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Comissão no Senado examina daqui a pouco convocação de Palocci

Jennifer Gonzales

24 de maio de 2011 | 11h59

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

Por iniciativa do PSol, a Comissão de Fiscalização e Controle do Senado examina daqui a pouco requerimento do partido convocando o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para prestar esclarecimentos sobre a empresa de sua propriedade, cujo faturamento nos últimos quatro anos aumentou seu patrimônio em 20 vezes. O senador Randolfe Rodrigues (PSol/AP) disse que espera ouvir de Palocci dois esclarecimentos: sobre as empresas às quais ele prestou consultoria e a “coincidência” dele ter recebido boa parte dos recursos no ano passado, quando coordenava a campanha da candidata do PT e hoje presidente da República, Dilma Rousseff.

“Se o governo desistisse de continuar blindado o ministro e autorizasse seu comparecimento à comissão, poderia desestimular a coleta de assinatura para  criar a CPI destinada a investigar as atividades de consultor do ministro”, alegou Randolfe.

Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a resistência do governo em investigar Palocci começa a ceder, o que não justifica o empenho em continuar blindando o ministro. “O problema é que Palocci não tem como se explicar”, alega.

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), afirma que não há motivo para aprovar o requerimento de convocação. “Já foi demandado pela Procuradoria-Geral da República que ele preste esclarecimentos no prazo de 15 dias”, informa. “Todos nós temos certeza de que ele dará explicações plausíveis”.

Filiado ao PDT, o senador Pedro Taques (MT) afirma que vai ouvir o partido antes de decidir se vai ou não apoiar a CPI contra Palocci, mas sinaliza que, na falta de maiores explicações por parte do ministro, não terá outra alternativa. “Não vou fugir do meu passado, da minha história e nem fazer prejulgamento, mas é necessário que ele explique de onde saiu tanto dinheiro”.

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