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TV ESTADÃO: ‘Perder São Paulo é dramático’, diz coordenador da campanha de Serra

Redação

28 de outubro de 2012 | 17h39

O deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP), um dos coordenadores da campanha de José Serra à prefeitura de São Paulo, disse em entrevista à TV Estadão que perder a eleição na capital paulista é um fato “dramático” e que isso não será compensado pela conquista de outras cidades. Ele defendeu, ainda, uma renovação no PSDB e acrescentou que o sistema político e partidário brasileiro está esgotado.

“Os resultados (nestas eleições) não são bons para o PSDB, ficaram muito aquém do esperado. Perder São Paulo é dramático. Teremos resultados positivos (em outras cidades), mas nada compensará a perda em São Paulo”, avaliou. “Nós temos que renovar isso na próxima etapa.”

Em outro momento da entrevista, o deputado voltou à questão da renovação ao dizer que, “se o partido se abrir à perspectiva de dos novos líderes, eles surgirão e serão qualificados para substituir os atuais”.

Feldman vê um “esgotamento” do sistema partidário e eleitoral, que, na opinião dele, “não tem as características do Brasil moderno”. Para ele, os partidos deveriam, em primeiro lugar, ter uma doutrina, para em seguida elaborar um projeto político e, somente por último, entrar no processo eleitoral, de disputa pelo poder. O que está ocorrendo, na opinião do deputado, é o caminho inverso: a disputa pelo poder, que deveriam vir no final, vêm na frente. Primeiro, disse ele, se definem as alianças e as pessoas que disputarão a eleição, deixando a doutrina e o projeto de políticas públicas em segundo plano. “O Brasil (já) está discutindo os nomes (para 2014), como se o programa e as propostas fossem secundários”, observou.

Ele acredita que o debate político está “muito personalizado” e nesse ponto criticou o PT, pela aliança com Paulo Maluf (PP), mas também citou seu próprio partido: “Mais do que o Aécio (Neves), temos que discutir PSDB propõe”.

 

O deputado também criticou o fisiologismo político: “Nenhum partido politico se aproxima do governo por concordar com suas teses, mas porque ganha um ministério, uma secretaria. Hoje é muito difícil fazer oposição. Com o modelo petista de governar, não há espaço para o debate de ideias. Você perde a essência da politica. A politica hoje não é um conjunto de ideias”.

Para contornar os atuais problemas do sistema político e partidário, Feldman defende a fidelidade partidária e o financiamento político de campanha.

Em relação ao impacto do mensalão nas eleições, o deputado disse que “o PT foi condenado”, mas “o Lula conseguiu contrabalançar com a sua popularidade”.

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