Construção de submarinos terá efeito estratégico, defende Dilma
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Construção de submarinos terá efeito estratégico, defende Dilma

Lilian Venturini

18 de julho de 2011 | 10h52

Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 18, que a construção de submarinos no Brasil é estratégica tanto para a defesa do País quanto para a economia nacional. Em seu programa de rádio semanal, “Café com a Presidenta”, Dilma lembrou do acordo assinado em 2008 entre os governos brasileiro e francês para a compra, com transferência de tecnologia, de quatro submarinos movidos a diesel e afirmou que após a construção deles o País estará apto para a fabricação de uma embarcação nuclear. “Não queríamos apenas comprá-los. Queríamos aprender a construir os submarinos”, disse.

No sábado, 16, a presidente participou do início da construção do primeiro submarino nacional, na sede da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), no município de Itaguaí, a 70 km do Rio de Janeiro. Na ocasião, Dilma recebeu uma réplica do submarino convencional.

Segundo a presidente, quando dominar a produção de submarinos nucleares o País entrará para um seleto grupo de nações que detém tal tecnologia. “Somente a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia detêm esse domínio. Em breve, o Brasil estará nessa lista”, afirmou.

Dilma disse que, apesar da linha diplomática brasileira defender “a paz e o diálogo”, os submarinos são “garantia de soberania”. “A principal via de circulação do nosso comércio exterior é o mar”, afirmou, ao citar as reservas de petróleo do pré-sal. “Esses submarinos vão nos ajudar a cuidar dessa riqueza.” A presidente ainda destacou o estímulo à indústria naval do Brasil. “Cada submarino a ser fabricado no Brasil vai contar com mais de 36 mil itens, produzidos por 30 empresas brasileiras”, disse.

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