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CPI do Cachoeira interrompe trabalhos até o fim do 2º turno

Bruno Siffredi

16 de outubro de 2012 | 20h25

Luiza Monteiro, de O Estado de S.Paulo

Em reunião nesta terça-feira, 16, membros da CPI do Cachoeira decidiram que os trabalhos da comissão serão prorrogados para depois do segundo turno, mas a nova data para o fim dos trabalhos ainda não foi definida.

A decisão pretende ao mesmo tempo impedir que embates políticos “contaminem” as investigações e que os trabalhos da Comissão influenciem a disputa eleitoral. Segundo o vice-presidente da CPI, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), as próximas etapas da investigação envolverão agentes políticos.

No dia 30 deste mês os líderes partidários da Comissão irão se reunir para definir o novo prazo de encerramento dos trabalhos da CPI, já que há divergências entre os parlamentares. Os partidos que compõem a base aliada do governo defendem a definição da data de acordo com os trabalhos que ainda devem ser feitos. Já lideranças do PSDB, do DEM, do PPS, do PSOL e do PDT propõem 180 dias de prorrogação a partir da data original de encerramento dos trabalhos, 4 de novembro. Para isso, é preciso o recolhimento de assinaturas de 171 deputados e de 27 senadores, um terço da composição das duas casas legislativas.

Através de sua assessoria, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que a prorrogação não atrapalhará o andamento das investigações, pois “o tempo que a CPI ficou parada será compensado”. Segundo o senador, na reunião do dia 30 não haverá oitiva, para não haver “contaminação” por parte das eleições.

Os parlamentares também decidiram adiar reunião administrativa – que deveria acontecer nesta quarta-feira, 17 – para o dia 31. Neste encontro, serão votados requerimentos de novas convocações de testemunhas e de requisição de documentos. Segundo a Agência Câmara, mais de 500 requerimentos aguardam decisão.

Mensalão. O deputado Paulo Teixeira afirmou que, assim como a CPI, o julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também deveria ser interrompido no período das eleições. “É deixar perder o caráter técnico do julgamento”, disse o deputado. No último dia 9, o STF condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu,o ex-presidente do PT, José Genoino e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares pelo crime de corrupção ativa.

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