As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

CPI aprova convocação de dono da Delta e Pagot

Lilian Venturini

05 de julho de 2012 | 08h08

Ricardo Britto, da Agência Estado, e do estadão.com.br

A CPI do Cachoeira aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira, 5, a convocação do ex-presidente da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, e o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot. A data ainda não foi definida.

A Delta é apontada pela Polícia Federal como empresa ligada ao grupo de Cachoeira e era uma das principais responsáveis por contratos públicos federais.  O ex-diretor do Dnit foi convocado para falar sobre as acusações de que petistas e tucanos teriam exercido pressão para arrecadações de campanha presidenciais de Dilma Rousseff e José Serra. O Dnit também tem contratos com a Delta, investigada pela CPI.

Foi aprovada também a prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), flagrado em um vídeo no qual negocia apoio de Cachoeira para as eleições de 2004. Raul Filho enviou ofício à comissão colocando-se à disposição para depor. O colegiado também deve aprovar a reconvocação do contraventor, que, da primeira vez que esteve na CPI, permaneceu em silêncio.

O motivo de maior protesto durante a sessão foi a convocação do ex-diretor da estatal que cuida das rodovias do Estado de São Paulo (Dersa), Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. A Dersa firmou contratos com a Delta e o ex-diretor do Dnit acusou Paulo Preto de ter feito caixa dois em campanhas tucanas.

A comissão convocou a ex-mulher de Cachoeira Andréa Aprígio, apontada pelas investigações da CPI e pela Polícia Federal como laranja do esquema de corrupção do contraventor. Outro convocado foi o empresário paulista Adir Assad, cujas empresas receberam R$ 50 milhões da Delta. A suspeita é que seja laranja do contraventor.

No bloco, a CPI aprovou o convite para que o juiz federal Paulo Augusto de Moreira Lima vá à comissão. Responsável por decretar a prisão de Cachoeira e seu grupo, o juiz federal deixou o caso porque disse ter sido ameaçado de morte.

Os depoimentos aprovados na sessão desta quinta-feira, devem serem tomados somente após o recesso parlamentar, em agosto. Os membros da CPI devem votar ainda se quebram os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos futuros convocados.

Acompanhe os principais momentos:

12h50 – A sessão foi encerrada e haverá nova reunião na terça-feira, 10, com pauta ainda a ser definida pela presidência da comissão.

12h46 – O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também critica a proposta de levar a comissão até a penitenciária para ouvir Cachoeira e defende que ele seja reconvocado e vá pessoalmente à CPI.

12h26 – O vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP),  sugere transformar requerimento para ir à penitenciária em novo convite para Cachoeira comparecer à CPI, já que o contraventor deve prestar depoimentos à justiça de Goiás ainda em julho. Segundo a defesa de Cachoeira, após isso, ele estaria disponível para falar à comissão.

12h18 – O vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), pondera que o quórum está baixo e sugere que essa votação seja transferida para a próxima sessão da CPI, prevista apenas para a primeira semana de agosto, em razão do recesso parlamentar.

12h13 – Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) disse considerar delicada a proposta de ir à penitenciária, sob o risco de prejudicar a imagem da CPI, já que não há garantias de que o contraventor irá falar.

12h08 – Parlamentares discutem sobre a votação da escolha de três membros da CPI para, em diligência, falar com Carlinhos Cachoeira na penitenciária da Papuda, em Brasília. A intenção seria tentar ouvi-lo e novamente convocá-lo para falar à CPI.

11h47 – Todas as quebras de sigilo foram aprovadas por 24 votos e nenhum contrário.

11h42 – Por 17 votos contrários à convocação contra 10 a favor, a CPI não convocará o deputado federal José de Fillipi (PT-SP), tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. Agora serão votados quebras de sigilo de sms do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), Carlinhos Cachoeira, do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), entre outros, além de empresas ligadas ao grupo do contraventor.

11h18 – Os parlamentares discutem a convocação do deputado federal José de Fillipi (PT-SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. Ele foi acusado pelo ex-diretor do Dnit de ter exercido pressão sobre empreiteiras que têm contratos com o órgão ao pedir contribuições de campanha. Para a base aliada, a oposição tenta politizar a CPI ao tentar convocar o deputado.

10h48 – Parlamentares votam se aprovam a convocação de todos as testemunhas citadas em bloco, entre elas Cavendish (Delta), Pagot (ex-Dnit) e o prefeito de Palmas, Raul Filho. Por 28 votos a zero, todos foram convocados.

10h29 – Há um bloco proposta para ser votado, que reúne as convocações de, entre outros, Fernando Cavendish, dono da Delta, Luiz Pagot e prefeito de Palmas, Raul Filho. Mas há embate entre membros da base aliada e da oposição para que sejam incluídos outros nomes. Há bate-boca e deve ser definido que seja votado o bloco como está e aqueles que desejem chamar outros nomes apresentem requerimento separadamente.

10h18 – Parlamentares debatem sobre quais serão os convocados.

9h55 – A maioria votou pela manutenção do rito atual. Portanto, depoentes que não quiserem falar, serão liberados da sessão. O relator da CPI, deputado Odair Cunha, propõe a discussão sobre a escolha de três parlamentares para irem até a penitenciária da Papuda, onde Cachoeira está preso, para tratar de sua nova vinda à comissão.

9h38 – Senador Pedro Taques (PDT-MT) defende a manutenção do rito e lembra que os parlamentares não podem “humilhar” as testemunhas. O relator da CPI, o deputado Odair Cunha (PT-MG), também falou favoravelmente pelo rito atual por questões de “economia processual”. Quem é contrário, afirma que é dever e direito dos parlamentares dirigirem perguntas. Agora os parlamentares vão votar pela manutenção ou alteração do rito.

9h15 – É aberta a sessão. Além de votar requerimentos, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), propõe que seja votada a alteração do rito da comissão, ou seja, como a CPI vai agir nos casos de depoentes que não desejarem falar. Hoje, quando isso ocorre, os depoentes são liberados sem que os parlamentares tenham possibilidade de fazer perguntas. Para alguns integrantes da comissão, ainda que haja claramente intenção de ficar em silêncio, o depoente deve ficar e ser questionado da mesma forma.

 

Tudo o que sabemos sobre:

cpi do cachoeiraFernando Cavendishpagot

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.