón, para que pudéssemos fazer uma acareação. Eu não os temo. Os desafio onde preciso for. Eles precisam aprender que não se brinca com a dignidade e com a honra de uma pessoa.” “Ele (Perillo) faltou com a verdade quando aqui esteve”, diz o jornalista.

12h09 – Jornalista diz que recebeu R$ 40 mil das mãos de Perillo, R$ 30 mil pelo financeiro e R$ 10 mil de Jayme Rincón. Os R$ 90 mil foram pagos em dois depósitos: um em 14 de abril, cuja origem é da empresa Alberto e Pantoja, ligada a Cachoeira. Luiz Carlos Bordoni faz ironias com as declarações da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, segundo quem o jornalista faria chantagem contra o contraventor e por isso recebeu dinheiro. “Quem sou eu para fazer achaques contra quem é o rei do achaque?”

12h05 – Em 2006, participou da campanha do tucano para o Senado. Em abril de 2010, Perillo comentou com ele a intenção de sair candidato ao governo de Goiás. O seu trabalho para o candidato foi acertado em contrato verbal. O jornalista pediu R$ 200 mil, mas Perillo ofereceu R$ 120 mil e R$ 50 mil, caso vencesse. Dos R$ 120 mil, foram pagos R$ 80 mil. Faltavam R$ 40 mil, além do bônus. Os depósitos foram feitos na conta de sua filha. A transição foi combinada com Lúcio Fiúza, assessor especial de Perrilo, e em 2012 disse ter sido surpreendido com as informações de sua filha estaria ligada indiretamente ao esquema de Cachoeira. A filha dele foi nomeada para ser assessora parlamentar de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), mas não tomou posse.

11h58 – Jornalista lê sua biografia e diz que conheceu o atual Marconi Perillo ainda quando era jovem e participou das campanhas políticas do tucano desde 1998. Se diz amigo de Perillo. “Assumia que era ‘Marconista’ de ponta a ponta.” “Por Marconi eu topava qualquer parada”, conta o jornalista durante seu depoimento.

11h52 – Jornalista Luiz Carlos Bordoni começa a falar. Ele terá 20 minutos. O jornalista prestou serviços à campanha de Marconi Perillo (PSDB) em 2010 e afirma ter recebido pelo trabalho por meio de empresas ligadas ao grupo de Carlinhos Cachoeira.

11h45 – Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo, foi chamada a entrar na sala da sessão. “Por orientação única e exclusiva do meu advogado, não vou responder a qualquer pergunta”, afirmou. Em razão do rito atual da CPI, Eliane já deixou a sala. Entrará agora o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que deve falar.

11h34 – Presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), lê relatório médico enviado à comissão que atesta que Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Perillo, tem um aneurisma e, por isso, não poderia comparecer à CPI. O ex-tesoureiro será submetido a uma perícia pela equipe médica do Senado na próxima semana.

11h29 – Deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) defende alteração do rito e que os parlamentares possam fazer suas perguntas, ainda que a resposta seja a mesma. Apesar da discussão, não será possível votar a proposta por falta de quórum na sessão. A votação deve ser realizada nesta quinta-feira, 27.

11h24 – Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) é um dos que votam pela manutenção do rito atual, ou seja, de que o depoente que queira ficar em silêncio saia da sala. Na avaliação dele, fazer o contrário e permitir que os parlamentares façam perguntas, não é razoável e não tem eficiência prática.

10h58 – Parlamentares comentam nesse momento as denúncias de que a procuradora responsável pela investigação do caso Cachoeira recebeu mensagens com ameaças. Na semana passada, um juiz ligado à investigação pediu afastamento por temer por sua integridade.

10h42 – O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), propõe mudar o rito das sessões nos casos em que as testemunhas ficarem em silêncio. Parte dos parlamentares critica o método atual, que permite que as testemunhas deixem a sessão. Quatro parlamentares vão se posicionar sobre a proposta, dois favoráveis e dois contrários.

10h34 – É aberta a 17ª sessão da CPI do Cachoeira

 

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.