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Conselheiro do CNJ usa associação de juízes para criticar corregedora e defender férias de 60 dias

Bruno Siffredi

25 de novembro de 2011 | 19h46

Agência Brasil

O juiz Fernando da Costa Tourinho Neto, integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), usou uma nota da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) para criticar a colega de conselho, corregedora-geral Eliana Calmon. Em duas entrevistas recentes, a ministra disse ser favorável às férias de 30 dias para juízes (hoje, a categoria tem direito a 60 dias de férias remuneradas).

Na moção de repúdio, Tourinho argumenta contrariamente à proposta de Calmon lembrando que o “cansaço mental” dos juízes, que precisam “decidir bem”, exige um período de descanso maior que o da maioria dos trabalhadores brasileiros. “Será que a ministra diz isso para agradar a imprensa, falada e escrita? Para agradar ao povão?”, pergunta o juiz. Tourinho assina a nota como presidente em exercício da Ajufe, embora o representante da entidade, Gabriel Wedy, esteja no país.

De acordo com a assessoria da associação, Wedy está no Rio Grande do Sul para participar da Reunião Anual da Estratégia Nacional de Controle à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla).

O presidente em exercício também usa a nota para reclamar do salário da categoria. “A inflação vem corroendo paulatinamente nossos salários. Os aumentos dos preços de serviços, de alimentos, de escola, de aparelhos domésticos, de imóveis, de veículos, de lazer, são constantes. E os nossos subsídios continuam os mesmos”, reclamou.

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