Conselho de Ética aprova abertura do processo de Vargas
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Conselho de Ética aprova abertura do processo de Vargas

Lilian Venturini

29 de abril de 2014 | 23h36

Erich Decat

Brasília – O Conselho de Ética da Câmara aprovou ontem a abertura do processo disciplinar contra o deputado licenciado André Vargas (sem partido-PR). Uma primeira tentativa de votação ocorreu no meio da tarde, mas foi anulada pois, na ocasião, já havia começado a ordem do dia. Segundo o regimento, qualquer votação nas comissões é anulada se já forem iniciadas as atividades no plenário.

A segunda e definitiva votação teve 13 votos a favor e nenhum contrário ao parecer apresentado pelo deputado Julio Delgado (PSB-MG). O documento contou com apoio do deputado Fernando Ferro (PT-PE), único representante petista presente na sessão. Os demais votos vieram de deputados do PMDB, PSDB, DEM, PSD, PP, PSB, PDT, PCdoB e PTB. Não compareceram à sessão os deputados do PV, PPS, PSC e PR.

O presidente do conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), anunciou que será aberto um prazo de 10 dias para que Vargas apresente defesa, contado a partir da notificação do ex-petista. “Tentaremos notificá-lo por três dias e se ele não receber o documento publicamos no Diário Oficial. Ele não tem muita saída”, disse Izar.

O conselho investiga a relação entre o deputado licenciado e o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Sob pressão da cúpula do PT, Vargas anunciou sua desfiliação da sigla na sexta-feira.

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) apareceu à tarde no colegiado pedindo o encerramento da sessão pois a ordem do dia no plenário já havia começado. Ele é citado em diálogos entre Vargas e Youssef, segundo relatório da PF, mas nega qualquer relação com o doleiro.