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Conselho da campanha de Dilma acha agora que ela vence no primeiro turno

Camila Tuchlinski

17 Maio 2010 | 22h10

Por Vera Rosa

O crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto animou o Conselho Político de sua campanha, formado por integrantes de seis partidos aliados, além do PT. Na noite desta segunda-feira, as queixas sobre os percalços da candidata petista à Presidência em sua estreia nos palanques foram substituídas por elogios ao programa do PT, exibido na quinta-feira em rede nacional de rádio e televisão.

“Esse programa de 10 minutos foi uma revolução na campanha”, afirmou o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS). “Agora, temos certeza absoluta de que Dilma vai ganhar no primeiro turno.”

Os aliados estavam exultantes com os números das pesquisas. O Vox Populi mostrou Dilma com 38% das preferências, ultrapassando pela primeira vez o candidato do PSDB, José Serra, que ficou com 35%. A mesma tendência foi apontada no levantamento do Instituto Sensus, encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT): nele, a petista aparece com 36% e Serra, com 33%.

A polêmica comparação entre as trajetórias de Dilma e do líder sul-africano Nelson Mandela – levada ao ar no programa do PT por sugestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – também mereceu aplausos do Conselho Político, que na reunião anterior havia cobrado drásticas mudanças na campanha.

A estratégia foi planejada para funcionar como “vacina” contra os ataques da oposição, que quer carimbar Dilma como “terrorista” por ela ter participado de organizações de extrema-esquerda que pregavam a luta armada, nos anos 60.

“Todos acharam a comparação excelente e oportuna”, resumiu o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. O PSB, que participou pela primeira vez da reunião do Conselho Político, formalizará o apoio a Dilma na sexta-feira, durante encontro de seu Diretório Nacional.

Amaral definiu como “desgastante” a saída de Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial, mas disse ter certeza de que o deputado fará campanha para Dilma, embora ele tenha deixado o páreo afirmando o contrário. “Ele é um ser político e tem compromissos partidários. As coisas se recompõem”, observou Amaral.

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