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Comissão de Ética da Presidência minimiza caso das diárias da ministra da Cultura

Lilian Venturini

16 de maio de 2011 | 20h59

Tânia Monteiro, da Agência Estado

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, José Paulo Sepúlveda Pertence, minimizou a questão envolvendo a ministra da Cultura, Ana de Holanda, que recebeu diárias sem trabalhar nos fins de semana no Rio de Janeiro, onde tem imóvel próprio. O episódio foi revelado pelo Estado. Segundo Pertence, o País tem coisa mais séria para discutir. Ele admitiu que houve um problema de diárias, que foram devolvidas, e não quis mais falar sobre o assunto.

A pedido da Controladoria-Geral da União (CGU), a ministra teve de devolver as diárias. O Estado mostrou que ela tinha o hábito de marcar compromissos oficiais fora de Brasília, principalmente no Rio, às sextas e segundas-feiras, e receber a ajuda financeira não só pelos dias de trabalho fora da capital federal como pelos sábados e domingos de folga. Em quatro meses, Ana recebeu cerca de R$ 35,5 mil por 65 diárias, sendo que a agenda não registra compromisso oficial em, no mínimo, 16 desses dias. O custo em passagens aéreas foi de R$ 17,3 mil.

O episódio fez aumentar o tom das críticas em torno da ministra, cuja gestão é marcada por turbulências. Os ataques partem quase sempre de setores que consideram as mudanças propostas pela ministra um retrocesso em relação às políticas adotadas pelo ex-ocupante da pasta pelo PV Juca Ferreira. Na semana passada, Ana negou que iria abandonar o cargo e, com aval da presidente Dilma Rousseff, o Planalto tenta acabar com o “fogo amigo” de petistas contra a ministra. Quem a defende, afirma que Ana tem sido vítima de disputas internas dentro do partido.