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Comissão da Câmara aprova pensão a herdeiros de Frei Tito

Agência Câmara

Por Lilian Venturini
Atualização:

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, o projeto de lei 4015/01, do Executivo, que concede pensão especial aos herdeiros de Frei Tito de Alencar Lima. O texto prevê o pagamento de R$ 500 mensais. A decisão foi tomada na sessão dessa quinta-feira, 13, e agora, segue para análise do Senado.

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O relator na CCJ, deputado Luiz Couto (PT-PB), lembrou a história de Frei Tito: "Ele foi submetido a maus-tratos, no Brasil, por motivações políticas, e posteriormente, banido do País. Foi levado ao suicídio aos trinta e um anos de idade, na França, vítima de perturbações mentais, em consequência das agressões sofridas em dependências policiais."

No início de outubro de 1968, Frei Tito foi preso por participar da organização de um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibiúna, interior de São Paulo. Ficou fichado na polícia e tornou-se, de modo mais explícito, alvo da repressão militar. "Quis rememorar a vida de Frei Tito para deixar claro a minha mais completa adesão à justíssima homenagem que o Poder Executivo quer prestar à memória deste nosso herói", disse o relator.

Em novembro de 2010, o Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ação civil pública visando a declaração da responsabilidade civil de quatro militares reformados sobre mortes ou desaparecimentos forçados de pelo menos seis pessoas, além de tortura contra outras 20. Entre elas, a ação citava a presidente Dilma Rousseff e Frei Tito. / Com informações de O Estado de S.Paulo

 

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 Foto: Estadão
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