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Comissão da Agricultura da Câmara aprova convocação de Palocci

Jennifer Gonzales

01 de junho de 2011 | 12h03

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Deputados batem boca na Comissão de Agricultura da Câmara. Foto: André Dusek/AE

Denise Madueño, de ‘O Estado de S.Paulo’

A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou no final da manhã desta quarta-feira, 1º, um requerimento de convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele compareça à comissão para explicar o aumento do seu patrimônio.

A base governista tenta, neste momento, reverter a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique o aumento de seu patrimônio e fale sobre os serviços de consultoria prestada pela empresa de sua propriedade, a Projeto. A reunião está suspensa porque os governistas não se conformam com o resultado e pressionam o presidente da Comissão, deputado Lira Maia (DEM-PA), para refazer a votação. A reunião deve ser retomada no início da tarde.

A aprovação da convocação de Palocci foi resultado de uma ação esperta da oposição e de um cochilo dos governistas. Pelas contas do governo, a base tinha 12 deputados contra 12 da oposição na reunião da comissão. A votação foi simbólica, sem o registro dos votos, seguindo as normas regimentais. Minutos antes, por estratégia da oposição, a comissão já havia realizado uma votação nominal. O regimento estabelece o prazo de uma hora entre esse tipo de votação.

Segundo o site da Câmara, a comissão tem 40 membros, dos quais 28 são de partidos da base aliada e 12 são de partidos de oposição.

O requerimento aprovado há pouco foi apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Se for efetivado, o ministro não poderá se negar a comparecer à Câmara, sob risco de cometer crime de responsabilidade. O requerimento não fixa data para a audiência.

Governo faz força para salvar Palocci

A tática de esperar algum cochilo nas comissões para convocar Palocci já havia sido anunciada pela oposição na semana passada. Mas nas primeiras tentativas, a oposição não obteve sucesso, em função de uma ‘operação abafa’ deflagrada pelo governo. Ainda na semana passada, Dilma cedeu à pressão da bancada evangélica e suspendeu a distribuição o kit anti-homofobia para salvar Palocci. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi acionado para socorrer Palocci.

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